A acompanhar o nosso inquérito (a votação para o melhor cão do cinema está a decorrer, pode votar na coluna ao lado), aqui ficam os oito filmes, com cães lá dentro, algum pêlo e milhões de células olfactivas. Deixámos de lado, toda a animação, os mais óbvios, e muitos clones na senda das Lassies e Beethovens. Mas estes, de alguma maneira, foram os que primeiro nos deram trela.

Marley & Eu, de David Franket – 2008
É um filme que vem com um truque de marketing anexado. Na verdade, não é a história de um cão. É a história de um homem que além de um labrador amarelo tem uma família, uns filhos, um casamento, um emprego, problemas conjugais e profissionais e existenciais… O cãozinho fica sempre bem no cartaz e nas receitas de bilheteira. Ainda que seja um filme de silly season antecipada, tem pelo menos o mérito de tratar os jornalistas (o dono do cão é jornalista) como pessoas que escrevem artigos sobre coisas maçadoras como os incêndios nas lixeiras e lombas na estrada, e não como seres publicitários que só servem para efeitos promocionais…
Gran Torino, Clint Eastwood - 2008
Um velho homem com o seu velho cão…. Daisy tem a particularidade de rosnar menos do que o seu dono. Não tem grande relevância para a história, a não ser para salientar os preconceitos do protagonista, que teme que os vizinhos vietnamitas lhe devorem o cão… Nos últimos 15 minutos, tem um papel simbólico, naquela grande arrumação final, e naquele nó de muitas pontas e trelas soltas.
Este País Não é Para velhos, de Joel e Ethan Coen (2008)


Beethoven, de Brian Levant (1992)
É uma cedência às massas, confessamos. E aos visitantes mais novos. Além disso, ninguém pode discordar: um São Bernardo enche sempre um ecrã. Melhor que um pincher ou que do que um piquinois.
Umberto D., de Vittorio de Sica (1951)
É um dos filmes mais extraordinários de todos os tempos. Muito neorealista, dramaticamente comovente e com a assinatura De Sica. Não nos lembramos de nenhum outro em que a relação entre um homem e o seu cão esteja retratada em toda a sua intensidade e tragédia.

Lassie, de Fred M. Wilcox (1943)
É também uma cedência, mas desta vez mais às recordações de infância de uma série que também passou na TV, no tempo dos dois canais e do conta-me como foi. A Lassie é uma referência. A lassie está para os cães como os Black & Deckers estão para os berbequins, ou os Caterpillers para as escavadoras, ou o Kispo está para os impermeáveis…

Feiticeiro de Oz, de Victor Fleming (1939)
O Toto não quer um coração, nem coragem, nem um cérebro. Mas suspeita-se que também queira voltar para casa. Ele é aquele bolinha de pêlo que segue a Judy Garland pela estrada de tijolos amarelos. Because, because, because, because/ Because of the wonderful things he does…
Mas… a escolha é toda vossa. O voto é soberano.
(o inquérito está já aqui ao lado)
5 comentários:
O que eu gosto mais é do cão dom pantaleão e do cão apenas cão do Barata Mpoura. Mas esses não entraram em nenhum filme. Do cão triste do Manuel Alegre já não gosto tanro, prefiro os cães danados
E do cão do O´Neill, gostas?
Esqueceram-se do cão das lágrimas do Ensaio Sobre a Cegueira do Saramago, pá... Bela Visão! Agora têm de repetir o inquérito, outra vez...
Não respondo a anónimos... Nem a cães com orelhas de gato
Na cena da perseguição do filme Este pais não é para velhos.
So é pena terem usado um cão boneco para a cena depois do tiro,
de resto esta muito bem
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