<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858</id><updated>2012-01-25T18:44:26.584Z</updated><category term='1 estrela'/><category term='1estrela'/><category term='Documentários'/><category term='O gosto dos outros'/><category term='Efemérides'/><category term='Vila do Conde 2009'/><category term='4 estrelas'/><category term='Doc_Europa 2009'/><category term='Grande Cena'/><category term='Tarantino'/><category term='2 estrelas'/><category term='Estrelas'/><category term='Óscares 2008'/><category term='Encontros Imediáticos'/><category term='Indie 2009'/><category term='Festivais'/><category term='Filmes'/><category term='African Screens 2009'/><category term='3 estrelas'/><category term='Primeira Fila'/><category term='animação'/><category term='oscares 2010'/><category term='quiz'/><category term='videovigilancia'/><category term='5 Estrelas'/><category term='óscares 2009'/><category term='ciclone'/><category term='Dossier Shotgun'/><category term='Frames'/><category term='Cannes'/><category term='Dossier Home'/><category term='Dossier Um Amor de Perdição'/><category term='Ultra-Sons'/><category term='Em cartaz'/><category term='Genérico'/><category term='De olhos bem abertos'/><category term='Filmes Portugueses'/><category term='Estoril 2009'/><category term='DocLisboa 2009'/><title type='text'>Final Cut cinema</title><subtitle type='html'>crónicas de cinema</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>430</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-352628648439970095</id><published>2010-02-27T00:13:00.004Z</published><updated>2010-02-27T00:20:24.565Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frames'/><title type='text'>A história de um blogue que se sitiou</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cRDSPCIuoGs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cRDSPCIuoGs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo endereço: http://aeiou.visao.pt/finalcut&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um site ainda em construção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para verem este micro-mini-pequeno-trailer, um exclusivo Fina Cut, abram bem os olhos - e os ouvidos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-352628648439970095?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/352628648439970095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=352628648439970095' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/352628648439970095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/352628648439970095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/o-blogue-sitiou-se.html' title='A história de um blogue que se sitiou'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-7075454152910818521</id><published>2010-02-24T10:16:00.001Z</published><updated>2010-02-24T10:16:00.647Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O gosto dos outros'/><title type='text'>O Gosto de Gonçalo Fonseca</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Top Ten 2009&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BYKFNNqM1Ak&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BYKFNNqM1Ak&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;1 - Inglorious Basterds&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sou apologista que os filmes que dão que pensar, que transmitem uma mensagem, são os que dão mais prazer em ir ver. Não é o caso do Inglorious Basterds. Não tem nenhuma mensagem específica, a não ser a típica “What if” e já vista noutros filmes. Neste caso é o maior “What if” da história do cinema (e dos mais credíveis) e só poderia ter sido levado a cabo por um realizador com um talento como o do Tarantino. Inglorious Basterds é puro entretenimento, e nessa perspectiva dá que pensar. Não é também para isso que o cinema existe? O cinema também existe para que durante 2 horas o espectador tenha um escape, se entretenha, se divirta, e veja um filme de qualidade. O argumento é dos mais originais, divertidos e bem escritos do ano, o casting e direcção de actores é sem dúvida o melhor do ano, a realização impecável, a fotografia excelente e a banda sonora do melhor que o Tarantino nos trouxe até agora. A última deixa do filme pode parecer prepotente, mas se pensarmos bem na performance do filme talvez até não seja. Diga o que se disser, o objectivo maior de um artista é comunicar e ter reconhecimento crítico. Nesse aspecto este filme teve uma performance como poucos filmes na história do cinema. Liderou as bilheteiras mundiais durante o período que esteve em cena e teve das melhores críticas do ano. São feitos raros, lembro-me assim de repente de 3: Dark night, Titanic e Senhor dos Anéis. Nesse aspecto “esta poderá ser a obra-prima de Tarantino”. Os filmes de guerra nunca mais serão os mesmos depois deste IB. Não está ao nível de Pulp Fiction apenas e só porque não vai revolucionar o cinema (como o Pulp Fiction o fez). Para mim, é o melhor filme de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;2 - Avatar&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que na minha opinião é o segundo melhor filme do ano, é exactamente o oposto do anterior. Este é o filme-mensagem do ano. De uma forma simples e acessível passa-nos a grande mensagem que todos precisamos de ouvir. Precisamos cada vez mais de respeito. Respeito pelos outros seres vivos, respeito pelas outras crenças, respeito pelo local onde vivemos, respeito por nós próprios. Pode parecer uma história simples com personagens tipificadas, o que até é verdade, mas é importante que assim seja, se se quer assumir como um filme que passa uma mensagem para o mundo inteiro (o Avatar ajudou finalmente a “verdade inconveniente” do Al Gore a chegar ao mundo inteiro em massa). Para que seja universal é necessário que seja simples. E realmente a história e as personagens são mesmo a única coisa que é simples neste filme. Tudo o resto é do mais inovador que se tem visto até hoje. Mesmo que não se veja o filme em 3D, é absolutamente único, com um mundo criado de raiz que é simplesmente fascinante. A personagem feminina é excelente, é a alma do filme e personifica a ligação com a natureza de uma forma genial. Dá sentido a todo o filme, pois essa força, essa ligação com a natureza, é essencial para que tudo o que se passa no filme seja credível e coerente. O Avatar dá-nos que pensar a vários níveis e faz analogias com inúmeras situações actuais e passadas na história da humanidade. Tudo o que acontece no filme não acontece por acaso. O vilão entra directamente para a galeria dos melhores da história do cinema e é… humano J Aliás, nós, enquanto espécie humana, somos os vilões o que também é uma inovação. Se pudesse resumir todas as mensagens e sub-mensagens que este filme nos revela, escolhia uma cena do filme em que o avatar do jake está a pedir ajuda à tree of souls (elemento central, espiritual, e de equilíbrio de toda a civilzação Na’vi) e diz: “Por favor Mãe, ajuda-nos a combater os humanos. Eles destruíram a Mãe deles há muito tempo. E agora vêm para destruir a nossa”. Quem quiser ver a mensagem, vê. É clara. Basta ver as notícias. Basta ver a desflorestação galopante da amazónia e de sociedades de índios que lá vivem. Basta ver a incoerência da Guerra quando nos ensinam que matar é o pior crime que alguém pode cometer e depois nos mandam para matar os nossos semelhantes. Basta ver os testes nucleares no pacifico. Basta ver o aquecimento global a destruir o planeta. Basta ver isto. E nós, sociedades civis, vemos. Mas depois há sempre alguém com mais força que continua. Enquanto nós todos que nos preocupamos não fizermos nada contra, continuaremos apenas a ver. Obrigado Avatar pelo wake up call. Espero que tenha os seus resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;3 - Hurt Locker&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma das minhas cenas preferidas de todos os filmes que já vi, é do filme Jarhead do Sam Mendes e nunca mais me esquecerei dessa cena maravilhosa. Para quem não viu o filme, passa-se na guerra do Kuwait, e a determinada altura o Jamie Fox e o Jake Gyllenhaal estão num cenário devastador. Estão numa cratera no meio de milhares poços de petróleo que foram queimados pelos iraquianos à medida que os americanos avançavam no terreno. Estes poços ao serem queimados deitavam fumo preto que cobriam totalmente os céus, ficando um cenário totalmente infernal. No meio deste “inferno” o Jamie e o Jake estão os dois sentados numa cratera a ver todo este cenário e o Jamie diz: “Agradeço a Deus, todos os momentos que passo aqui na Guerra. Amo esta profissão do fundo do meu coração e não sei o que faria sem ela…. Urra”. Numa única cena, com um diálogo tão simples, mostra-se como o mundo seria melhor se todos fossemos como o Jamie. Com um auto-conhecimento completo que lhe permite saber quem é, o que quer, e para onde vai, sente-se totalmente realizado e feliz. Independentemente de como a Guerra e o inferno é interpretado pela maioria das pessoas, para ele é sinónimo de realização, e isso é que interessa. O Hurt Loker faz um filme inteiro que acenta neste conceito. Enquanto que o Jarhead tem inúmeros problemas técnicos, de construção da história e até das personagens, o Hurt Loker não tem absolutamente nenhum problema enquanto filme. Tudo é feito na perfeição. Tudo o que aparece no filme é perfeito. O casting, a história, as personagens, a fotografia, a montagem, a realização, a banda sonora. Está tudo no lugar, para assim poder passar esta mensagem de que se te conheceres a ti próprio estás sempre no sítio certo, na altura certa para fazer o que é preciso. Passa outra mensagem muito importante e que mais uma vez tem alguma ligação com a mensagem que o Avatar tenta passar. O Avatar mostra o que os humanos gostariam ou deveriam ser, e retrata-nos como seres pouco evoluídos com o único objectivo de sobreviver e prosperar à custa de tudo e todos à nossa volta. Quando o general está a atacar e destruir a árvore da vida dos N’avi, há qualquer coisa no olhar dele que vai para além do objectivo de sobreviver e prosperar à custa de tudo e de todos. Há um genuíno prazer na destruição. E essa é a outra das mensagens que Hurt Loker passa tão bem. Explica o dirty little secret da guerra. Explica o prazer que os homens têm em fazer guerra com a desculpa que esta é inevitável. Este prazer é considerado polémico porque supostamente ele não deveria existir porque supostamente as guerras não deveriam existir,mas o facto é que ele existe desde que somos miúdos e queremos estar a disparar armas nos jogos de computador. O que é verdade é que ele existe e está aí o Hurt Loker para nos relembrar disso. Um grande filme sobre o tema “Guerra”. Explica a guerra melhor do que muitos filmes de referência já realizados no passado (interessante ser realizado por uma mulher).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;4 - Up in the air&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Está repleto de mensagens que são transmitidas de uma forma divertida e inteligente. Constroi-se como uma comédia romântica, para depois poder destruir totalmente esse conceito de uma forma desconcertante e eficaz. È importante que assim seja para que a mensagem principal seja passada. Mais do que o filme pessimista do ano (embora com imensos momentos cheios de piada), é uma wake up call para todos nós. Uma wake up call diferente do Avatar, mas ambos se complementam com 2 mensagens fundamentais para vivermos melhor no futuro (e, como espécie humana, nunca precisámos tanto destas indicações como agora). O bottom line do filme é: todos nós, cada vez vivemos mais “up in the air”. E sabem porquê? Porque cada vez que “descemos à terra”, só encontramos desilusões. E quando isso acontece preferimos voltar “lá para cima”. Cada vez vivemos mais desligados das nossas relações, mais egoístas, com menos disponibilidade para partilhar. E todos nós somos responsáveis por isso. Embora ela seja a “vilã” do filme, foi uma personagem construída para nos mostrar como a nossa evolução e como os nossos princípios actuais (ou falta deles) contribuem para que as ligações pessoais sejam cada vez mais desvalorizadas. Mas nesse contexto, nem se poderá julgá-la, mas poderemos perceber onde estamos e para onde vamos. É excelente a forma como o filme cria o homem-objecto nas mãos de uma mulher (que me lembre é o primeiro filme que faz isto de uma forma totalmente credível e descomprometida). Tem dos melhores diálogos do ano, com especial ênfase para o diálogo entre o Clooney e o noivo da irmã que de repente ficou com second thoughts antes da cerimónia do casamento. Os 3 actores principais estão todos no topo de forma, com representações brilhantes. É um dos filmes-mensagem do ano e transmite, de uma forma não forçada, uma mensagem bem importante nos tempos que correm. Por isso e pela realização e interpretações brilhantes merece estar no topo desta lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;5 - Up&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Pixar está com a fasquia altíssima. Mais alta do que alguma vez esteve. Fizeram uma revolução no cinema com o Toy Story e desde aí têm vindo sempre a crescer de filme para filme. Sempre a inovar. E nos 2 últimos filmes conseguiram uma coisa que mais nenhum outro filme de animação alguma vez conseguiu na história do cinema. Colocaram os seus filmes entre os melhores filmes do ano a par com todas as outras longa metragens “não animadas”. O Wall-E já fez parte da lista dos melhores filmes do ano passado. Mas com o Up conseguiram fazer ainda melhor. Sem deixar de ser um filme de aventuras e que os mais pequenos irão adorar, conseguem criar personagens inesquecíveis e conseguem criar 25 minutos do melhor que já se viu na história do cinema. Só por causa desses 25 minutos (15 no inicio do filme + 10 no final), já fazia sentido este filme estar entre os 10 melhores filmes do ano. Como a Empire disse, se o filme mantivesse o nível dos primeiros 15 minutos, seria o melhor filme da década. É verdade. Como não mantém, é apenas um dos melhores filmes do ano. Na minha opinião, o 5º melhor. Aprendemos a viver com Up, e ao vê-lo apercebemo-nos que na realidade nem sempre o fazemos como deve de ser. Ensina-nos a lidar com desilusões, com sonhos desfeitos (quando estes nos são vendidos ao segundo na nossa sociedade actual). A forma como ultrapassar estes momentos tristes da vida é tão simples… tão simples. E estas personagens mostram-no melhor do que ninguém. Ultrapassa-se com amor, com muito amor e humildade. Não me lembro de ter visto o amor tão bem representado num filme há muito tempo. Aliás, é possível q seja das melhores representações do amor que já vi no cinema. E por isso, o Up é um filme muito especial. A grande revelação deste ano. Aprendam com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;6 - Watcmen&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estreou no inicio do ano sem nenhumas pretensões (afastado de todos os festivais de referência) e assim continuou sem grandes intervenções nas melhores entregas de prémios de cinema mundiais. Para mim, é 6º melhor filme do ano. Visualmente estrondoso, e altamente filosófico, é muito violento e rodeado de personagens negras, complexas e altamente carismáticas. Elabora um interessantíssimo exercício filosófico sobre a nossa sociedade que tem na personagem do comediant o seu expoente máximo. O comediant antes de ser assassinado ri-se e diz: “This is all a fucking joke”. Depois de vermos o filme e descobrirmos a “trama” bem ao estilo de filme noir, percebemos o que ele quer dizer e não podemos deixar de sentir uma enorme empatia por esta personagem. Rorschac, é a par de Comediant, a personagem mais inesquecível do filme. É genial como a linha condutora do filme se vai desenvolvendo através de Rorschac e da sua investigação ao estilo de Filme Noir (um género sempre bem vindo e adorado para quem gosta de cinema). Será que precisamos mesmo de catástrofes para nos unirmos? It’s a milion dollar question que o filme deixa no ar, e que dá muito que pensar sobre os mais variados acontecimentos dramáticos que já passámos na nossa História. Tem a melhor “line” do ano: a determinada altura do filme, o Rorschac é preso e encarcerado numa prisão onde se encontram inúmeros prisioneiros que tinham sido colocados lá por ele. 70% da prisão quer vê-lo morto e a sofrer. Numa cena genial no refeitório da prisão, Rorschac está na fila com um prisioneiro atrás dele que lhe diz que ele vai morrer naquele mesmo dia. O Rorschac pega no óleo a ferver das batatas e despeja sobre o corpo do prisioneiro que o estava a ameaçar, ficando este automaticamente desfigurado numa cena de violência extrema. O Rorschac vira-se para os outros prisioneiros e diz: “Vocês ainda não perceberam. Não sou eu que estou aqui preso com vocês. SÃO VOCÊS Q ESTÃO AQUI PRESOS COMIGO!!!! J J… Muito bom! Tem dos melhores genéricos que já vi e é de um realizador em ascensão que até agora só fez filmes brilhantes. Zack Snider. Um nome a seguir com atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;7 – Let the right one in&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num ano em que os bons filmes de terror foram poucos, aparece um dos melhores dos últimos anos. Aparece nesta lista pois é muito mais do que um filme de terror. É uma excelente história com fabulosas interpretações. É uma história de personagens assombradas, é uma história assombrada que arrepia. É uma história daquelas que se contam ao redor de uma lareira e que todos nós gostamos de ouvir (incluindo as crianças). Nesse contexto é das melhores histórias do ano (a par talvez de Moon). E fala-nos de vampiros a sério. Para quem acha que estão a destruir a imagem dos vampiros, como eu acho, é refrescante continuar a ver vampiros assim. Os vampiros podem ser sedutores, e toda a tradição assim o sugere, mas não podem ser tratados como personagens de um conto de fadas ou de uma série para teens. Os vampiros são como neste filme, são como nos vampiros do Carpenter e do Copolla, são como no 30 days of night. Assim vale a pena ver filmes sobre vampiros. De resto, e mesmo para quem não gosta especialmente de filmes de terror, vale a pena ir ver este. Os dois actores principais, que são duas crianças, estão fabulosos, e tudo no filme é bem feito desde a banda sonora, à montagem, à fotografia, etc. Um dos filmes do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;8 – Moon&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todos os filmes contam uma história. Mas existem aqueles que contam uma história para entreter, outros para passar uma mensagem, outros para afirmar manifestos políticos, sociais ou até filosóficos. E depois existem outros que simplesmente querem contar uma boa história. Como disse em cima com o Let the right one in, daquelas que todos nós gostamos de ouvir em reunião com os amigos, numa noite de verão na praia a olhar para o céu estrelado J O Moon é assim, e na minha opinião é a melhor história do ano. Para além disso, bebe dos melhores filmes de sempre de ficção cientifica (2001, Alien, Espaço 1999 e Star Wars). A realização, montagem e fotografia são exemplares. E depois existe o Sam Rockwell. Não dá para perceber como é que ele não está nomeado para melhor actor do ano para os Óscares. Não só merecia estar nomeado, como provavelmente merecia ganhar. É simplesmente fenomenal. Aguenta um filme inteiro sozinho e nós nem damos pelo tempo passar. Depois de ver este filme não nos conseguimos esquecer da história. É daquelas que fica connosco. E claro que dá que pensar. É o Truman Show e o Big Brother do espaço. O realizador é o filho do David Bowie (Duncan Jones) e é o primeiro filme dele. Obrigatório ter atenção aos próximos trabalhos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;9 – Fantastic Mr. Fox&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A melhor comédia do ano. Cada vez respeito mais o George Clooney pelas suas escolhas. O Wes Anderson já tinha coisas boas, mas com este filme superou-se e trouxe-nos um filme com um sentido de humor ao melhor nível. Já não me ria assim há muito tempo. São raras as vezes que me rio assim tanto num filme (talvez com os Monthy Python). A opção do stop motion foi acertada pois traz ainda mais piada à cara e aos movimentos dos bonecos. É uma comédia física e intelectual ao mais alto nível. Só não é o melhor filme de animação porque existe uma coisa chamada Up no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;10 - Laço Branco&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os meus géneros preferidos no cinema são comédias e filmes de terror/violência (por isso gosto tanto do Tarantino pois mistura os dois estilos em todos os filmes que faz sem excepção – algumas das entrevistas do Tarantino têm potencial de stand up comedy). Tudo o que coloque filosofia na equação só melhora ainda mais o resultado (o que acontece a maioria das vezes com bons realizadores, pois quase todos eles têm esse background). Sendo assim, só posso apreciar banstante tudo o que Hanneke nos trouxe até agora (e obviamente não estou a falar de comédias). Haneke voltou em grande forma com o Laço Branco, continuando com as suas teses sobre a violência moderna, mas desta vez aprofundou ainda mais e tentou ir ao cerne da questão. Funny Games, com uma história bem simples, já conseguia colocar bem presentes todas as questões essenciais sobre a violência moderna. A História da violência e Eastern Promisses de David Cronenberg também são clássicas teses sobre esta questão mostrando bem como as sociedades civilizadas estão “presas” e incapazes de reagir a uma situação de confrontação e conflito. Na minha opinião, os exercícios de Haneke e Cronnenberg são muito importantes para nós nos conhecermos melhor (como espécie humana). Como está comprovado, o auto conhecimento só traz benefícios, e estes dois senhores contribuem e muito para o autoconhecimento da humanidade. A violência sempre existiu no ser humano, não é uma característica actual, é inerente ao mesmo. Com a chegada da religião e das leis das sociedades democráticas e civilizadas, ela simplesmente ficou “presa” e “amarrada”. Anda aí como sempre andou, mas “domada” por todos estes “novos” mecanismos que a própria sociedade criou (no caso da religião, há quem diga que não foi criada pela sociedade) para lidar com esta mesma violência. Por andar “presa” e contida, por vezes “explode” como aconteceu em Columbine. Haneke com o Laço Branco, consegue nos demonstrar este processo claro como a água, e por essa razão é considerado um ensaio de referência sobre a violência moderna nas sociedades civilizadas. Excelente em todos os aspectos, desde a realização, à fotografia, aos extraordinários desempenhos. Um dos filmes do ano. Ah… e by the way… ganhou a palma de ouro ao Inglorious Basterds… o que é automaticamente um ponto a favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menções (fora do Top10):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11 – Where the wilds things are&lt;/strong&gt; -&gt; “O FILME” definitivo sobre a infância da nossa geração (final anos 70 / década 80). Na altura em que tínhamos que inventar mundos e histórias para nos entretar. Hoje em dia, basta ligar a consola para viajarmos para esses mundos com um toque do comando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12 – Serious Man -&gt;&lt;/strong&gt; O regresso às origens dos Irmãos Coen, mas com ainda mais qualidade. Ao nível do melhor deles (Fargo, No Country, Burn), mas diferente J Sempre a inovar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13 – Funny People –&gt;&lt;/strong&gt; E porque os comediantes são as minhas pessoas preferidas da nossa sociedade, não poderia deixar de colocar este filme nos melhores do ano. Consegue, a par do filme “Comedian” do Jerry Seinfeld mostrar-nos este mundo e consegue nos explicar como é a vida destas pessoas. Os comediantes são pessoas assombradas, pois são normalmente pessoas inteligentes e muito sensíveis a tudo o que as rodeia. Por isso mesmo, conseguem captar o ridículo que é a nossa vida quotidiana em sociedade. Não deixam de se rir por isso (pois qualquer bom comediante só lhe interessa uma coisa acima de tudo: rir de uma boa piada ou de uma situação cómica seja ela qual for), mas também sofrem por essa mesma razão pois apercebem-se melhor do que muitas pessoas a incoerência que a nossa sociedade representa hoje em dia. O Adam Sandler merecia mais reconhecimento pelo seu papel. Já vem demonstrando que é um bom actor e neste filme está ao melhor nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 – &lt;strong&gt;Drag me to hell&lt;/strong&gt; -&gt; Acho que fui o único que gostou deste filme. Mas estou tão contente por ter o Sam Raimi de volta e em tão boa forma, que não posso deixar de o colocar aqui. Quem gosta de terror e comédia, está nas nuvens com Sam Raimi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 – &lt;strong&gt;Whatever Works&lt;/strong&gt; -&gt; Não sei se este filme é de 2009 ou 2010, mas só sei que o Woody Allen também voltou à sua excelente forma (sim, aquela antiga que já não víamos á muito tempo) e isso é sempre um motivo de felicidade J. O Match Point foi genial, mas este filme é o regresso aos filmes iniciais de Allen. E quem é fã de Allen como eu, deveria estar cheio de saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Gonçalo Fonseca é gestor de marca&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-7075454152910818521?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/7075454152910818521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=7075454152910818521' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7075454152910818521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7075454152910818521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/o-gosto-de-goncalo-fonseca.html' title='O Gosto de Gonçalo Fonseca'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-914215219572754758</id><published>2010-02-23T11:54:00.000Z</published><updated>2010-02-23T11:54:48.864Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontros Imediáticos'/><title type='text'>Fantástico cinema fantástico</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Encontro imediático com Mário Dorminsky, director do Fantasporto&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Fantasporto comemora 30 anos de exiistência. O JL falou com o seu lendário director, Mário Dorminsky, sobre este Festival de Cinema Fantástico que se transformou num Fantástico Festival de Cinema&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Qual foi a edição mais difícil de organizar? A primeira ou a trigésima?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Seguramente que esta última, ou melhor, as edições mais recentes do Fantasporto. Trinta anos volvidos da criação de um novo projecto cultural, organizado por um grupo restrito de amigos cineclubistas que – considerando ser o género «fantástico» não um reportório de filmes nos quais o terror e o sangue impera, mas sim o imaginário e a ficção – não admitiu de início, que o evento pudesse ser o que ele hoje é: o mais prestigiado e respeitado internacionalmente dos certames cinematográficos realizados em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Passado este tempo e, apesar das comendas, medalhas e prémios que recebemos em Portugal, sinto que o Fantas continua a ser, talvez por se realizar no Norte e não ser conhecido ‘in loco’ por muitos dos que estão envolvidos no meio cultural sobretudo de Lisboa, um evento que não tem o respeito devido. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;Se, nos primeiros tempos do Fantas, tudo era fácil, gerir agora um programa cujo orçamento ronda os 3 a 4 milhões de euros (a maioria em serviços) é assustador, em particular em tempos de crise como os que vivemos desde 2001.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando o Fantas começou era um entre pouquíssimos festivais portugueses. Agora há quase um contínuo de festivais em Portugal ao longo do ano, alguns deles com crescente renome internacional. É uma competição saudável?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há de facto actualmente em Portugal eventos de cinema. Festivais há muito poucos. Mas não há «competições» entre eles. Cada projecto é distinto. O que é necessário para ser objectivo será conhecer cada um desses eventos para ver e sentir as diferenças que existem entre eles. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há muito que o Fantas abriu as suas portas a vários géneros cinematográficos, apostando também em ante-estreias de grandes filmes. É preferível ter um fantástico festival do que um festival de cinema fantástico?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Gostamos de cinema e não exclusivamente de cinema fantástico. Desde há 20 anos que abrimos as portas ao cinema em geral, em particular aos novos realizadores que, devido à qualidade evidenciada nos seus filmes, mereciam a nossa atenção. Desde o arranque do Fantas que exibimos os primeiros filmes de autores como David Cronenberg, David Lynch, Ridley Scott, Guilhermo del Toro, Peter Jackson, Luc Besson, os irmãos Cohen, Tarantino enfim, a lista é interminável e pode ser consultada no nosso site. Interessante é que, excepto Ridley Scott, Peter Jackson e Tarantino, todos os outros vieram ao Fantas. Apresentaram as suas primeiras obras mas...ainda não tinham conquistado o prestígio que hoje têm não tendo o destaque merecido. Há mais de 20 anos que trazemos para a Europa o cinema vindo da Ásia, em particular o japonês e coreano. O Fantas foi a «porta de entrada» para o mercado europeu dessas cinematografias e dos seus realizadores...e para responder à sua questão, obviamente queremos organizar anualmente um sempre renovado e jovem, «fantástico festival de cinema.»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Qual é o grande realizador que gostaria de ver no Porto, mas que ao logo destas três décadas ainda não foi possível?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tim Burton...só cá tivemos o Danny Elfman que lhe faz as bandas sonoras para os seus filmes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Este ano o cinema português está mais representado. Acha que isso se deve a um acréscimo de qualidade da produção nacional?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não está mais do que nos anos anteriores. Destacamos e homenageamos anualmente um realizador ou produtor, este ano será o Luís Galvão Telles. Longas e curtas inéditas, se seleccionadas, têm entrado por diversas vezes em competição (tal como acontece este ano) tendo até já conquistado diversos prémios. Mas é nas curtas-metragens que mais apostamos, até porque o Fantas é uma grande montra mediática para os seus criadores. Temos parcerias com diversas escolas de cinema portuguesas que apresentam programas onde incluem os melhores trabalhos de fim de curso, com a agencia da curta metragem, com a casa da animação, com o Cineclube de Avanca e até com festivais como o &lt;i&gt;black and white &lt;/i&gt;e o &lt;i&gt;frame&lt;/i&gt;. Mas respondendo à sua pergunta há claramente uma maior qualidade no cinema feito em Portugal desde a utilização do digital. Não é assim por simpatia que exibimos anualmente mais de uma centena de filmes ‘made in Portugal’.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Luís Galvão Teles é o homenageado. Quais as razões da sua escolha?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Empreendedorismo. Alguém que gosta de arriscar e que, tal como outros, marcou o cinema português contemporâneo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A programação é vastíssima, até perder de vista, com vários ciclos, homenagens e competições. Por isso peço-lhe que destaque meia dúzia de obras que considere imprescindíveis?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Claramente as três secções oficiais. De outra forma os filmes não teriam sido seleccionados de entre os mais de mil que vimos, mas para mim será o fantástico ciclo de cinema francês. É a história do cinema contada em imagens através de filmes imperdíveis dos maiores realizadores mundiais, sobretudo para as gerações mais novas os poderem ver no grande ecrã. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sente-se com força para mais 30 anos de Fantas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sim...se nos permitirem trabalhar mais a parte artística do que termos de estar absorvidos na gigante burocracia que é organizar um festival hoje em dia. Talvez...porque, «contra tudo e todos», o Fantas tem de continuar a existir comigo ou não...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-914215219572754758?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/914215219572754758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=914215219572754758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/914215219572754758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/914215219572754758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/fantastico-cinema-fantastico.html' title='Fantástico cinema fantástico'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-4712727492418961394</id><published>2010-02-22T10:30:00.002Z</published><updated>2010-02-22T18:42:11.244Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O gosto dos outros'/><title type='text'>O Gosto de Tiago R. Santos</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;“Ladies and gentleman, I traveled over half our state to be here tonight…”&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6P2kyX_u5k0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6P2kyX_u5k0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que vi ‘There Will Be Blood’ foi em Nova Iorque. Não era uma sessão de cinema convencional. A sala estava cheia e as pessoas alegres, mesmo se o filme ainda estava longe de começar. Havia aquele entusiasmo que se reserva apenas para as ocasiões especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Anos antes, também em Nova Iorque, vi o Punch Drunk Love. À saída, uma senhora com cerca de sessenta anos esperava que a sessão acabasse, ansiosa por entrar na sala e que as bobines começassem de novo a rolar. Olhou para mim, sabendo que eu tinha acabado de ver a bizarra e espantosa comédia romântica do Paul Thomas Anderson, e perguntou: ‘Is it wonderful?’. Eu disse ‘Yes. Yes, it is’. E ela abraçou-me, contente por antecipação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque esta não era apenas mais uma projecção de mais um filme. Quando terminasse, Paul Thomas Anderson, Daniel Day Lewis e Kevin J. O’Connor iriam subir ao palco e conversar com o público. Era isso que as pessoas antecipavam, esse momento e, se fizesse o exercício inútil de tentar ler as intenções de todos os que estavam presentes, o meu palpite seria que, para a maioria, o filme era apenas uma introdução ao evento principal da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que as luzes se apagaram. E um raio de luz e imagem se transforma numa paisagem árida e os acordes do Jonny Greenwood ecoam na sala. Se alguma vez vi um filme exigir respeito, foi naquela sala. E os catorze minutos e dois segundos que se seguiram são, na minha opinião, cinema puro. Tudo o que me foi ensinado como guionista está nessa sequência. ‘Mostra, não contes’. ‘A personagem define-se pela acção, não pelo diálogo’. Mas é bastante mais o que isso. É a face de Daniel Day Lewis, a sua ambição impiedosa, o conforto na solidão, a resistência da natureza às agressões do Homem e as vítimas esquecidas que provoca, a ganância, a evolução e os únicos momentos de verdadeiro carinho que Daniel Plainview (uma das mais bem construídas personagens do cinema americano, talvez apenas igualado por Michael Corleone) é capaz de demonstrar perante um bebé, como se Daniel estivesse a aproveitar aquela companhia antes que ela se tornasse homem, uma daquelas ‘pessoas’ (todas) que ele tanto despreza. Tudo isto – tema, ambiente, desenvolvimento da acção, caracterização de personagem - é dado sem uma única linha de diálogo. É, por outras palavras, genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O que é curioso, considerando que Daniel Day Lewis começou a trabalhar a personagem através da voz, enviado cassetes ao seu realizador onde falava e lia textos com o tom que decidiu adoptar, uma espécie de John Huston em Chinatown)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cento e cinquenta e dois minutos depois, as luzes da sala voltaram a acender-se. Os aplausos duraram pelo menos meia hora, até porque entretanto os três convidados entraram, subiram ao palco, puxaram das cadeiras e ficaram, todos eles meio envergonhados, à espera que as pessoas se sentassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, houve perguntas. Muitas. Vou falar apenas de duas porque as suas respostas também são uma lição, agora não de cinema, mas de vida. Alguém perguntou a Paul Thomas Anderson se aqueles primeiros quinze minutos são uma homenagem ao cinema, se ele sabia que era um momento de génio, qual a sua intenção? PTA sorriu, levou a mão à cabeça, pensou durante uns segundos, sorriu de novo e respondeu, com o que me pareceu honestidade total: ‘Sinceramente, o que aconteceu é que não me lembrei de nada que as personagens pudessem dizer. Quando descobrem petróleo, por exemplo, o que é que eu ia escrever? ‘We’re gonna need more buckets?’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Aprendi que, se alguém disser que é um génio ou um ‘artista’, o mais provável é que esteja muito longe disso. Os grandes momentos culturais ou de brilhantismo surgem assim, de pessoas que apenas fazem o melhor que conseguem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, a minha irmã perguntou ao Daniel Day Lewis como é que ele tinha pensado a transformação da personagem em termos físicos, em particular na cena final, em que Daniel Plainview está quase transformado num ogre de costas curvadas e andar ameaçador. Também aqui, a simplicidade da resposta. ‘Não pensei. Se tivesse racionalizado demasiado isso, é porque estava a fazer alguma coisa de mal. Apenas pareceu fazer sentido. Apenas aconteceu’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhi, para falar aqui, do ‘Haverá Sangue’ por uma razão, tal como poderia ter escolhido uma cena do The Wire ou qualquer detalhe do Chinatown.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque vivo num país onde me dizem constantemente que a cultura e o cinema de qualidade deve ser inacessível, que quando não percebo alguma coisa é porque não sou inteligente o suficiente e onde os auto-proclamados génios abundam e utilizam os seus próprios insucessos como prova de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em momentos como naquela sessão de cinema não convencional em Nova Iorque, tive a certeza absoluta que aquilo que me tentam dizer está errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Tiago R. Santos é guionista &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-4712727492418961394?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/4712727492418961394/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=4712727492418961394' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4712727492418961394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4712727492418961394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/o-gosto-de-tiago-r-santos.html' title='O Gosto de Tiago R. Santos'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-4739167689301941733</id><published>2010-02-20T17:46:00.001Z</published><updated>2010-02-22T18:42:33.520Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontros Imediáticos'/><title type='text'>Encontro Imediático com Joana Frazão</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;A Casa que Eu Quero, de Joana Frazão e Raquel Marques&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/S4AeBY9kwmI/AAAAAAAAANE/lA7ec43lWsk/s1600-h/fs4_mcq_maison_88-2200_gp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440381359092974178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/S4AeBY9kwmI/AAAAAAAAANE/lA7ec43lWsk/s320/fs4_mcq_maison_88-2200_gp.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia nasceu numa viagem pelo País, com a amiga Raquel Marques, também ela licenciada em Cinema pela Universidade Nova. Pela janela desfilavam rotundas e casas de emigrantes, enormes, muitas vezes insólitas, desafiadoras dos planos urbanísticos e das convenções regionais. E resolveram realizar um documentário, mesmo assim, on the road, em que cada casa avistada determinasse uma paragem. E fazer aquilo que, no fundo, todos os viajantes gostariam e nunca tiveram coragem: bater à porta e espreitar lá para dentro. Por falta de apoios e facilidades logísticas, Joana e Raquel circunscreveram o documentário a Covões, aldeia «que nem café tem, foi fechado pela ASAE», em Paredes de Coura. Assim nasceu o documentário A Casa Que Eu Quero (antestreado na Cinemateca), e que mostra o lado de lá destas paredes de berma de estrada. As realizadoras partiram para este projecto com alguns estereótipos. Assim que transpunham as portas das maisons, muitos deles anularam-se. Não é, afirma Raquel, também tradutora nos Artistas Unidos, um documentário voyeurista. «As pessoas abriam-nos as portas e sentiam orgulho em mostrar-nos as casas, mas foi um filme motivado pela curiosidade, isso sim. Digamos que se tratou de espreitar de uma forma delicada.» Estas casas já não têm azulejos nem se parecem com chalets suíços, estão muito mais padronizadas, mas também têm algo de exibicionismo: as pessoas querem mostrar que lhes correu bem a vida lá fora, por isso há tantas varandas, jardins e sobredimensão. Lá dentro, as cineastas descobriram uma espécie de mundo alternativo, são casas normalmente fechadas o ano inteiro, só ocupadas durante o Verão, quando os emigrantes chegam de férias. Há uma sensação estranha, de vácuo, de despertença. Mas, no fundo, também exprimem uma grande necessidade de «um sítio onde possam voltar». Nas paredes das casas, as marcas de raízes já desapegadas, vidas de muito trabalho, um velho vestido de noiva, a sensação de se ser estrangeiro em duas terras. Enfim, diz Joana, o documentário não pretende ser um tratado sociológico, é apenas um filme honesto, que tem as marcas dos poucos meios com que foi feito. O objectivo de Joana e Raquel é continuarem a realizar documentários. O próximo já está a ser pensado. Será sobre casamentos, o dia da boda. No fundo, um desdobramento do tema das casas de emigrantes. Algo em que muito se investe e que também serve para mostrar. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-4739167689301941733?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/4739167689301941733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=4739167689301941733' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4739167689301941733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4739167689301941733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/encontro-imediatico-com-joana-frazao.html' title='Encontro Imediático com Joana Frazão'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/S4AeBY9kwmI/AAAAAAAAANE/lA7ec43lWsk/s72-c/fs4_mcq_maison_88-2200_gp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-1827926225728209088</id><published>2010-02-19T12:22:00.001Z</published><updated>2010-02-22T18:44:14.704Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontros Imediáticos'/><title type='text'>Sangue, suor e fado</title><content type='html'>Bobby Cassidy, CounterPuncher, de Bruno de Almeida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AENIO2IRCHw&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/AENIO2IRCHw&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Cidade sobrevivente de um futuro sempre ausente». O excerto do fado de Camané, com letra de Manuela de Freitas, não tem nada a ver com o novo filme de Bruno de Almeida, Bobby Cassidy, CounterPuncher (estreia-se hoje), um documentário centrado na extraordinária figura de um boxeur profissional americano reformado. E daí, talvez até tenha, senão não teria surgido no meio da conversa com o realizador, que já tinha usado este fado no retrato fragmentado, e algo desencantado, de Lisboa, em Lovebirds (2007). É de sobrevivência que se trata. Era assim nas várias histórias que compunham a longa anterior, é assim na vida deste pugilista canhoto, que participou em mais de 80 combates, ganhou 60, teve 16 derrotas, 1 indecisão e 27 KOs. Combateu com grandes estrelas do boxe mas nunca chegou ao topo. Mas sobreviveu. Sempre. E apesar de tudo. Mesmo quando tinha de reunir os pedaços de si caídos, no meio do ringue e no meio da vida. Sobreviveu a uma mãe alcoólica e a um padrasto que o espancava. «Aos 10 anos queria morrer», conta no documentário. «Hoje chama-se uma família disfuncional, dantes chamava-se uma ‘família de merda’». Tornou-se um miúdo arruaceiro, a dor não o afligia, «fundou a vida na raiva». «Para se ser boxeur é preciso ter um rudeza inata». No primeiro assalto pôs um tipo KO aos 28 segundos, conta, enquanto enrola metodicamente as fitas nas mãos, antes de enfiar as luvas. Este sentido cerimonial do boxe, «quase como um ritual de preparação para a morte», os códigos próprios de um mundo fechado, o facto de nos EUA existirem clubes de entre-ajuda de boxeurs reformados, abandonados pelos managers, descartáveis, sem apoio social, muitos deles com síndromes graves depois de anos de traumatismos cerebrais... Tudo isto fascinou o cineasta, a viver desde 1985 entre Nova Iorque e Lisboa. Não tanto o desporto, não percebia nada de boxe, aliás, tem dificuldade em chamar-lhe desporto, «é outra coisa qualquer, um acto de sobrevivência, entre a vida e a morte que se joga ali no ringue. Claro que há uma técnica, um virtuosismo, inteligência antes de tudo, mas ligada a um instinto básico animal de sobrevivência», explica. Também uma espécie de dança e de métrica muito típica dos filmes de boxe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os boxeurs também se abatem&lt;br /&gt;Partiu da ideia de fazer um documentário geral sobre boxe na América. Com o Belarmino, «um dos mais bonitos filmes do cinema português», na cabeça, entrevistou dezenas de ex-boxeurs, visitou os seus clube e comunidades até que se deparou com Bobby Cassidy. A personagem era demasiado poderosa, decidiu consagrar-lhe todo o filme.&lt;br /&gt;Intercalando as entrevistas com imagens de combates e fotos de época, num filme dividido em rounds, Bruno vai dando a conhecer este homem. 1º round: «Desde a infância diziam que não ia ser ninguém mas fui bom naquilo que fiz». Uma vez levou 122 pontos, teve de limar o osso da testa e a pele já tão macerada de cicatrizes. Não chegou a ver estrelas, «eram uma espécie de teias de aranha». O realizador começou o filme umas semanas antes do pai morrer, fazer o filme foi, para ele, uma espécie de luto. É que o boxeur violento, que depois de largar os ringues se dedicou às cobranças, andou pelos bas fonds do crime, cumpriu pena na prisão, também tinha um coração paternal, muito dedicado ao seus dois filhos.&lt;br /&gt;Depois do celebrado documentário Amália –Estranha Forma de Vida (1994) e do filme sobre a fadista que passou no circuito americano. Depois do documentário 6=0 Homeostático, que ganhou uma menção honrosa no DocLisboa 2008, é a vez de Bruno de Almeida enrolar as fitas nas mãos para o 10º round: Operação Outono, um film em torno do assassinato de Humberto Delgado. Começará a rodar em Dezembro, escreve neste momento o guião com Frederico Delgado Rosa, autor de uma recente biografia, e neto do General. Sem medo. Apenas alguma apreensão: «Tenho de me concentrar muito». &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-1827926225728209088?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/1827926225728209088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=1827926225728209088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1827926225728209088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1827926225728209088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/sangue-suor-e-fado.html' title='Sangue, suor e fado'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-1023738817083824484</id><published>2010-02-18T11:56:00.000Z</published><updated>2010-02-18T11:57:03.371Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='4 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>Seja o que Deus quiser</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S30q1wxjUBI/AAAAAAAAA7A/iyJDIWOXHzc/s1600-h/olhazul4.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um Homem Sério, dos Irmãos Coen&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S30q1wxjUBI/AAAAAAAAA7A/iyJDIWOXHzc/s200/olhazul4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439551028047597586" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 107px; height: 16px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/z2X0Ha_PtnU&amp;amp;hl=" width="560" height="340" type="application/x-shockwave-flash" fs="1&amp;amp;rel=" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como em Irmão onde estás, os irmãos Coen seguiram a estrutura da Odisseia, em Um Homem Sério reproduzem o Livro de Job. De um lado, o clássico dos clássicos gregos, do outro um dos mais estruturantes livros do Antigo Testamento. A filosofia inerente está resumida na epígrafe, uma frase do rabi Vashi, porventura o mais famoso intérprete da Bíblia na Idade Média, que aconselha: «Recebe com simplicidade tudo o que te acontece». Esta frase, numa leitura do livro de Job, por si só, é matéria prima mais do que suficiente para uma das mais inteligentes comédias dos Coen. As leituras religiosas transbordam para fora do filme. Mas a tese que está em debate é mesmo a resignação.&lt;br /&gt;Por aí várias questões se levantam, que não são o sujeito palpável do filme, e que se prendem sempre com o judaísmo. Há quem diga que foi essa leitura do Livro de Job, ou do espírito do texto que lhe está subjacente, o apela à passividade, que fez com que os judeus se submetessem ao crudelíssimo regime nazi sem oferecer uma resistência organizada. Os nazis ter-se-ão aproveitado do facto de vir nas Escrituras a ideia de rendição ao destino, para o Holocausto. Aqui esse povo judeu resignado ao destino está resumido na personagem de Larry Gopnik, maravilhosamente interpretada por Michael Stuhlbarg. Um judeu que aceita com tal passividade tudo o que lhe acontece que é abusado por todos, mesmo pelos próprios judeus.&lt;br /&gt;Lado a lado, há o conceito de culpa. Larry repete ene vezes ao longo do filme: «Mas eu não fiz nada», manifestando a sua inocência, como se a não acção fosse o suficiente para se libertar da culpa. Pode-se partir daqui para o episódio do Novo Testamento de Jesus com os fariseus. Em que estes são criticados exactamente por nada fazer, servindo a parábola de exemplo para o pecado por omissão.&lt;br /&gt;Esta personagem que aceita com simplicidade todos os males que a vida lhe traz é o mais perfeito retrato cómico, com um potencial humorístico quase ilimitado, também de humor físico. Tudo lhe acontece, até o cúmulo do melhor amigo lhe roubar a mulher, e ele aceita tudo isto com simplicidade. Parte de rabi em rabi em busca de respostas, e tudo o que obtém são parábolas repetidas e tolas. Só que ele nunca reage e as desgraças vão-se sucedendo de cúmulo em cúmulo. Tornando-se um duro golpe na própria religião (judaica e cristã).&lt;br /&gt;Um Homem Sério está longe da violência bruta e seca de Este País Não é para Velhos, que lhes valeu, entre outros, o Óscar de melhor filme. Mas também não é uma comédia despretensiosa, ao estilo do anterior Destruir depois de ler, é provavelmente um dos filmes de Coen mais difíceis de enquadrar, até porque começa por ser falado em polaco.&lt;br /&gt;Talvez desde Barton Fink que nunca se expuseram de forma tão clara. Em aqueloutro contavam a história de um guionista, neste contam uma história profundamente judaica. Um filme de época, passado nos anos 60, em que o judaísmo ainda é preponderante, nota-se no entanto a construção de um vazio, de uma sociedade nova, laica ou laicizante, mas vazia de princípios. É esse o tornado que vai arrebentar com aquele mundo e que Larry, como sempre, aceita impávido e sereno.&lt;br /&gt;É mesmo difícil enquadrar este filme na riquíssima obra dos Coen. Está distante dos filmes mais recentes, mas também dos primeiros. Talvez se encontrem pontos de contacto com Irmão, Onde estás? e Barton Fink. Mas é melhor do que qualquer um deles. Um Homem Sério é o regresso em grande de uma dupla que não pára de nos surpreender. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-1023738817083824484?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/1023738817083824484/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=1023738817083824484' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1023738817083824484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1023738817083824484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/seja-o-que-deus-quiser.html' title='Seja o que Deus quiser'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S30q1wxjUBI/AAAAAAAAA7A/iyJDIWOXHzc/s72-c/olhazul4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-4784338929669123299</id><published>2010-02-17T14:17:00.000Z</published><updated>2010-02-17T14:17:51.605Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oscares 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2 estrelas'/><title type='text'>O último dia do resto da vida dele</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Um homem solteiro, de Tom Ford&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317301583727093186" style="WIDTH: 53px; CURSOR: hand; HEIGHT: 17px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnj2s5cI/AAAAAAAAAKY/dXJufPMEeWk/s200/olhamar2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zZuiOB_f6nc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zZuiOB_f6nc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que George Falconer (Colin Firth) um professor de inglês emigrado na Califórnia anda muito desgostoso. Parece... mas ele não mostra muito, porque além de ser um gentleman britânico, tem um extremo bom gosto e não gosta de exteriorizar os sentimentos. Parece que perdeu o seu companheiro de longa data, num acidente, e isso torna-o uma espécie de viúvo sem direito a assistir ao funeral (a causa gay). Parece também que vive numa casa fantástica, que tinha dois cães amorosos, gosta de manter tudo muito arrumadinho. Parece que tem um emprego agradável, e é apreciado pelos alunos. Parece que tem uma amiga muito solícita (Julliane Moore) que gosta de gin e de lhe fazer festinhas no cabelo. Parece que não gosta de espalhafato por isso prepara metodicamente o seu suicídio... Parece que encena tão bem o seu último acto que até lhe passa pela cabeça se a mancha de sangue combinará com o tapete do quarto. Parece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece, e é esse o problema do primeiro filme do estilista Tom Ford, ex-diretor artístico das marcas Gucci e Yves Saint Laurent. Tudo se fica pelo «parece», nada é. As personagens estão tão perfeitamente encaixadinhas no cenário, na maquilhagemm nos penteados e nos figurinos, que não conseguem deixar que alguma emoção ou alguma físico-química entre os actores desalinhe a composição e a estética anos 60, que já vimos dezenas de vezes no cinema. Um Homem Solteiro parece – lá está – um luxuoso anúncio publicitário, com uma vaga e desinvestida história de desgosto amoroso homossexual lá dentro. Tudo parece artificial, pretencioso e estilizado. Cheio de flashbacks que estão lá mais  para compor esteticamente a imagem do que por necessidade narrativa.  E além do mais, é um filme demasiado arrumado para um homem que supostamente estaria a desfazer-se aos bocados. Mais um destes filmes que só tem parte de fora, falta-lhes a parte de dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-4784338929669123299?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/4784338929669123299/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=4784338929669123299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4784338929669123299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4784338929669123299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/o-ultimo-dia-do-resto-da-vida-dele.html' title='O último dia do resto da vida dele'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnj2s5cI/AAAAAAAAAKY/dXJufPMEeWk/s72-c/olhamar2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-7461524205664503580</id><published>2010-02-16T14:33:00.006Z</published><updated>2010-02-16T15:17:09.800Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frames'/><title type='text'>Guerra e Paz</title><content type='html'>Um impate técnico entre Ghandi (Ben Kingsley) e Lawrence da Arábia (Peter O'Toole), ambos com 29% (11 votos) na sondagem do FINAL CUT sobre actores que desempenharam líderes históricos. Imediatamente a seguir ficou Sean Penn, com Milk (13%)... Os visitantes do nosso blogue continuam a preferir os clássicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do épico de David Lean, de 1962, baseado na biografia do próprio oficial britânico, fiquem com esta cena- talvez uma das melhores do filme. É aquela em que Omar Sharif aparece. Ou melhor vai aparecendo, lá ao longe, primeiro é uma quase invisível nuvem de areia no horizonte, talvez uma miragem, talvez a distorção do calor do deserto. Depois os contornos vão-se tornando mais visíveis, é um vulto, um homem que cavalga em direcção a Lawrence, ao árabe e ao poço de água. Aproxima-se, aproxima-se, naquele andamento ondulante do camelo. E antes de chegar, já matou um homem, só se lhe vê a face passado quatro minutos, quando desenrola o lenço. Só se apresenta a Lawrence aos 5 minutos. É, sem dúvida, uma das melhores introduções de personagem de sempre...&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FvBcl40QOhQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FvBcl40QOhQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«He is coming». Outra grande entrada em cena de Gandhi em cena. Nomeado para 11 óscares e ganhador de 8, no filme de Richard Attenborough de 1982, o rosto do actor Ben Kingsley não mais se descolou do líder e fundador do Estado Indiano, por mais grandes papéis que tenha feito a seguir.&lt;br /&gt;Aqui fica um apanhado dos vários rostos de um grande actor&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mVwCeGxTN-A&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mVwCeGxTN-A&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-7461524205664503580?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/7461524205664503580/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=7461524205664503580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7461524205664503580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7461524205664503580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/ghandi-e-lawrence.html' title='Guerra e Paz'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-5044280919728465161</id><published>2010-02-15T13:11:00.002Z</published><updated>2010-02-15T13:17:15.352Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontros Imediáticos'/><title type='text'>A vida entre murros</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Encontro imediático com Bruno de Almeida a propósito do filme &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt; Bobby Cassady, the Counterpuncher&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2TpSPvm7BGI&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2TpSPvm7BGI&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O autor daquele que é porventura o documentário português mais visto em todo o mundo, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-style:italic;mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;The Art of Amália&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, está de regresso ao género, com um filme… americano. Em&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Bobby Cassady, the Counterpuncher,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Bruno de Almeida, mostrar-nos a mais fascinante das personagens: um pugilista aposentado que já fez de tudo na vida, incluindo jogar boxe. Uma história humana, sensível e do mais rico microcosmos, que chega aos cinemas em Portugal, no dia 18, depois de ter passado pelo DocLisboa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Como chegou a Bobby Cassady?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight:bold; mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Bruno de Almeida: E&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;m 2001, comecei a preparar um documentário, com o título provisório &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-style:italic;mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;After theFight&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, sobre boxeurs reformados nos Estados Unidos. A maneira como têm que lidar com o punk drunk brunk que é uma doença em que começam a perder a memória, por levarem muitas pancadas no cérebro. E também pela questão de serem os únicos desportistas sem apoio nenhum. Descobrimos que nos Estados Unidos existe, em cada cidade, uma associação chamada Ring, onde eles se encontram e se entreajudam, com uma camaradagem incrível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight:bold; mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Isso ainda é mais incrível se pensarmos que eles andam a dar murros na cara uns dos outros anos a fio…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É verdade, existe até uma certa rivalidade entre bairros. Foi assim que conheci o filho, o Booby Cassady Jr, que me contou histórias do pai. Apercebi-me então que era a essência do que eu estava à procura. Surgiram depois uma série de coincidências, como o facto de o Bobby estar a treinar o Robert De Niro que é meu amigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight:bold; mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Este interesse pelo boxe já vem de trás. Em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-style:italic;mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Love Birds&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; apareciam cenas de pugilismo com o Fernando Lopes como treinador (numa homenagem a Belarmino)…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sim, claro.. Mas eu não sabia muito sobre boxe, nem logo ao desporto em geral. O que mais me interessou no boxe foram as personagens. Interessam-me coisas com as regras fechadas, os seus próprios códigos de vida. E o boxe é um bocado isso, tal como acontece no fado. Sempre me gostei de filmes sobre boxe, embora não seja fã do desporto propriamente dito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight:bold; mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não teve a oportunidade filmar os acontecimentos da vida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;de Bobby Cassady&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;porque não estava lá, foi por isso teve de se socorrer a um esquema formal bastante simples e minimal?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Passei um ano e tal com ele e filmei-o muito. Mas depois achei que a complexidade do tema ficava a ganhar com uma simplicidade formal do filme. Por isso decidi construi-lo à volta da primeira entrevista que fiz, porque me pareceu mais espontânea, e tinha todos os elementos de que precisava. A primeira versão do filme era muito crua, algo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;tão cru como um combate de boxe. Era só a entrevista, sem nenhuma sequência de boxe. Foi uma tentativa arriscada de fazer um filme inteiro praticamente só com um close-up. Mostrei-o ao Fernando Lopes que sugeriu que eu usasse sequências de boxe e sons. Fui então à procura de filmes para ilustrar. E encontrei coisas maravilhosas, porque na altura, nos anos 60 e 70, tudo era filmado em película. O filme tomou assim outra dimensão. O Miguel Martins fez um trabalho extraordinário na busca de sons.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight:bold; mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;No meio disto, teve a felicidade de ter um contador de histórias nato…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Fabuloso. É tão incrível que quase bastava ouvi-lo. Mas as imagens ajudam, porque dá para ver como ele era um lutador extraordinário. Ele quase nunca leva um soco. Em 80 combates teve apenas 16 derrotas, o que é notável. Isto apesar de nunca ter conseguido chegar a campeão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight:bold; mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Essa é a pedra no sapato…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas é isso que dá a contradição da sua própria vida. Se ele tivesse sido campeão a história seria outra. Ele é o que os americanos chamam &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-style:italic;mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;de journey man&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, vai semana a semana aqui e ali para ganhar a vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight:bold; mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E é verdade que ele treinou o Robert De Niro? Porque não aborda no filme?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Achei que não tinha grande interesse e que não era muito oportuno explorar a sua amizade. Ele treinou o De Niro muito depois do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-style:italic;mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Touro Enraivecido&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight:bold; mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Pensa voltar ao boxe?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sim, estou à espera de uma ideia de montagem para terminar aquele filme sobre os boxistas reformados, porque são histórias fascinantes, não só de homens mas também de mulheres. E tenho um projecto de ficção à volta da história do Bobby Cassady.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight:bold; mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sei que agora tem um projecto maior, em que vai contar a história do General Humberto Delgado…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É sobre a Operação Outono, que é o nome de código da operação que levou ao assassinato de Humberto Delgado. É um filme histórico, passado em cinco países que vai desde 1965 a 1981. Estamos agora a iniciar a preparação, para filmar em Dezembro. É um filme muito complexo, maior do que qualquer outro que tenha feito. Tem de ser tudo muito bem analisado, porque são factos reais. É algo completamente diferente, embora haja semelhanças entre o Humberto Delgado e o Bobby Cassady.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-5044280919728465161?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/5044280919728465161/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=5044280919728465161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/5044280919728465161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/5044280919728465161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/vida-entre-murros.html' title='A vida entre murros'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-200429384512405359</id><published>2010-02-12T10:47:00.001Z</published><updated>2010-02-12T10:47:00.260Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='4 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>Woody regressa a casa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S3SXjp5Wi8I/AAAAAAAAA64/1e4iFFoaepg/s1600-h/olhazul4.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;Tudo pode dar certo, de Woody Allen&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S3SXjp5Wi8I/AAAAAAAAA64/1e4iFFoaepg/s200/olhazul4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437137288940653506" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 107px; height: 16px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/e954Vvnp2hQ&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/e954Vvnp2hQ&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;Já vimos este filme, mas pouco nos importa, queremos  vê-lo vezes sem conta. Woody Allen voltou a Nova Iorque e nós sentimo-nos em  casa,&lt;i&gt; Tudo pode dar certo&lt;/i&gt; é o seu melhor filme desde&lt;i&gt; Matchpoint&lt;/i&gt;. A  melhor comedia desde&lt;i&gt; Poderosa Afrodite&lt;/i&gt;. Uma comedia pura de rir e chorar  por mais.  Ironicamente nós, europeus, sentimo-nos mais próximos do Allen de  Nova Iorque do que aqueloutro de Barcelona ou mesmo de Londres. Talvez por o  cinema, pela sua indústria, nos ter aconchegado na América, mas também porque é  ali que o autor de&lt;i&gt; Manhattan&lt;/i&gt; faz mais sentido. Dá a ideia que se  reconciliou com o mundo, tal como NY, aos pouco se vai reconciliando consigo  própria após o 11 de Setembro. Mas na verdade, a única coisa que aconteceu, foi  que Woody Allen resolveu resgatar um guião que estava perdido na gaveta há três  décadas.&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Logo a primeira cena do filme é uma imagem comum em  Allen. A câmara vem do céu e desce sobre um grupo de homens, de calções, que  conversam numa esplanada e pedem que Boris (o alter-ego de Allen, representado  por Larry David) conte a sua história. Mas logo ali tem um pequeno golpe  engenhoso. Boris assume-se como protagonista do filme reconhecendo a plateia. O  estratagema, obviamente, não é novo, remonta a Pirandello e tem sido usado aqui  e ali como no caso de&lt;i&gt; Funny Games&lt;/i&gt;, de Michael Haneke. No contexto  alleniano pode ser visto como o reverso de&lt;i&gt; Rosa Púrpura do Cairo&lt;/i&gt;, na  extraordinária e mágica obra de 1985, Mia Farrow apaixona-se pelo actor e entra  pelo ecrã adentro. Aqui a mistura entre realidade e ficção dá-se de forma  oposta: é o actor que sai pela sala a fora e nos interpela  directamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Isso ajuda a construção de uma personagem que Allen  talvez já tenha interpretado, mas nunca de forma tão veemente ou radical. Boris  está zangado com o mundo. O seu pessimismo realista é completamente destrutivo,  não só de si próprio como de tudo o que o rodeia. E a sua arrogância intelectual  é ilimitada. Um intelectual rezingão sem papas na língua que, como qualquer  outro monstro, encontra a sua bela, que o transforma, que o desconstrói e quase  destrói.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;A arrogância de Borisé plenamente justificada e  testemunhada por nós, espectadores. Porque ele é a única personagem que convive  connosco, sabe da nossa existência. É por isso que vê mais do que os demais, é  um iluminado, um visionário. As suas doutrinas, assim, ganham consistência na  medida em que, connosco, é ganha a cumplicidade, directa, única e inabalável.  Essa comunicação com a audiência faz com que, apesar da sua rezinguice e  má-criação, do seu fel, nos sintamos mais próximos de si do que de outras  personagens simpáticas e agradáveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Curiosamente, a história de Boris sustém uma  filosofia de vida resumida no título do filme (em inglês,&lt;i&gt; Whatever  Works&lt;/i&gt;). Que é uma teoria de descomplicação, contrária à elaboração vulgar em  Allen, em que tudo se torna absurdamente complexo. Aqui é defendido, pura e  simplesmente, o quer que funcione, seja a relação entre um velho intelectual  mal-disposto e uma semi-adolescnte provinciano, seja um casamento gay, seja um  ménage a trois. Complicar para quê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;O guião é habilidosamente escrito, com diálogos ao  melhor nível. Estão aqui algumas estiradas que, seguramente, vão passar a  figurar nas listas de citações de Allen que abundam na Internet. Um sarcasmo  hilariante, que tudo corrói até a sua própria racionalidade. Já há alguns anos  que estávamos sentados, naquela esplanada encalorada de Nova Iorque à espera que  Woody Allen chegasse. É bom tê-lo de volta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-200429384512405359?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/200429384512405359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=200429384512405359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/200429384512405359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/200429384512405359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/woody-regressa-casa.html' title='Woody regressa a casa'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S3SXjp5Wi8I/AAAAAAAAA64/1e4iFFoaepg/s72-c/olhazul4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-1635461235600169995</id><published>2010-02-11T10:30:00.001Z</published><updated>2010-02-11T10:30:00.145Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='óscares 2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1estrela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>O fado da desgraçadinha</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Precious, de Lee Daniels &lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356003443084594978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 27px; CURSOR: hand; HEIGHT: 17px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SlRYwRDTjyI/AAAAAAAAAsY/5PapLy6pkLg/s200/olhamar1f.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1qc_2JfI9co&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1qc_2JfI9co&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos e anos de diegese, de tratados de narratologia, de modelos ancestrais de arte de contar e convencer. E até o bom do Aristóteles havia de repetir aos seus discípulos de antes de Cristo os seus conceitos de verosimilhança da Poética: o que aconteceu mas não é verosímil não serve para o drama, ouviram?... Não serve, não dá, não vale a pena, não funciona, não resulta, desistam... E há-de haver sempre alguém que faz tábua (ar)rasa de todos os ensinamentos ancestralmente testados... Ainda que venham dos venerandos mestres de toga e sandália. Vem isto a propósito do filme Precious (estreia-se hoje), do realizador Lee Daniels, que quis fazer um filme pungentemente trágico, e dolorosamente tocante e nem uma lágrima ao canto do olho conseguiu puxar – o que já seria mau. Lee fez pior. Quase transforma uma tragédia numa comédia, embora ao longo do filme não haja oportunidade nem para o mais cínico e retesado esgar. A não ser que a algum espectador lhe ocorra o célebre sketch dos Monty Python dos homens ricos, em que cada um começa a desfiar as misérias da sua vida. Um começa por dizer que dantes a família era muito pobre e bebia chá frio, sem leite e sem açúcar. Outro acrescenta «e por uma chávena partida». O outro diz que nem chávenas tinham, se queriam beber aquilo era por um jornal enrolado. E o quarto diz que na família dele tinham de sorver o chá de um trapo velho. Daí a nada já viviam 26 pessoas num quarto sem mobília, em que metade do chão tinha desabado, os outros dentro de um tanque velho numa lixeira, os outros num buraco velho num charco, os outros numa caixa de cartão no meio da estrada, os outros enrolados numa folha de papel...&lt;br /&gt;Em suma, não quer dizer que nos Harlem dos anos 80 não houvesse vidas incomensuravelmente lamentáveis, que se arrastavam miseravelmente para além do que prometia a força humana. Ao realizador bastava-lhe seleccionar uma desgraça para que o dispositivo da tragédia e da comiseração se accionasse. Escusava de acumulá-las a todas. Senão vejamos: temos Claireece Jones (Precious), uma teenager com obesidade mórbida. Como se já não fosse pouco, nas escola chamam-lhe «orca» e «aberração», na rua atiram-na ao chão, sente-se um «monte de gordura negra para ser varrida». Ainda por cima, é expulsa da escola, aos 16 anos não sabe ler nem escrever e a mãe chama-lhe cabra e atira-lhe latas de comida à cabeça, e quer é que ela deixe de estudar para pedir um subsídio à segurança social. Para piorar ainda mais a situação, ela está grávida. Querem pior ainda? Está grávida do segundo filho. Há algo mais que lhe possa acontecer? Claro. O filme ainda só vai a meio. É que o progenitor dos filhos é o seu próprio pai, e a miúda nasceu com trisomia 21 e chamam-lhe «monga». E a mãe ficou ressabiada porque «o homem dela fez mais filhos à filha do que a ela». E no primeiro parto, Precious estava no chão da cozinha com a mãe a dar-lhe pontapés na cabeça. Não há dúvida de que é preciso inventar um novo conceito. Para uma criança espancada e insultada por todos e violada pelo pai... e pela mãe, digamos que chamar-lhe «família disfuncional» é pouco. Bem, para abreviar a questão e não tornar a leitura demasiado penosa, diga-se apenas que a mãe a obrigava a comer chispe de porco com pêlos, que há uma cena de violação incestuosa em que o mau gosto envolve cenas intercalares de ovos estrelados a deslizarem na gordura, e que a mãe amamentava o marido e dava biberão à filha. Ainda há um bebé a rolar por uma escada e uma TV quase a despenhar-se-lhe em cima... Bem, para rematar isto tudo, esta gente toda é HIV positiva, pois então, nada de dar tréguas à assistência. Os estômagos nunca estão suficiente esmurrados. A inexperiente actriz Gabourey Sidibe (nomeada a Óscar tal como a obra na categoria de Melhor Filme) não tem qualquer margem de manobra de representação, limita-se ao registo ‘aqui vou eu a arrastar-me neste lodaçal de infortúnios’ – excepto numas cenas enchertadas, perfeitamente intragáveis, que representam as fantasias da miúda e misturam passadeiras vermelhas, fotografias que falam, coros de gospel, ela vestida de pop star disputada por imensos homens brancos, ou a sua imagem no espelho enquanto loura magrinha. Claro que trazer para protagonista uma afro-americana XXL que foge aos mais condescendentes padrões de beleza é um mérito do filme. Mas julgamos que, apesar das boas intenções, depressa se desliza para o voyeurismo. De boas intenções está o cinema cheio. E o programa da Oprah (produtora deste filme) também. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-1635461235600169995?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/1635461235600169995/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=1635461235600169995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1635461235600169995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1635461235600169995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/o-fado-da-desgracadinha.html' title='O fado da desgraçadinha'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SlRYwRDTjyI/AAAAAAAAAsY/5PapLy6pkLg/s72-c/olhamar1f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-7926511006129735595</id><published>2010-02-10T11:30:00.003Z</published><updated>2010-02-10T13:09:52.705Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>Eric, o carteiro de Cantona</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S3Kv6bLMjAI/AAAAAAAAA6w/zfZ5A1KVjZg/s1600-h/olhazul3.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;blockquote&gt;O meu amigo Eric, de Ken Loach&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S3Kv6bLMjAI/AAAAAAAAA6w/zfZ5A1KVjZg/s1600-h/olhazul3.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S3Kv6bLMjAI/AAAAAAAAA6w/zfZ5A1KVjZg/s200/olhazul3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436601118451600386" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 81px; height: 16px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S3Kv6bLMjAI/AAAAAAAAA6w/zfZ5A1KVjZg/s1600-h/olhazul3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt; &lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jk3nZ0k7TDY&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jk3nZ0k7TDY&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ameaça foi feita em 2005. Na curta-metragem, o filme-anedota que Ken Loach realizou para Cannes revelou um sarcasmo terrífico. O próprio Ken Loach aparecia com o filho na fila da bilheteira do cinema. Perante o crescente desespero do resto dos espectadores, vão analisando com entusiasmo as propostas da sala: um filme de acção, um de aventuras, uma comédia, uma animação. Até que Loach sugere: «E se fôssemos ao futebol?» Dito e feito.&lt;br /&gt;Em À Procura de Eric, Loach faz precisamente o contrário: leva hooligans ao cinema. Para tal conta com o próprio Eric Cantona, para quem não sabe, um francês que foi a maior estrela do clube inglês na era pré-Cristiano Ronaldo. O registo só não surpreende mais porque já vimos Quem Quer Ser John Malckovitch, de Spike Jonze, mas não deixa de ser uma obra original num realizador de exibições irregulares. Aqui não fica fora-de-jogo.&lt;br /&gt;Já se sabe que os ingleses acreditam em fantasmas, mas este tem um feitio peculiar, que torna o filme tão disparatado que até tem graça. O Meu Amigo Eric, é a história de um carteiro de Manchester, cuja vida está feita em cacos. Começa a ter alucinações, e aparece-lhe então o lendário jogado de futebol do United… para lhe dar conselhos. Aquele que se tornou famoso também por ser intempestivo e por, certa vez, ter dado um pontapé na cara de um adepto, torna-se assim num conselheiro… sentimental, entre outros. Talvez funcione por ser francês e lhe responder muitas vezes com provérbios… em francês. De forma mais ou menos criativa e anímica, o fantasma de Cantona faz com que Eric recomponha a sua vida e ganhe um novo fôlego.&lt;br /&gt;Não é propriamente a estreia de Eric Cantona no cinema, depois de ter arrumado as botas, o jogador de gola levantada aventurou-se pelo mundo do cinema, em oportunidades fugazes, como em Elizabeth, de Shekhar Kapur. E até tem jeito. Aqui representa-se tão bem a si próprio como Catherine Deneuve em Eu quero ver. Do filme, poder-se-iam tirar alguma ilações simplistas sobre o socialismo ou lições baratas de filosofia de vida, mas na verdade serve apenas para dar umas boas gargalhadas. O que não é pouco. E, que fique claro: nada tem a ver com O Carteiro de Pablo Neruda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-7926511006129735595?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/7926511006129735595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=7926511006129735595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7926511006129735595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7926511006129735595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/eric-o-carteiro-de-cantona.html' title='Eric, o carteiro de Cantona'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S3Kv6bLMjAI/AAAAAAAAA6w/zfZ5A1KVjZg/s72-c/olhazul3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-3048366879224752364</id><published>2010-02-09T14:23:00.001Z</published><updated>2010-02-09T14:27:13.291Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De olhos bem abertos'/><title type='text'>De olhos bem abertos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S3Fwq0ssXYI/AAAAAAAAA6g/-2MZkHAqajg/s1600-h/tabela111.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 282px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S3Fwq0ssXYI/AAAAAAAAA6g/-2MZkHAqajg/s400/tabela111.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436250106215816578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-3048366879224752364?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/3048366879224752364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=3048366879224752364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3048366879224752364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3048366879224752364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/de-olhos-bem-abertos.html' title='De olhos bem abertos'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S3Fwq0ssXYI/AAAAAAAAA6g/-2MZkHAqajg/s72-c/tabela111.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-7413475176897660301</id><published>2010-02-08T10:39:00.001Z</published><updated>2010-02-08T10:39:00.478Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>A vitória dos sapos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;A Princesa e o Sapo, de Ron Clements e John Musker&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 107px; height: 16px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S278LGkWukI/AAAAAAAAA6Q/aLLNuYJR9vs/s200/olhazul4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435559067954625090" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wNAxmZE7tp4&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wNAxmZE7tp4&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Princesa e o Sapo é um clássico instantâneo da Disney, à moda dos bons velhos tempos, que encanta miúdos e graúdos. Um filme que convence pela sua criatividade não tecnológica.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Numa altura em que só se fala em 3 D, com a euforia de Avatar, e a moda que há muito se aplica ao cinema de animação, a Disney aposta num filme de puro desenho, chapado no ecrã, assumidamente de animação, sem tentar imitar a imagem real. O resultado é maravilhoso. A Disney coloca-se assim, simultaneamente, na corrente e na contracorrente: já em Março estreia a Alice, de Tim Burton, em 3D que se espera que seja, pura e simplesmente, o mais espectacular filme de animação jamais feito. Para já, dá voz a uma ideia que o 3D não terá de ser a única saída. Aliás, há muito se esperava a resposta da indústria às técnicas computadorizadas de imitação da imagem real, pois o modelo parece esgotado. Mais do que isso, da forma como tem sido feito, limita a criatividade gráfica, o que tem sido compensado pela habilidade dos argumentistas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A princesa e o sapo é graficamente muito imaginativo, aproximando-se de uma linguagem de animação de escola europeia ou de filmes mais antigos da Disney. A nível artístico, de deslumbre estético, é do que melhor se viu nos último anos na indústria da animação a seguir à primeira parte de Wall-E. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A aposta em filmes de animação que assentam na qualidade dos desenhos pelas grandes produtoras está dependente do sucesso deste filme. Mas atendendo ao entusiasmo que se tem verificado, parece-me óbvio que será um caminho paralelo a seguir (sem abdicar do 3 D).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas há outras questões que fazem de A Princesa e o Sapo um dos mais significativos filmes de animação dos últimos anos. Talvez fruto da eleição e da popularidade do presidente Borak Obama, pela primeira vez a Disney apresenta uma princesa negra, contradizendo a capa da Vanity Fair que afirma que todas as grandes actrizes dos anos 10 serão brancas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Além disso passa-se em Nova Orleães, uma das mais deprimidas regiões dos Estados Unidos que, para cúmulo, foi recentemente vítima de um flagelo chamado Katrina. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nova Orleães também é a terra do jazz, que se ouve em todo o filme, como não acontecia na Disney desde os Aristogatos. A banda sonora jazzística é composta por um senhor habituado a ganhar Óscares com músicas para filmes: Randy Newman.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O filme, de resto, tem a estrutura de um musical, resgatando assim para a animação um outro formato que tem vindo a ser recuperado para os filmes de imagem real.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A história está muito bem construída, aproveitando a rica tradição de Nova Orleãs, de música, gastronomia e magia negra. Ao contrário do que acontece com outros filmes, as imagens ‘falam’ mais do que as personagens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A moral está no sítio exacto, dando a lição que o mundo inteiro, e particularmente os Estados Unidos, precisavam de receber. Actualíssima. Que contradiz a ideia yuppie de que tudo se consegue com o trabalho, colocando-o como no mais elevado dos patamares. Tiana trabalha noite em dia, alimentando o sonho (americano) de juntar dinheiro suficiente para abrir um restaurante. Mas quando está quase apercebe-se que isso não é de todo o mais importante. O mais importante é o amor e a fraternidade, nem que isso faça de nós sapos eternos, em vez de príncipes e princesas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-7413475176897660301?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/7413475176897660301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=7413475176897660301' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7413475176897660301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7413475176897660301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/vitoria-dos-sapos.html' title='A vitória dos sapos'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S278LGkWukI/AAAAAAAAA6Q/aLLNuYJR9vs/s72-c/olhazul4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-2021997637328959628</id><published>2010-02-05T10:30:00.000Z</published><updated>2010-02-04T21:59:21.280Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciclone'/><title type='text'>Cuidado com as limitações</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sVxM5IBLeU4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/sVxM5IBLeU4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que a vida imita a ficção, mas nunca ninguém a processou por plágio. Woody Allen dizia que a «vida não imita a arte. A vida imita os maus programas de ficção». Enfim, aqui vai a arte ao contrário, quando resolve imitar a vida e as personagens reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que está em cartaz Invictus, de Clint Eastwood, que fala da estratégia política de reunificação de um país, pelo recém-empossado presidente Mandela, relembramos algumas personagens políticas (ou vagamente políticas) cujo ADN de celulóide já se confunde com os cromossomas da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes são as personagens que tornam os actores famosos, outras são os actores que celebrizam a personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a pouco, mesmo aqui ao lado, pode votar no inquérito sobre qual a melhor personagem política encarnada por alguns actores famosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLEOPATRA, de Joseph L. Mankiewicz – ELIZABETH TAYLOR – O filme com o mesmo nome, realizado em 1963, mostrava ascensão e queda da rainha do Nilo com mais eye-liner de sempre. Os cenários eram sumptuosos, Elizabeth Taylor trocava 65 vezes de roupa (um recorde), os estúdios quase foram à falência e o filme não ganhou Óscares nas categorias principais. De qualquer maneira, à rainha egípcia ficou para sempre gravado o rosto de Taylor. Dela e da outra desenhada por Uderzo, a tal que Obelix dizia que tinha um belo nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;W (GEORGE W. BUSH), de Oliver Stone – JOSH BROLIN – Brilhantemente interpretado por este actor, aquele que já é considerado o pior presidente americano de sempre está mais perto do retrato pela maneira de falar e pelas rugas na testa do que pelas parecenças físicas. O filme é quase uma comédia, a realidade é que é trágico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RAINHA (ELIZABETH II), de Stephen Frears – HELEN MIRREN – A actriz brilhou com uma impressionante economia de recursos. Aliás, neste filme de um misto de solenidade, elegância e humor very british, a rainha não é a única celebridade contemporânea. Para além da família real, também aparece Tony Blair aparece na pele do actor Michael Sheen que voltará a ser citado neste post&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MILK ( Harvey Milk), de Gus Von Saint –SEAN PENN - Não foi propriamente um Malcon X, mas tornou-se um mártir gay, colocado num pedestal pelas comunidades GLT do mundo inteiro. Chegou a ser considerado pela TIME uma das personalidades mais influentes, primeiro político eleito homossexual assumido. O filme é desconsoladoramente convencional, mas Sean Penn é genial na pela desta outra que se intitulava «a rainha número um». E no exercício das suas funções de corta-fitas, uma vez disse: «Sou o único político que a seguir a cortar uma fita tem vontade de a colocar na cabeça». Uau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FROST/NIXON (de Ron Howard) – MICHAEL SHEEN e FRANK LANGELLA. Uma modalidade curiosa de filme/entrevista em que os dois actors estão num ringue cheio de holofotes e câmaras durante uma entrevista real que durou várias dias. Langella foi nomeado aos Óscares em 2008. Depois de entrevistador e de Tony Blair Sheen vai aparecer no esperado Alice de Tim Burton, a fazer de coelho branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHE (de Steven Soderbergh) - BENICIO DEL TORO – O mais enfadonho revolucionário da história do cinema no também mais sensaborão dos filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A VIDA PRIVADA de SALAZAR (de Jorge Queiroga) – DIOGO MORGADO – Ah, mas enquanto o companero Che andava lá pelas Sierras Maiestras a infernizar a vida ao ditador Baptista, o nosso ditadorzinho português tinha uma vida amorosa bem catita, uma amante em cada esquina, em cada rosto sensualidade, e ainda a governanta Maria para lhe fazer a cama e pastelinhos de bacalhau....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GANDHI (de Richar Attenborough) – BEN KINSLEY – O actor britânico foi tão marcante na sua actuação que quase já associamos a sua fisionomia à do verdadeiro líder indiano, O filme de 1982, foi nomeado para 11 óscares e ganhou oito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA (de Kevin Macdonald) – FOREST WHITAKER – O filme não tinha grande interesse mas Whitaker é sempre memorável. Também neste papel do psicótico e delirante ditador do Uganda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARIA ANTONIETA (de Sophia Coppola) – KIRSTEN DUNST – Por mais que os livros de história a mostrem séria e guilhotinada, nunca mais a imagem de Dunst, seus bolos, seus vestidos, seus ténis All Stars nunca mais se descolarão da jovem vienense, rainha no local errado, na data errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁGORA (de Alejandro Amenábar) HIPÁCIA – RACHEL WEISZ – Pode não ter sido uma figura política, mas os historiadores sustentam que terá sido a influência política que a filósofa e matemática de Alexandria tinha sobre os dignatários romanos que lhe ditaram o martirizado fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muitos mais haveria. A caixa de sugestões está aberta até à colocação do inquérito na coluna da direita. Sugiram, mas depressa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-2021997637328959628?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/2021997637328959628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=2021997637328959628' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/2021997637328959628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/2021997637328959628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/cuidado-com-as-limitacoes.html' title='Cuidado com as limitações'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-949275702369374532</id><published>2010-02-04T11:21:00.003Z</published><updated>2010-02-04T13:02:01.328Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O gosto dos outros'/><title type='text'>O gosto de Bruno de Almeida</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:13;"  &gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#cccccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#cccccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Pat Garrett &amp;amp; Billy the Kid (1973), de Sam Peckinpah&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#cccccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kexKFYX44lw&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kexKFYX44lw&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#cccccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#cccccc;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Vi ontem, pela primeira vez em ecrã, numa maravilhosa cópia em Cinemascope projectada na Cinemateca, &lt;em&gt;Pat Garrett &amp;amp; Billy the Kid&lt;/em&gt; (1973), de Sam Peckinpah, que considero um dos mais belos filmes jamais feitos. O romantismo e utilização lírica da violência em Peckinpah encontram neste filme um dos seus expoentes máximos. Peckinpah consegue contar-nos, mais uma vez, a conhecida história de Billy The Kid, um dos grandes mitos da América, com uma originalidade surpreendente e com uma grandiosidade poética, dando-nos assim um dos mais interessantes épicos do cinema americano dos anos 70. A história paralela dos percursos entre o xerife Pat Garrett (James Coburn) e o bandido Billy The Kid (Kris Kristofferson), estabelece toda a tensão dramática que culmina na cena final onde Pat Garrett mata finalmente Billy The Kid. O filme começa com uma brilhante sequência de genérico, que inclui os famosos “ralentis” de Peckinpah onde vemos uma montagem de planos de Pat Garrett, a ser ele próprio morto, anos depois, por um grupo de homens armados e de planos dos homens de Billy The Kid a disparar sobre cabeças de galinhas que estão enterradas num monte de terra. Esta questão da “morte” de Pat Garrett está sempre presente no filme até à cena final onde, depois de matar Billy The Kid, Pat Garrett dispara para o espelho onde o seu próprio reflexo é estilhaçado em pedaços. Este acaba por ser sempre o tema presente. Garrett era um velho amigo de Billy The Kid, tendo-se tornado depois em sheriff. Temos a sensação que o filme trata desta questão de morte “moral” onde Pat Garrett representa o conformismo de uma sociedade onde o poder e o dinheiro, representado no filme pelo governador (Jason Robarts) e pelos interesses financeiros dos investidores donos das terras, estabelecem as “novas regras”. Garrett, ele próprio um antigo bandido, vende a alma ao sistema e por assim dizer assina a sua própria morte. O personagem de Billy The Kid, brilhantemente representado por Kris Kristofferson, transmite-nos a sensação de liberdade e de “vida”. Romantizado, sem dúvida, o aventureiro Billy representa uma ideia de velho mundo, com códigos de honra e coragem e um sentido da vida para o qual o seu oposto, Garrett, contrapõem o negro e a morte. Como em todos os filmes de Peckinpah, a amizade é tratada uma forma poética e com grande humanidade – a cena final em Fort Sumner, quando Garrett espera que Billy The Kid acabe de fazer amor com a sua amante para depois o matar é dos momentos mais emblemáticos deste código de honra masculino, tão amplamente explorado nos Westerns, de John Ford a Howard Hawks. É também interessante analisar o filme do ponto de visto do que se estava a passar na América na altura em que ele foi produzido. O Watergate, a guerra do Vietname, entre outros casos, representam uma América falida moralmente à beira de um colapso total. Peckinpah consegue-nos mostrar um filme onde a figura de Pat Garrett, o alinhado com o sistema, é uma metáfora da própria América e onde Billy The Kid nos parece uma representação da inocência do oeste, e do verdadeiro “pursuit of hapiness”. Este filme tem momentos de uma beleza extraordinária, como por exemplo a cena onde o Xerife Baker (Slim Pickens) é alvejado e morre em frente ao rio, na presença da sua mulher. Uma das cenas mais bonitas do cinema moderno. Mais uma vez, uma referência ao dinheiro, ao sistema. Baker apenas quer ir passear de barco, está fora de jogo, mas Garrett convence-o com uma valiosa moeda de ouro. O “vender a alma ao diabo” está sempre presente no filme, como que uma moralidade existencial subjacente nas acções entre o bem e o mal. Billy The Kid, ele mesmo, traça o seu destino fatal ao decidir voltar a Fort Sumner depois de ver o que os emissários dos financeiros fazem a Paco, o seu amigo mexicano, torturado até à morte. Com um elenco extraordinário repleto dos melhores actores dos western Pat Garrett &amp;amp; Billy the Kid é uma das obras-primas de Sam Peckinpah, e, a meu ver, um dos melhores filmes de sempre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#cccccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#cccccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;*Bruno de Almeida é realizador de cinema. Dia 18, estreia em sala o seu último filme, o documentário Bobby Cassidy - Counterpuncher&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(51,51,51);font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:13;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-949275702369374532?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/949275702369374532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=949275702369374532' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/949275702369374532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/949275702369374532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/o-gosto-de-bruno-de-almeida.html' title='O gosto de Bruno de Almeida'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-7210661242932055319</id><published>2010-02-03T10:33:00.000Z</published><updated>2010-02-03T10:33:00.385Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='4 estrelas'/><title type='text'>Deseja que embrulhe ou é para viver já?</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Tudo Pode Dar Certo, de Woody Allen&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317301583239508386" style="WIDTH: 107px; CURSOR: hand; HEIGHT: 16px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZniCc8aI/AAAAAAAAAKo/irNtCnP4j5Y/s200/olhamar4.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/abW2nCQiggQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/abW2nCQiggQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um certo Professor Higgins que arrepelava os cabelos com os desaires gramaticais cockney de uma vendedora de violetas. Há um Eastwood velho e rezingão que rosnava mais do que sua provecta cadela. Há um avozinho da Heidi com mau feitio que vivia lá nas montanhas dos Alpes. Há o velhote rabugento do UP que levava a casa pelos ares. Há o mal-humorado e sombrio Ebenezer Scrooge que passava indiferente aos gélidos e dickensianos pedintes. E agora há o misantropo judeu Boris Yellnikoff (interpretado por Larry David), que odeia a humanidade, acha que toda a gente é um verme acéfalo e começa o novo filme de Woddy Allen, Tudo Pode dar Certo (estreia-se hoje, dia 4), a interpelar-nos a nós, a assistência, «comedores de pipocas gordurosas, que respiram pela boca como Neanderthais»: «Se querem ver um feel good movie vão levar uma massagem aos pés».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que ao contrário de toda esta galeria de personagens embirrantes e anti-sociais, a este Boris nada o vai adocicar ou redimir ou fazer reconciliar-se com a humanidade. Nem uma encantadora Audrey Hepburn, nem um Gran torino na garagem, nem uma netinha suíça, nem um escuteiro diligente, nem uns espíritos natalícios... A graça do protagonista do filme de Allen - um físico nova-iorquino, que um dia esteve para ganhar o Nobel, mas abandonou tudo para dar aulas de xadrez a miúdos «burros, idiotas e cretinos» - nunca se irá tornar mais dócil nem mais transigente com a estupidez alheia ou com o caos do universo nem com a iniquidade da condição humana. Ele continua cáustico, virulento, intolerante, grosseiro, inoportuno, rabugento e com o mesmo hábito de insultar despudoradamente todos os que se cruzam com ele. Aliás, o filme possui o mais divertido catálogo de insultos (é sempre bom ter um armazenamento deles...). E a característica, a da personagem ser indefectivelmente antipática e não mudar ao longo do filme, ao contrário do cliché ficcional, dá-lhe um encanto-extra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde Melinda &amp;amp; Melinda (2004), que o realizador não filmava em Nova-Iorque. E depois de Londres (Match Point, Scoop, Cassandra’s Dream) e Barcelona (Vicky Cristina Barcelona), este regresso à cidade que ele nos ensinou a amar (tantas vezes ao som do jazz) – enquanto tantos outros nos ensinaram a odiar - tem de facto tudo para dar certo.&lt;br /&gt;Aliás, o filme abre com a música do inspirador de sempre do realizado - Groucho Marx - que diz «Hello, I must be going/ I cannot stay, I came to stay/ I must be going/ I’m glad I came but just the same/ I must be going». Este filme é o «olá/adeus» de Woody Allen que já pensa rodar no Brasil. Quanto ao quizilento, neurótico e hipocondríaco Boris Yellnikoff (sim, além de ter mau feitio também têm pânicos nocturnos e só consegue lavar as mãos se cantar duas vezes o ‘parabéns a você’ «porque só assim elimina eficazmente as bactérias») também inicia e termina o filme com um olá /adeus: dois suicídios. Falhados, não se tratasse isto de uma comédia romântica. Da primeira vez fica coxo, o que só lhe confere mais claudicância irónica. Da segunda, aterra em cima de uma médium- o que também tem o seu potencial irónico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, chega a casa e há uma pequena e adorável sem abrigo, fugitiva de casa dos pais do Mississipi que lhe pede alojamento só por essa noite. Repugnado com Melodie, a encantadora jovem (a actriz Rachel Wood, apareceu recentemente em The Westler), com as suas tiradas ingénuas e patetas com o seu parco back-ground cultural, Boris clama: «Agora saiu-me uma personagem do Faulkner? Quem és tu, uma pequena Benjy? (o retardado mental do Som e da Fúria, que mal sabe articular palavras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boris é o género de pessoa para quem uma picada de insecto pode ser um melanoma e um passeio turístico por Nova Iorque consiste em ir visitar o Museu do Holocausto. Quando Melodie lhe pede para ir ver a Estátua da Liberdade, ele conta-lhe as atrocidades sanguinárias com que se debatiam os emigrantes e fala-lhe sobre o tráfico de escravos. E explica-lhe a teoria da entropia, através de pasta dental: Uma fez cá fora não se pode voltar a pôr o conteúdo outra vez para dentro do tubo. Só que em vez de ser ele a deixar-se contagiar pelo lado solar da jovem, processa-se o contrário. Está bem que Boris é apanhado a dizer alguns clichés dos quais se embaraça, mas continua chato e pessimista e é Melodie que se crepusculiza um bocado, embora sem grande convicção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem contemporâneo e as suas angústias existênciais, a deambulação errónea do universo, o falhanço da espécie humana... Onde é que nós já vimos isto antes? Exacto, nas comédias de Woody Allen dos anos 70. Dá ideia de que Woody se predatoriza a si próprio. Para que não lhe venham uns alienígenas, como em Stardust Memories, dizer-lhe, «os seus filmes antigos é que eram engraçados». Mas há algo de datado, de anacrónico, quer se queira não. A Nova Iorque deste filme filme já não é a Nova Iorque dos pós-11 de Setembro. E na verdade, apesar de alguns pequeníssimos acertos, este era um guião que jazia na gaveta há 30 décadas, e que supostamente era para ter o actor Zero Mostel (que entretanto morreu) no principal papel. Mas o absurdo e a imponderabilidade dos encontros nunca perde actualidade. Mesmo que todas as regras de um universo sem Deus conspirem em sentido contrário, tudo pode dar certo. Basta deixar-nos ir, guiados pelo acaso, conquistado pelo niihlismo derrotista de alguém que - continua a dirigir-se para a plateia- nos acha mesmo desprezíveis. Bem melhor que umas massagens aos pés. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-7210661242932055319?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/7210661242932055319/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=7210661242932055319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7210661242932055319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7210661242932055319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/deseja-que-embrulhe-ou-e-para-viver-ja.html' title='Deseja que embrulhe ou é para viver já?'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZniCc8aI/AAAAAAAAAKo/irNtCnP4j5Y/s72-c/olhamar4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-761232624344089185</id><published>2010-02-02T18:19:00.001Z</published><updated>2010-02-02T18:32:39.779Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frames'/><title type='text'>Wilde, wilde Oscar</title><content type='html'>&lt;span style="BACKGROUND-COLOR: #ffff00"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/S2hvmogcxeI/AAAAAAAAAM8/S6ebBLIH5e4/s1600-h/chp_oscar_wilde.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433715659921737186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 261px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/S2hvmogcxeI/AAAAAAAAAM8/S6ebBLIH5e4/s320/chp_oscar_wilde.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Óscar deste ano devia abandonar o dourado. E levar o tom azul, como os NAVi, habitantes do planeta Pandora do filme Avatar. É que James Cameron, realizador de Titanic, bem pode gritar à proa do navio na noite dos óscares, a 7 de Março: ele é o rei dos blockbusters. Depois de se ter destronado a si próprio (Avatar já é hoje mais rentável do que Titanic), está nomeado nas categorias principais de Melhor filme e Melhor Realizador, assim como nas categorias de aspectos técnicos. Curiosamente, são outros dois filmes bélicos, desta vez não intergalácticos, mas bem terrestres que competem com Avatar, também com duas nomeações nas principais categorias (melhor realizador e melhor filme): Em Estado de Guerra, passado no Iraque, de Kathryn Bigelow e Sacanas sem Lei, em França na Segunda Grande Guerra, de Quentim Tarantino. Muito se estranharia se Morgam Freeman, que faz de Nelson Mandela em Invictus não levasse a estatueta (a academia não resiste a personagens históricas). A obesamente estreante Gabourey Sidibe, em Precious tem boas hipóteses na categoria de Melhor Actriz (A déja vu Meryl Streep já fez muito melhor do que uma cozinheira autoritária) e o poliglota austríaco Christoph Waltz, de Sacanas sem Lei, vem com um potencial de simpatia de mil e tal volts para Melhor Actor Secundário. O Laço Branco, vencedor de Cannes, é quase garantido no Melhor Filme Estrangeiro e a maior anedota da noite seria entregar a estatuteta com tenazes de camarão a District 9, um filme completamente-OVNI dentro dos filmes sobre OVNIS. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-761232624344089185?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/761232624344089185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=761232624344089185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/761232624344089185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/761232624344089185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/projeccoes-de-holofote.html' title='Wilde, wilde Oscar'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/S2hvmogcxeI/AAAAAAAAAM8/S6ebBLIH5e4/s72-c/chp_oscar_wilde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-1002173106429174388</id><published>2010-02-01T10:28:00.000Z</published><updated>2010-02-01T10:28:00.486Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2 estrelas'/><title type='text'>Humor em tempo de guerra</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Homens que matam cabras só com o olhar, de Grant Heslov&lt;/p&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 53px; height: 17px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S2YGktQ6fYI/AAAAAAAAA6I/kPbbj_NKaq4/s200/olhazul2+(2).jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433037228164676994" /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/o_GK_K-ebmw&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/o_GK_K-ebmw&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui o termo ‘guerra psicológica’ ganha um significado literal. Não de jogadas intimidantes procurando as fragilidades da psique, mas fazendo com que a mente, por si só, seja suficientemente letal para matar um ser vivo, seja ele um cabra, um rato ou um homem, numa subversão abrupta dos ensinamentos de Buda, Ghandi ou Krishna. Este é o ponto de partida de um filme disparatado, não só no sentido de, deliberadamente, abusar do disparate, mas também por ser disparatado na forma como disparata. Mas deixemo-nos nós de disparates. O filme de Gant Heslov, parte do livro de John Ronson, que acabou de ser editado em Portugal. Pretende aplicar um certo grau de ironia e ousadia, ao tratamento de questões delicadas, como episódios da Guerra do Iraque. O realizador (um actor que dá os primeiros passos na realização) contou com um elenco de luxo, incluindo George Clooney, Ewan McGregor, Jeff Bridges, Kevin Spacey, entre outros.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O filme não disparata pela natureza delicada no tema. Ao nível do ‘humor em tempo de guerra’, poder-se-ia inscrever numa linhagem rica, polémica e pertinente, de que fazem parte filmes tão fascinantes quanto O Grande Ditador, de Charlie Chaplin; MASH, de Robert Altman; A Vida é Bela, de Roberto Begnini; ou Sacanas sem Lei, de Quentin Tarantino. Mas, infelizmente, nem sequer se aproxima. Peca pelo desenho frágil, a forma forçada como introduz as situações, que faz com que, bastantes vezes, as graças se percam como tiros para o ar. Porque, na verdade, havia um potencial nesta história de hippies-guerreiros, como uma junção de opostos para fins comuns, mas o filme não é de todo conseguido. Nem Clooney o salva. A melhor piada de Homens que matam cabras só com o olhar é o próprio título (na versão portuguesa). Tudo o resto são balas de borracha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-1002173106429174388?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/1002173106429174388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=1002173106429174388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1002173106429174388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1002173106429174388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/humor-em-tempo-de-guerra.html' title='Humor em tempo de guerra'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S2YGktQ6fYI/AAAAAAAAA6I/kPbbj_NKaq4/s72-c/olhazul2+(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-3317020549684094</id><published>2010-01-29T10:11:00.002Z</published><updated>2010-01-29T12:26:40.242Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2 estrelas'/><title type='text'>A política é um jogo de râguebi</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(51, 51, 51); font-family:'Trebuchet MS', Arial, Verdana;font-size:12px;"&gt;&lt;p style="text-align: justify; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; text-decoration: none; font: normal normal normal 12px/normal Arial; clear: both; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Invictus, de Clint Eastwood&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 53px; height: 17px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S2IbhDaYTlI/AAAAAAAAA6A/mzscjwSfwa0/s200/olhazul2+(2).jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431934355227823698" /&gt;&lt;p style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Verdana !important; text-align: left; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; text-decoration: none; font: normal normal normal 12px/normal Arial; clear: both; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IPhXoOF0DII&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IPhXoOF0DII&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Se tinha que ser feito um filme grandioso sobre Nelson Mandela, pois a personagem o justifica, ainda bem que sai pela mão de Clint Eastwood. Mas depois de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Gran Torino&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, considerado por alguns (e por mim próprio) o melhor filme de 2009, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Invictus &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;desilude. Desilude a valer. Não é que a história não tenha potencial. Fingir que o destino de um país se disputa num jogo de râguebi é uma ideia, ao mesmo tempo, assustadora e cativante. Um dos melhores momentos do filme implicitamente sugere tal coisa. No camarote, enquanto estão a assistir à final do mundial de râguebi, Mandela propõe uma aposta com o primeiro-ministro da Nova Zelândia. O neo-zelandês estabelece as condições: «As minhas ovelhas pelo seu ouro».&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Uma boa e significante piada. É o ouro ‘humano’ da África do Sul que está em jogo. Mandela percebeu que o país precisava de uma reconciliação entre raças e não de retaliações básicas, como mais tarde aconteceu no Zimbabué. A nação arco-íris começou por se jogar no &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;springboks&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, a equipa nacional de râguebi, branca e símbolo do apartheid, que o presidente quis converter ao novo modelo de país.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mandela é um dos raros heróis do nosso tempo, e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Invictus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; é um filme heróico, com todos os defeitos que têm as obras do género. Praticamente sem nenhuma qualidade ou valor extra. É impressionante como Eastwood se deixou levar pelo facilitismo instrumental, numa estrutura banal e sem graça. Começando por um defeito básico: o excesso de exposição, o excesso de diálogo, como se tudo precisasse de estar claro e reforçado para que dúvidas não sobrem.&lt;br /&gt;As informações estão sempre a ser repetidas. E não são muitas, porque na verdade não há muito a contar. Por exemplo, é dito três vezes de seguida que o novo regime tem que ser feito por todos, brancos e negros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Morgan Freeman é Nelson Mandela. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Diz-se isto assim porque qualquer pessoa que algum dia tenha pensado em fazer um filme sobre Nelson Mandela ter-se-á lembrado de Freeman para protagonista. Não há alternativa no &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;star system&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; americano: o único homem velho, negro e sensato de Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Curiosamente há um ponto de contacto com &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Gran Torino&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. São formas diametralmente opostas de tratar questões raciais. Em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Gran Torino &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;é uma pequena história humana, em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Invictus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; o futuro de um país. O final tem o dramatismo desportivo de um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Fuga para a Vitória&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, mas estás uns furos abaixo, quase ao nível de um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;blockbuster&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCCC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Não gostamos de ver Clint Eastwood por aqui…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-3317020549684094?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/3317020549684094/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=3317020549684094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3317020549684094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3317020549684094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/politica-e-um-jogo-de-raguebi.html' title='A política é um jogo de râguebi'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S2IbhDaYTlI/AAAAAAAAA6A/mzscjwSfwa0/s72-c/olhazul2+(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-2647603572347793579</id><published>2010-01-28T10:30:00.001Z</published><updated>2010-01-28T19:27:31.188Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes Portugueses'/><title type='text'>Eu amo você</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;A Bela e o Paparazzo, de António-Pedro Vasconcelos&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317301584927084802" style="WIDTH: 80px; CURSOR: hand; HEIGHT: 17px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnoUzUQI/AAAAAAAAAKg/zrNkEafH6eo/s200/olhamar3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SwZC83mcWC8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SwZC83mcWC8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão assumidamente disparatado e ingenuamente despretensioso que A Bela e o Paparazzo, de António-Pedro Vasconcelos, chega a ter... graça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história já quase faz parte da mitologia académica, mas conta-se que um professor de Direito, muito maldosamente, comentou assim a tese do arguente: «A sua tese», disse, «tem coisas boas e coisas originais, só que as originais não são boas e as boas não são originais.» Seria também um pouco maldoso comentar assim a primeira comédia de António-Pedro Vasconcelos que se estreia hoje, 28, com o inauspicioso título A Bela e o Paparazzo e um ainda mais desprometedor cartaz. De facto, o pior do filme é mesmo o pacote, porque aberto o embrulho, extirpados todos os laçarotes de estética pimba e televisiva, o filme nem é lançado à nossa cara como uma tarte peganhenta, último recurso dos humoristas desinspirados. E até os tais momentos não originais – óbvias citações – deslizam bem entre os momentos de stand up autóctone. Como quando a personagem de Nuno Markl usa a raqueta de ténis para escorrer o espaguete, como Jack Lemon, em O Apartamento, de Billy Wilder. Ou aquela cena vai-não-vai-mergulho na Fontana di Trevi, quando a Bela (Soraia Chaves) e o Paparazzo (Marco d’Almeida) descalçam os sapatos e se passeiam pela borda das fontes do Rossio. E o casal até faz uma dança cheek to cheek a atrapalhar o trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história cumpre, com alguma competência, as convenções das comédias românticas (o casal impossível que vai acabar junto). Há o quiproquó de alguém que, tentando ser outro, se descobre a si próprio. Mas a grande mais-valia é o tom absurdo com que o argumentista Tiago Santos (com quem António-Pedro Vasconcelos já trabalhara no guião de Call Girl) conseguiu alfinetar o delicodocismo que se receava. O puro disparate, os diálogos, algumas piadas e as T-shirts de Nuno Markl são mesmo o melhor do filme – já agora, há uma que diz «Não me dêem conselhos, dêem-me distritos». No início, teme-se o pior. As personagens parecem todas atacadas por uma crise de epilepsia hiperactiva. Nicolau Breyner, que anda aí a picar o ponto em tudo quanto é filme português, aparece num registo revisteiro que destoa tanto das restantes actuações como uma sardinhada acompanhada de Coca-Cola Zero. De resto, a maior parte das punch lines são ditas no momento certo, não antes das emoções crescerem, mas já não na curva descendente – o que seria fatal. E até há a crítica explícita ao vampirismo – pelos vistos, os vampiros estão a moda – das revistas de fofocas. «Cada país tem as celebridades que merece», diz-se no filme. E a nós só nos apetece acrescentar. Cada país também tem os filmes que merece. Adiante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma actriz de telenovela que fica encantada quando se vê oficialmente desempregada das novelas da TV – porque aquilo de que ela gostava mesmo era de representar a Nina da Gaivota de Anton Tchekhov. Há um fotógrafo que anda por aí a toupeirar os escândalos, os divórcios e os abortos das vedetas, («os papparazzi são sanguessugas com máquinas de fotógrafos penduradas ao pescoço»), mas do que gostava era de fotografia artística. E uma editora de revistas que come pastéis de nata com uma colherzinha e usa a massa folhada para esmagar o cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio disto tudo, há um ser muito sedentário, do tipo Jabba the Hutt de sofá – o tal Nuno Markl que escorre a massa com a raqueta – que resolve declarar um enclave independentista de Portugal no prédio onde vive, e passa o tempo em discussões constitucionais com estes condóminos-Afonsos Henriques, no Pátio de Santo Antoninho. E que além de ver os clássicos da comédia portuguesa (Vascos Santanas e etc...) cita Monty Phyton, produz umas metáforas engraçadas que envolvem pinguins e faz castings para ministra dos Negócios Estrangeiros a uma japonesa, em função dos casos amorosos do seu currículo mundial. E ainda o melhor de tudo é a música de Jorge Palma, apesar do duvidoso refrão: «Eu não sei bem quem tu és, sei que gosto dos teus pés.» E fica a ideia de que, às vezes, o riso nem é tanto uma emoção. É antes vermo-nos livre dela. O que também dá jeito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-2647603572347793579?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/2647603572347793579/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=2647603572347793579' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/2647603572347793579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/2647603572347793579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/eu-amo-voce.html' title='Eu amo você'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnoUzUQI/AAAAAAAAAKg/zrNkEafH6eo/s72-c/olhamar3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-3917442913407350708</id><published>2010-01-27T10:26:00.000Z</published><updated>2010-01-27T10:26:00.184Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>O génio do mal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="border-collapse: collapse; font-size:15px;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;!--StartFragment--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms', serif;"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Anticristo, de Lars Von Trier&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 81px; height: 16px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S199lgCokyI/AAAAAAAAA54/Fv7-ARgH7g8/s200/olhazul3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431197758841721634" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mCtSQvO0L-s&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mCtSQvO0L-s&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lars Von Trier é, possivelmente, o mais perverso realizador da História do Cinema. Não tem ética nem escrúpulos, é moralmente repugnante. Absolutamente odioso. Contudo, genial. É esse génio maléfico que faz com que o odiemos tanto sem que consigamos deixar de gostar dele. Se tudo isto se aplica a Ondas de Paixão, Os Idiotas e Manderlay, o que dizer de Anticristo, o primeiro filme catalogado no género de terror? Pois, poupem as vossas mentes sãs e não vão ver este filme. Contudo, não deixem de o fazer, pois é uma experiência totalmente nova de cinema (ainda que plausivelmente traumática) sem recurso à tridimensionalidade. Por mais que nos irrite, o que Lars Von Trier não tem de ético, tem de estético. E, nos últimos anos, nenhum outro realizador assumiu um papel tão preponderante e consistente de reinvenção do cinema (Trier mistura o ecletismo de Kubrick com os ambientes de Lynch ou Cronenberg e uma mão cheia de contextos que o próprio inventou), sem nunca perder a sua voz, ou as suas vozes. O exemplo máximo do contraste criminoso entre o vislumbre estético e a negligência ética é o prelúdio do filme, numa estilização absoluta, em que filma a morte de uma criança, com uma banda sonora de conto de fadas, numa aberrante crueldade para as personagens e para os espectadores. Isto na tentativa convicta de incidir a culpa, conceito dominante no seu imaginário, assim como o de castigo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A partir da morte do filho, Trier desenvolve uma obra de terror psicológico, em que o marido/pai/psicólogo assume o tratamento da sua mulher. Há uma perscrutação dos medos, que faz pouco sentido atendendo à evidência da situação traumática, que leva o casal à Floresta de Éden, o jardim proibido, onde se escondem os três pedintes: dor, desespero e luto. A natureza é a Igreja de Satanás, e a trama precipita-se para a loucura. Não é um filme de sustos, mas tem algumas das imagens mais horrendas que já vi em sala.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Entre as ousadias formais está o elenco minimal. Anticristo é uma peça para dois actores e três animais selvagens. Os actores são extraordinários no talento, mas estranhos de feições, mesmo ao gosto do realizador dinamarquês. O trabalho de Willem Defoe e Charlote Gainsbourgh é verdadeiramente notável, aguentam quase duas horas de filme, em que pouco mais existe senão eles próprios, em interpretações visceralmente contidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A determinada o filme encaminha-se para uma irónica e cruel paródia à psicologia, e essa leitura subsiste, quando ela diz: «Tive um sonho estranho, mas os sonhos já não interessam nada à psicologia moderna, pois não?» É caso para dizer: Freud morreu, o Lars Von Trier é louco e eu já não me estou a sentir muito bem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;   &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="_MailAutoSig"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="mso-bookmark:_MailAutoSig"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-3917442913407350708?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/3917442913407350708/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=3917442913407350708' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3917442913407350708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3917442913407350708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/o-genio-do-mal.html' title='O génio do mal'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S199lgCokyI/AAAAAAAAA54/Fv7-ARgH7g8/s72-c/olhazul3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-684976715263668777</id><published>2010-01-26T10:23:00.002Z</published><updated>2010-01-26T13:32:21.435Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2 estrelas'/><title type='text'>Nem todas as bolas são redondas</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Invictus&lt;/strong&gt;, de Clint Eastwood&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317301583727093186" style="WIDTH: 53px; CURSOR: hand; HEIGHT: 17px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnj2s5cI/AAAAAAAAAKY/dXJufPMEeWk/s200/olhamar2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/opPyAu24cQY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/opPyAu24cQY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva dizia que nunca tinha desilusões: porque também não tinha ilusões. Uma vez no jardim Infantil Pestalozzi que ele costumava frequentar, para conversar com os meninos, um deles perguntou ao professor o que ele, enquanto criança, podia fazer para conseguir melhorar o mundo. Agostinho da Silva olhou em volta e disse: «Talvez começar por apanhares aquele papel do chão». Nelson Mandela é talvez a nossa maior referência viva. No que respeita a tudo: à dignidade humana, em geral. E então a contribuição dele para um mundo mundo melhor foi apanhar um papel do tamanho de um mapa-mundi, que ele simplesmente agarrou, completamente conspurcado e contaminado pelos apartheids e por um dos regimes políticos mais hediondos da História.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando vemos Invictus, o novo filme de Eastwood, com Morgam Freeman na pele de Mandela, só nos faz pensar na frase cáustica de Óscar Wilde, foi uma oportunidade, ou seja, uma ocasião favorável para apanhar uma desilusão. A questão é que nenhum dos veteranos – nem Morgam nem Clint Eastwood – conseguem «apanhar o papel». E isso é triste, é absolutamente decepcionante, e é talvez a maior desilusão cinematográfica do ano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um biopic de Nelson Madela seria demasiado grande, então o realizador apanhou uma história lateral, uma parte que captasse o todo, um episódio aparentemente secundário mas que conseguisse centralizar a grandeza da personagem. A partir do livro de um jornalista John Carlin, correspondente na África do sul, impingido a Eastwood pelo próprio Freeman, o filme conta a história de como Mandela pacificou um país, depois de quase 30 anos de reclusão, quando chegou ao poder, reunindo todo um povo a torcer por um equipa de raguebi. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até aqui tudo bem: o plot era poderoso, tanto mais que Mandela tinha acabado de sair da prisão, tinha acabado de se tornar presidente de um país cheio de chagas sociais, e o râguebi era a modalidade que os negros detestavam por ser desporto de brancos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Claro que tudo termina como Mandela arquitectou, toda a nação, brancos e negros, torceram pela mesma equipa, mas no filme, todo o foco do grande líder mundial é retirado para este epifenómeno bem ardiloso e festivo, desviando-nos completamente da grande personagem Mandela, que francamente, foi mais do que uma velha raposa esperta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O filme recorre a todos os mais estourados clichés dos filmes desportivos, temos tensão nos balneários, agitação nas bancadas, câmaras lentas no relvado, imensos tipos de rabo empinado a empurrarem-se nessas moshes misteriosas, e depois o filme acaba em glória desportiva, como toda uma claque ululante, como costumam fazer todas as claques, esteja em causa a reunificação social de um país ou a jogatana de meia tijela de domingo à tarde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E enquanto os tipos andam à cata de uma bola imperfeita, que nem sequer é redonda, Mandela, o homem que teve a grandeza de repudiar a vingança, fica cada vez mais em background, em background, e daí a nada já estamos no mais banal dos medíocres filmes de desporto. Nem Morgam nem Matt Damon mostram qualquer energia para além do esforço de captarem o sotaque sul-africano. Até nos custa a crer que estamos num filme de Eastwood. Uma americanice. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Francamente simplista. Francamente pobre. Francamente Imperdoável. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-684976715263668777?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/684976715263668777/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=684976715263668777' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/684976715263668777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/684976715263668777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/nem-todas-as-bolas-sao-redondas.html' title='Nem todas as bolas são redondas'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnj2s5cI/AAAAAAAAAKY/dXJufPMEeWk/s72-c/olhamar2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-2587590054542508125</id><published>2010-01-25T12:59:00.003Z</published><updated>2010-01-25T13:04:20.949Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De olhos bem abertos'/><title type='text'>De olhos bem abertos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S12WIlHnoBI/AAAAAAAAA5g/cZwU9tXU3bc/s1600-h/tabela.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 278px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S12WIlHnoBI/AAAAAAAAA5g/cZwU9tXU3bc/s400/tabela.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430661799825874962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-2587590054542508125?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/2587590054542508125/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=2587590054542508125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/2587590054542508125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/2587590054542508125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/de-olhos-bem-abertos_25.html' title='De olhos bem abertos'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S12WIlHnoBI/AAAAAAAAA5g/cZwU9tXU3bc/s72-c/tabela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-8858640616033409734</id><published>2010-01-22T11:53:00.001Z</published><updated>2010-01-22T14:14:48.782Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontros Imediáticos'/><title type='text'>As três dimensões de Brillante</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;Encontro imediático com Brillante Mendoza&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ksnh9k1MG9g&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Ksnh9k1MG9g&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Começou tarde, mas agora não quer perder tempo. Só em 2009, o filipino Brillante Mendoza realizou dois filmes. Em conversa ele falou-nos das histórias que quer contar e da tridimensionalidade dos seus filmes.&lt;a href="http://aeiou.visao.pt/o-realizador-do-momento=f545195"&gt;Ouvir aqui a entrevista no site do JL&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;Até que ponto é que o seu cinema pode funcionar como espelho da realidade filipina?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Fui muito criticado pelo público por mostrar demasiado o lado real das Filipinas. Na maior parte dos filmes feitos no meus país não se faz isso. Contam-se histórias ao estilo de Hollywood que não reflectem o que realmente se passa. O que eu mostro não é de uma forma negativa, mas sim verdadeira e humana. Não temos que ter vergonha disso, de exibir a nossa realidade. Muitos dos meus filmes são baseados em histórias verídicas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;Os seus filmes situam-se a meio caminho entre a ficção e o documentário, sobretudo pela forma como filma e capta a realidade…&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Consegue-se obter melhor a sensação do que é a vida real filmando de um modo menos clássico. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;Há um público para este tipo de filmes nas Filipinas?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Na verdade, não. Há um cinema independente desde os anos 60, mas pouca gente a vê-lo. Hoje em dia, consegue-se sentir a presença de uma onda de cinema alternativo, o que é necessário é familiarizar o público com este tipo de filmes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;Então, como é que se financia?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;É preciso encontrar os produtores e os patrocinadores certos. Há sempre uma forma de acabar um filme. Nos meus últimos trabalhos tive a sorte de encontrar um produtor francês, como quem me dou muito bem, o que me dá uma certa segurança. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;Começou por trabalhar em publicidade, mas os seus filmes estão muito distante desse formato… Agora está a dizer: não comprem isto!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Na publicidade somos vendedores, no cinema não estou a tentar convencer ninguém, apenas a contar uma história de uma forma honesta. Por isso torna-se fácil separar estes dois mundos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;Trabalha muito depressa. Em 2009 fez dois filmes, nem Manoel de Oliveira é tão rápido. Como é que consegue?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;É um processo contínuo. Estou sempre a trabalhar nas histórias. Neste momento tenho três ou quatro na minha cabeça e pessoas a fazer pesquisas sobre elas. É uma questão de timing, e de combinar com o produtor qual é a história que se deve avançar primeiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;Pensa vir a fazer um filme fora das Filipinas?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Sim, ponho essa hipóteses, mas teria de me ambientar ao local. Não poderia chegar ao Portugal e fazer logo assim um filme com um produtor português. Seria um processo longo, precisaria da algum tempo, sobretudo para compreender as pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;Não pensa que parte do interesse que os europeus têm mostrado pela sua obra se deve a um certo gosto exótico, e que tal se perderia caso fizesse um filme na Europa?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;É verdade que um dos motivos que leva a que gostem dos meus filmes na Europa é a curiosidade por uma cultura diferente. Mas eu também tenho curiosidade pelas outras culturas. Além disso, em Portugal, por exemplo, há bastantes filipinos. Eu poderia integrá-los no meu cinema.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;Os seus filmes são tão realistas que, às vezes, podemos cheirá-los. Não são apenas feitos para os olhos, pois não?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Isso é intencional, para mim ver o filme é uma experiência completa, uma experiência tridimensional, que dê a ideia de que se está lá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;Quantos filmes pretende fazer em 2010?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;[Risos] Não sei, estou a fazer um documentário e a desenvolver duas histórias, mas não tenho a certeza do que vai ficar pronto este ano. É tudo um work-in-progress.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-8858640616033409734?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/8858640616033409734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=8858640616033409734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/8858640616033409734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/8858640616033409734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/as-tres-dimensoes-de-brillante.html' title='As três dimensões de Brillante'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-90270834021391677</id><published>2010-01-21T10:49:00.000Z</published><updated>2010-01-21T10:49:00.199Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O gosto dos outros'/><title type='text'>O gosto de Afonso Cruz</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;As Aventuras do Príncipe Achmed, de Lotte Reiniger&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yS4jit16Fd8&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yS4jit16Fd8&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Platão, com a sua caverna, profetizou o cinema, com a única diferença de o filósofo ter querido manter os espectadores agrilhoados, provavelmente com medo das reacções destes ao expressionismo alemão. Uma pessoa, quando entra no cinema, sabe que está a entrar numa alegoria: as sombras da realidade projectadas na parede, o quase extinto homem da lanterna e a pré-histórica luta de cotovelos por um espaço nos braços da cadeira. Destas experiências na escuridão ficam muitas cenas que passam a fazer parte das nossas memórias. E não deixa de ser curioso que a nossa memória seja construída com tanta ficção. Quando caminho pelos jardins de Lisboa, onde se joga bisca dos nove entre outros dominós, não consigo deixar de ver aquela coisa iconográfica que é o jogo de xadrez entre a Morte e Antonius Block. A realidade, ou lá que lugar é esse onde vou às compras, está cheia destas sombras. Há dias simples em que a minha vida se assemelha a uma curta-metragem de animação checa ou, pelo contrário, àqueles tamborzinhos da cena final do Karaté Kid II. E há a banda sonora. Foi, por exemplo, graças a uma já mencionada curta-metragem checa, por sinal, mexicana, que ouvi pela primeira vez uma música chamada La Llorona. No filme (Hasta Los Huesos), quem a cantava era Eugenia Léon, mas a versão mais bela (isto não é uma opinião, é científico) é a de Chavela Vargas. Passei a coleccionar esta música (tenho dezenas de versões) mas, quando reparei que Dulce Pontes também a cantava, perdi todo o interesse no coleccionismo. É engraçado como uma banda sonora nos faz gostar de filmes ao ponto de os recordarmos, acima de tudo, pelas cenas “que têm aquela música”. Desde Everyboy Wants To Be a Cat (Aristogatos) a Put The Blame On Mame (Gilda), passando por aquele momento em que Paul Le Mat (John Milner), no American Graffiti, desliga o rádio (ouvia-se Beach Boys) dizendo que o rock'n'roll morreu com a morte de Buddy Holly.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Voltando às sombras, escolho uma cena de As Aventuras do Príncipe Achmed, de Lotte Reiniger. Não por ser um filme esteticamente perfeito (sim, esta noção existe e é até muito parecida com Rita Hayworth), mas por seguir as directrizes de Platão para a construção cinematográfica: um mundo de sombras projectadas, cheio de mil e uma noites.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-90270834021391677?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/90270834021391677/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=90270834021391677' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/90270834021391677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/90270834021391677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/o-gosto-de-afonso-cruz.html' title='O gosto de Afonso Cruz'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-3065916336126347549</id><published>2010-01-20T13:04:00.000Z</published><updated>2010-01-20T13:05:04.191Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frames'/><title type='text'>A importância de se chamar Brillante</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Times, serif;"&gt;Ciclo Brillante Mendoza na Culturgest&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Times, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eDNJ2tDvhVg&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/eDNJ2tDvhVg&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de o ser já o era, é o que se diz da pescada. E numa espécie de pescadinha de rabo na boca se pode dizer o mesmo do brilhante Brillante Mendoza, o realizador filipino, um dos homens de que mais se fala no cinema contemporâneo, que não tem culpa de se chamar assim, mas que o nome até lhe calha bem. Não que o brilho seja uma característica do seu cinema. É um realizador marginal que gosta de ambientes sujos. Dir-se-ia mesmo que tem um olhar sujo sobre o cinema, despido de artificialismo, com um estilo de ficção quase documental, talvez parecido com algum do novo cinema romeno, mas com excentricidade oriental de um dos países-arquipélagos mais fascinantes do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Esta retrospectiva que a Zero em Comportamento (organizadora do Indie Lisboa) leva à Culturgest, a mais completa que já foi feita, mostra oito longas de Brillante. O realizador começou tarde, apenas aos 40 anos desistiu da publicidade para se dedicar ao cinema, mas é de uma proficuidade espantosa. Só em 2009 lançou dois filmes. São precisamente as últimas obras que têm dado mais que falar, e que lhe valeram com toda a justiça o estatuto de revelação da década concedido pelos Cahiers du Cinema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Serbis, ou Serviço, é o mais sujo dos seus filmes, tem um cheiro nauseabundo que nos faz agradecer que o olfacto no cinema só seja activado por sugestão. O cenário é uma sala de cinema pornográfico nas Filipinas onde se dão encontros sexuais. Tudo é focado entre o repugnante e o caricato, numa hábil gestão choque. Lola, o seu primeiro filme do ano passado, abranda os costumes, apesar do contexto trágico. O jovem morre e outro é preso. A gestão dos dramas fica a cargo das avós, entre os afectos e os valores. Kinatay, a sua última obra, repercute a violência de Manila através do brutal rapto de uma mulher. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Bendita esta retrospectiva que nos permite ver o carisma bruto, seco e refrescante de um dos melhores realizadores da actualidade, que faz jus aos bons ares asiáticos também trazidos por Kim Ki-Duk, Takeshi Kitano, entre tantos outros. Pena é que estas obras não tenham por cá a justificada exibição comercial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;PROGRAMAÇÃO (tirada do site da Culturgest)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;QUARTA-FEIRA 20&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;21H30&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Lola, Filipinas/França, 2009, 1h50, versão original com legendas em português e inglês&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Duas anciãs. Uma perdeu o neto, a outra é a avó do assassino. Cada uma delas é obrigada a lidar com a trágica ocorrência para tentar prosseguir com a sua vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;QUINTA-FEIRA 21 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;18H30&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Masahista, Filipinas, 2005, 1h20, versão original com legendas em português e inglês&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Iliac é um jovem massagista com uma clientela predominantemente gay. No salão de massagem, o sexo é um elemento sempre presente nas relações entre os funcionários e os seus clientes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;21H30&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Manoro, Filipinas, 2006, 1h15, versão original com legendas em português e inglês&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Numa remota comunidade situada nas montanhas vulcânicas das Filipinas, uma jovem professora ensina adultos e idosos a ler e a escrever para poderem participar nas eleições presidenciais que se aproximam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;SEXTA-FEIRA 22 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;18H30&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Kaleldo, Filipinas, 2006, 1h30, versão original com legendas em português e inglês&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Numa família marcada pela figura de um pai autoritário e conservador, três irmãs procuram conquistar a sua autonomia enquanto jovens adultas, entrando em choque com a tradição familiar e religiosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;21H30&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;John John, Filipinas, 2007, 1h38, versão original com legendas em português e francês&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Num bairro-de-lata de Manila, uma mulher é contratada para tomar conta de órfãos a aguardar adopção. O pequeno John John é deixado aos seus cuidados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;SÁBADO 23&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;16H00&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Tirador, Filipinas, 2007, 1h26, versão original com legendas em português e inglês&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Num bairro comercial de Manila, jovens delinquentes procuram fazer pela vida. À sua volta, os restantes moradores lidam com as dificuldades de mais um dia no quotidiano febril da capital filipina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;18H30&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Serbis, Filipinas, 2008, 1h34, versão original com legendas em português e inglês&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;A família Pinela dirige e habita um cinema pornográfico no centro de Manila que já conheceu melhores dias. Enquanto decorre a actividade diária das sessões, espectadores, prostitutas e elementos da família cruzam-se nos corredores e átrios do cinema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;21H30&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Kinatay, Filipinas, 2009, 1h50, versão original com legendas em português e inglês&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;Um jovem formando da academia de polícia tenta melhorar a sua situação financeira, trabalhando como segurança privado em negócios duvidosos. Acaba implicado num ajuste de contas envolvendo uma prostituta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Times, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Times, serif;"&gt;Masterclass&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;SEXTA-FEIRA 22, 15H00&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt;ENTRADA GRATUITA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-3065916336126347549?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/3065916336126347549/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=3065916336126347549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3065916336126347549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3065916336126347549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/importancia-de-se-chamar-brillante.html' title='A importância de se chamar Brillante'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-4587950378645814965</id><published>2010-01-19T10:39:00.001Z</published><updated>2010-01-19T19:09:33.357Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frames'/><title type='text'>O beijo da década</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" white-space: pre; font-family:'Lucida Grande';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;Os filmes da década para os Cahiers du Cinema&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/96R9MG0DxLc&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/96R9MG0DxLc&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não há nenhum filme português no top 10 da lista geral dos melhores da década segundo os Cahiers du Cinema, contudo a cinematografia portuguesa está em grande, aparecendo em mais de metade das listas individuais da redacção. Cinco realizadores em destaque. Além dos inevitáveis Manoel de Oliveira e Pedro Costa, aparecem também João César Monteiro, João Pedro Rodrigues e Miguel Gomes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De Oliveira são citados Vou para Casa e Singularidades de uma Rapariga Loura. De Pedro Costa, Juventude em Marcha (4 vezes), No Quarto de Vanda (2 vezes) e Onde jaz o teu sorriso? De João César Monteiro, Vai e Vem. De João Pedro Rodrigues, Odete e o Fantasma (2 vezes). José Pedro Rodrigues e Miguel Gomes fazem parte da lista dos 15 realizadores-revelação da década e, juntamente com Pedro Costa, foram convidados a apresentar o seu própria top. A lista dos Cahiers é liderada por David Lynch.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1. Mulholland Drive, de David Lynch (2001)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2. Elefante, de Gus Van Sant (2003)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3. Febre Tropical, de Apichatpong Weerasethakul&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4. The Host, de Bong John-Ho (2006)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5. Uma história de violência, de David Cronenberg (2006)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6. O segredo de um cuscuz, de Abdellatif Kechiche&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7. A l'ouest des rails, de Wang Bing (2002)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8. A Guerra dos Mundos, de Steven Spielberg&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9.  O novo mundo, de Terrence Mallick&lt;/div&gt;&lt;div&gt;10. Ten, de Abbas Kiarostami&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-4587950378645814965?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/4587950378645814965/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=4587950378645814965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4587950378645814965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4587950378645814965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/o-beijo-da-decada.html' title='O beijo da década'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-5733805622752607468</id><published>2010-01-18T10:22:00.001Z</published><updated>2010-01-18T10:22:00.102Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Um filme escrito na água</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Estrela Cintilante, de Jane Campion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317301584927084802" style="WIDTH: 80px; CURSOR: hand; HEIGHT: 17px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnoUzUQI/AAAAAAAAAKg/zrNkEafH6eo/s200/olhamar3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lTetIodauIM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lTetIodauIM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por estar escrito na água, como o epitáfio do túmulo do poeta John Keats, em Roma, o filme de Jane Campion quase que se desvanece na memória. Ficam apenas cintilações, algumas cenas suaves, o brilhos de algumas palavras, o drapejar das asas de borboletas encurraladas num quarto até amolecerem, deslavadas, e se debaterem, sem crença, no chão como frutos ressequidos. A filmografia de Jane Campion vive mais de cenas e de ambientes do que de todos e inteiriços. São cenas como estas das borboletas encurraladas pela menina do século XIX apaixonada pelo poeta John Keats, que esvoaçam pelo quarto e que num primeiro momento ressoa a algo festivo e jubilante como na poesia, e no segundo, já com as borboletas espasmódicas pelo chão, a serem removidas por uma vassoura. É a metáfora do amor inocente. Tudo é vibrante, e cor e alegria. Mas de nada serve capturá-lo e trazê-lo para dentro de casa. Porque rapidamente se torna decomposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrela Cintilante apanha a curta biografia do poeta, ícone do romantismo anglosaxónico, quando ainda não era glorificado pela crítica nem pelos leitores. Além de poeta romântico, Keats encaixa como punhos de renda na pele de herói romântico. E Campion tira partido disto: ele é débil, olheirento, reservado, entediado. E apaixona-se pela vizinha do lado, uma menina novecentista, muito mais sociável, party-goer, que se interessa muito mais pelo drapeado de um vestido do que pelo rendilhado de um verso ou a bordadura de uma metáfora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É outro dos bons momentos do filme, talvez dos mais carnais que existem no casto e imaterial amor entre estes dois seres: a cena em que ela se dedica à costura e espeta, em plano aproximado, convictamente a agulha no pano para voltar a sair do outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo a história resume-se a isto. John Keats apaixona-se lentamente pela vizinha do lado, apesar desta ser fútil e não perceber nada de poesia. Keats ainda tem tempo de escrever uns poemas para a posteriadade, pois há-de morrer três anos depois, turberculoso, como era costume na época, com apenas 25 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, este amor tem a suavidade de um arrebatamente, se é que os dois conceitos podem ser aliados. È talvez este o ponto mais interessa desta curta e inócua história de amor, a improvável aliança entre a futilidade esvoaçante de borboleta e o peso plúmbeo e fatais dos versos de Keats. De resto, neste filme irregular, é como a famosa frase do poeta: «Se a poesia não surgir tão naturalmente como as folhas de uma árvore é melhor que não surja mesmo».&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-5733805622752607468?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/5733805622752607468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=5733805622752607468' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/5733805622752607468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/5733805622752607468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/um-filme-escrito-na-agua.html' title='Um filme escrito na água'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnoUzUQI/AAAAAAAAAKg/zrNkEafH6eo/s72-c/olhamar3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-2868959981505406414</id><published>2010-01-15T11:04:00.000Z</published><updated>2010-01-15T11:04:00.421Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2 estrelas'/><title type='text'>Cuidado com o cão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Bombon, el perro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, de Carlos Sorin&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;A Rua, de José Filipe Costa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 53px; height: 17px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S0-yIDZpuEI/AAAAAAAAA5Y/azGxCbmtK1k/s200/olhazul2+(2).jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426751927426332738" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_ZJ6vA7Dpx4&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_ZJ6vA7Dpx4&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Por vezes são os melhores amigos dos homens, mas também podem ser animais ferozes. Cuidado com o cão, dizem os letreiros. Mesmo que o cão seja manso como um gato, assusta os assaltante de meia tigela. Os outros avançam por afiados que sejam os dentes. O cão é o animal doméstico por excelência. E também o animal de guarda e de caça. Os cães no cinema são muitíssimos. E aqui ficam mais dois, de uma dentada só, porque são os dentes dos cães que unem filmes distantes: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Bombon, el perro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, do argentino Carlos Sorin, e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; A Rua&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, a curta-metragem de José Filipe Costa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Em relação ao primeiro, a pergunta que se faz é: será possível fazer uma versão familiar de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Amores Perros &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(2000), de Alejandro González Iñárritu? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Bonbom, el Perro, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;filme de 2004 que só agora se estreia entre nós, é de uma leveza constrangedora. Em plena crise argentina, um cinquentão, que perdeu o seu emprego numa bomba de gasolina, deixa-se levar como uma folha ao sabor do vento pelas pequenas coincidências da vida, sempre com um sorriso estampado na cara, transformando a grande depressão argentina numa onda de optimismo, num problema que se há-de resolver como todos os outros. É um coração de ouro, um bom samaritano, num mundo hostil, mas não muito. Reage com esse mesmo sorriso a todas as situações, à corrupção policial, aos desaforos da filha, à frieza do homem do centro do emprego, à simpatia das mulheres da quinta, ao cão que lhe morde. E de sorriso em sorriso vai vencendo a vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A personagem poderia ser um cantiflas, se tivesse um pouco mais de graça, mas aparece simplesmente como um anjo que triunfa no desespero. O filme ficou assim… alegrete, mas pobrezinho, sendo a sua maior valia o ritmo da cadência de acontecimentos, essa concepção de novelo de vida, de como umas coisas conduzem a outras, sabe-se lá como. Mas um filme menor. Nada que se compare com grandes obras recentes vindas da Argentina, com destaque para &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A Mulher sem Cabeça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, de Lucrecia Martel. Aliás, a estreia tardia desta obra em Portugal é surpreendente e imagina-se que se deva mesmo ao cão, que liga com o cão de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A Rua&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Um terá escolhido o outro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A Rua&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, de José Filipe Costa, é um filme de apenas oito minutos, em que o cão serve de alegoria. Um casal, da classe alta, à espera de um filho, que acaba de se mudar para uma casa no campo. Foge do mundo. Mas o mundo corre atrás deles. E não há incubadora que os proteja. O cão aparece aqui como um símbolo maior do medo, de todos os medos, sobretudo o medo do outro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Saúde-se a aposta em cinematografias distantes e menos conhecidas, em nome da diversidade de opções, por uma nova distribuidora, a Bosque Secreto, que começou muito bem, com De Profundis, a primeira longa-metragem do fabuloso autor de BD galego Miguelanxo Prado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Bombon, el perro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, de Carlos Sorin&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A Rua, de José Filipe Costa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-2868959981505406414?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/2868959981505406414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=2868959981505406414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/2868959981505406414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/2868959981505406414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/cuidado-com-o-cao.html' title='Cuidado com o cão'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S0-yIDZpuEI/AAAAAAAAA5Y/azGxCbmtK1k/s72-c/olhazul2+(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-5771336698977652794</id><published>2010-01-14T10:33:00.000Z</published><updated>2010-01-14T00:12:34.903Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='5 Estrelas'/><title type='text'>Eles estão no meio de nós</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Laço Branco, de Michael Haneke&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317301589683576930" style="WIDTH: 133px; CURSOR: hand; HEIGHT: 17px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZn6C1oGI/AAAAAAAAAKw/TFI8sqtHQXM/s200/olhamar5.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426367634311221330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/S05UnP_MEFI/AAAAAAAAAM0/lEWGXK5MGyg/s400/weisseband3500%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;Existem fantasmas – que não fazem aparições. Existem criminosos – que nunca se mostram. Existe violência, e sentimo-la germinar, silenciosamente, atrás das portas, em cada canto, em cada lar... O Laço Branco, a obra-prima de Michael Haneke, é austera, opressiva, brutal &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há um lugar na mancha das frases inolvidáveis, de cujo nome não consigo lembrar-me (talvez num livro, talvez num filme...), que diz qualquer coisa como isto: as pessoas esquecem o que fizeste, esquecem o que disseste, mas jamais esquecem como as fizeste sentir. A ferida cicatriza, a dor apaga-se, a ofensa prescreve, a nódoa negra some-se. A humilhação permanece... E pode ficar durante anos soterrada, armazenada, acondicionada numa bolha de contenções, sepultada por sedimentos, valados, tapumes, entulhos e fingidos olvidos, à espera de melhor ocasião. Até que, um dia, há um qualquer deslizamento de terras, e aí está ela, desobstruída, com o caminho livre. E a todos espanta, de onde pode ter surgido, de um momento para o outro, uma violência tão perversa, terrivelmente feroz, selvaticamente desumana. Quando, afinal, ela sempre esteve ali – entre nós – a engrossar as suas raízes, a sugar seivas de ressentimentos, a alimentar-se de ódios acumulados, a germinar silenciosamente num subsolo qualquer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há anos que a filmografia do genial realizador austríaco Michael Haneke se dedica a esta lavoura de desenterrar as raízes do mal, de colher as sementes do ódio, quando ainda estão a germinar e lançam os primeiros rebentos. Foi assim em &lt;em&gt;Nada a Esconder&lt;/em&gt; (2005), quando uma família bem instalada na intelectualidade francesa se vê perseguida por um passado que já todos julgavam no fundo de um porão. Ou em &lt;em&gt;Código Desconhecido&lt;/em&gt; (2000), em que o realizador antevê a explosão de ira e xenofobia na terra da Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Até em &lt;em&gt;A Pianista&lt;/em&gt; (2001), em que o frio e cerebral Haneke vasculha nos recantos mais sórdidos da intimidade de cada um. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E sobretudo nos dois &lt;em&gt;Funny Games&lt;/em&gt; (de 1997 e 2007), em que o realizador se propôs, com uma década de permeio, fazer um remake cena a cena (quase shot by shot) do seu germânico filme de culto. Não por puro capricho, mas por se tratar de um quase filme-ensaio sobre a mais desonerada e niilista das violências. Dessas que não se encontram aparentemente à superfície, mas emergem – não se sabe de onde, apenas se suspeita. &lt;em&gt;Funny Games&lt;/em&gt;, o filme em que dois jovens impecavelmente vestidos de branco, louros e extremamente bem-educados levam uma noite a torturar metódica e ritualisticamente (desta forma bem adverbiada) uma família até à morte – e fazem-no porque sim –, é talvez aquele que mais se aproxima do agora estreado &lt;em&gt;O Laço Branco&lt;/em&gt; (Palma de Ouro, em Cannes, e Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Argumento nos European Film Awards). Ambos se passam em dealbares de séculos: os dois clones cinematográficos, o primeiro nos finais do século XX, o outro nos princípios do século XXI, e &lt;em&gt;O Laço Branco&lt;/em&gt;, nos princípios do século XX, na placidez ordenada de um aldeia do Norte da Alemanha, antes de eclodir a Primeira Guerra Mundial. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Haneke filma esta ruralidade protestante, austera e deprimida, a preto e branco, não tanto por uma questão plástica ou de virtuosismo, mas para melhor nos conectar com as fotografias da época. E para nos lembrar que todo o filme é construído em clássico flashback, narrado em voz off, 50 anos depois dos acontecimentos e duas guerras transcorridas, pelo professor da aldeia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meninos de coro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A aldeia flui ao ritmo das colheitas, com os seus habitantes vigiados pelos pilares inquestionáveis das hierarquias. O professor que é dono do saber. O pastor que é dono das almas. O médico que é dono da ciência. O feitor que é dono da obediência. O barão que é dono da aldeia toda. E os camponeses que não são donos de coisa nenhuma. E, na sombra, geralmente entrevista pelas câmaras, sempre por detrás de ombreiras, portas e tapumes, está outra categoria de habitantes, a que muito poucos dão atenção, a não ser para admoestar, vergastar e atemorizar: as crianças da aldeia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Movem-se cautelosamente, sem serem ouvidas, como ratos das frestas, confraria silenciosa nos bastidores. Crianças de feições inequivocamente germânicas, louras, de olhar angelical e semblante indecifrável, e de uma expressividade enquanto actores perfeitamente notável (com destaque para Leonard Proxauf). Haneke conta que procurou crianças que se coadunassem fisicamente com as que apareciam em fotografias de época, ao longo de seis meses. Fez castings a 7 mil candidatos. Os meninos que cantam num coro, que beijam as mãos aos pais, que não se atrevem a olhar-lhes nos olhos, que são dóceis e submissos, tomam conta do filme. Sub-repticiamente. Às vezes, quase não os vemos, mas sabemos que eles andam por ali, na sombra dos adultos dominadores, dos seus pais, sobretudo dos homens. Burgueses puritanos na aparência e na homília, monstros domésticos, capazes de uma crueldade de feras (sem querer injuriar estas últimas). É neste clima de terror (e de total vulnerabilidade perante enraivecidos deuses celestes e terrestres) que estas crianças crescem. Exercem sobre eles o mal em nome do bem – que é sempre o mais perverso e terrível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Verão de 1913, narra a voz já envelhecida do professor, estranhos e trágicos acontecimentos assolaram a aldeia. Um fio invisível esticado entre duas árvores fez tropeçar o cavalo do médico, e a sua filha aproxima-se, primeiro, do cavalo. Depois, há o filho do barão barbaramente molestado até à inconsciência. Depois, uma janela aberta durante a noite leva à pneumonia um bebé recém-nascido. E, finalmente, o menino mongolóide da aldeia torturado até quase lhe furarem os olhos. Uma tarde, os dois filhos mais velhos do pastor chegam a casa depois do anoitecer. Ninguém se parece interessar pelo motivo do atraso – «não sei o que me entristece mais, se a vossa ausência, se o vosso regresso», diz o pai –, o importante é punir exemplarmente a falta, jejum para toda a família, impiedosas e meticulosas vergastadas. A partir daí, decreta o pai e carrasco, as duas crianças passarão a usar, no braço, um laço branco que lhes recorde a pureza e a inocência da infância. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembramo-nos que os impecáveis jovens da tortura do filme anterior de Haneke também usavam luvas enquanto torturavam. Luvas brancas, de uma pureza imaculada. O branco é uma cor virginal, neutra, mas também passiva. As crianças transportam este laço no braço como uma humilhação, sinal de submissão, como os condenados à pena de morte vinham vestidos de branco para se renderem ao destino; ou as noivas vestem de branco como sinal de pureza, mas também de sujeição. O branco tem qualquer coisa de candura mas também de nefasto, lívido, de bloco operatório a aguardar a incisão. De vampírico, ao sugar todas as cores; é luto no Oriente. Kandinsky dizia que «o branco actua sobre a nossa alma como um silêncio absoluto». Só que esse silêncio não está morto, transborda de possibilidades vivas... E é como o silêncio negro e doloroso com que Haneke abre e fecha os genéricos do filme. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem música todo o tempo, apenas aquela que esporadicamente as personagens produzem. No salão da baronesa, no baile de final da ceifa, na pianola do professor... E, claro, as vozes purificadas e angelicais dos meninos do coro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Homens sem qualidades&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com uma fotografia maravilhosamente austera, uma reconstituição de época extraordinária, cheia de pequenos ruídos, como os passos na neve, os rangeres de soalho, o chiar da carroça, as moscas nos casebres, além de umas composições meticulosas que fazem lembrar Dryer. Na forma crua e dura, embora muito pouco mística, como filma um cadáver de mulher da cintura para baixo, com o vulto do marido a aparecer, ou enquadra as paisagens vazias mas plenas de ventos e fantasmas, Haneke conduz o nosso olhar e a nossa inquietação, sem nunca nos dar respostas. Apenas insinuações. O realizador austríaco filma com um pudor admirável, não vemos uma cena de violência física, nem o pastor a vergastar os filhos (tudo ocorre atrás de uma porta fechada), nem o feitor a pontapear a criança contorcida no chão. Nem tão-pouco vemos as vítimas da tortura – encontramo-las só quando todo o mal já passou e ninguém viu nada. E nunca ninguém sabe nada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em contrapartida, a violência moral está ali exposta, até ao limite do intolerável. Quando o pastor determina que o filho passa a dormir de mãos atadas à cama para não ceder às tentações do Diabo. Ou quando a irmã, num acto de rebelião vingativa, mata, com uma tesoura, o pássaro do pai a quem ele trata com todos os desvelos, e deixa-o, sangrante, com as asas abertas, em cima da sua secretária, como uma arranjo floral funesto. E ainda noutra cena impiedosa, talvez a mais dura do filme. Quando o médico, num tom indiferente, assassina moralmente a amante e lhe chama decrépita: «És feia, desmazelada, flácida e tens mau hálito.» Depois de fazer amor com ela, diz, sente vontade de vomitar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ausência de calor humano torna glaciares as previsões. A brutalidade inferida às crianças e às mulheres por todas estas autoridades, paternas, eclesiásticas e políticas, com diferentes graus de malvadez, há-de ser devolvida à sociedade, em grande escala. Este é um prefácio do nazismo. Estes miúdos serão, eles próprios, a autoridade nos anos 30, quando Hitler chega ao poder. Portanto, não se pergunte warum?, porquê? As raízes estavam lá. Como pedras batidas que guardam obstinadamente a sua faísca. O produto é interno e bruto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-5771336698977652794?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/5771336698977652794/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=5771336698977652794' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/5771336698977652794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/5771336698977652794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/eles-estao-no-meio-de-nos.html' title='Eles estão no meio de nós'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZn6C1oGI/AAAAAAAAAKw/TFI8sqtHQXM/s72-c/olhamar5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-8178461307900905111</id><published>2010-01-13T12:47:00.003Z</published><updated>2010-01-13T12:54:21.495Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='5 Estrelas'/><title type='text'>…e livrai-nos do mal</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;O Laço Branco, de Michael Haneke&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S03CPAUe_UI/AAAAAAAAA5Q/78QDK5A0dQE/s200/olhazul5.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 17px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426206689091059010" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qQpxnQRzKHI&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qQpxnQRzKHI&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Haneke fez o mais dreyeriano dos seus filmes, na Alemanha soturna, protestante e a preto-e-branco, dos anos 10, só que o Dreyer de Haneke, não é um Dreyer puro: todos morrem, ninguém ressuscita. O Laço Branco talvez seja o ponto em que Haneke se cruza não só com Dreyer, mas também com Lars Von Trier, porque há uma demência latente e perturbadora, comum de resto a toda a cinematografia do realizador alemão. Uma obra-prima, um clássico, um filme que se vê como quem lê um grande romance da história da literatura, com múltiplas leituras, ligações, patamares, personagens bi-dimensionais, tridimensionais (como &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Avatar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;não tem), inteligência narrativa, teias complexas, portas fechadas e outras que nunca se fecham, mistério, suspense, densidade narrativa… Uma história que fica na História do cinema. E se não parecesse ridículo, insistiria que, até agora, é o melhor filme do ano. Senão vejamos…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;1 O Realizador&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Michael Haneke é um dos mais brilhantes e perturbadores realizadores europeus da actualidade. Nascido na Áustria notabilizou-se com &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Funny Games&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;, um filme de terror, experimental na forma, e verdadeiramente pós-moderno, explorando brilhantemente a interactividade e os limites do cinema. Daí partiu para uma fase francesa, com destaque para &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A Pianista &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;(com Catherine Deneuve) e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Caché &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;(com Juliette Binoche). Em 2007, fez a mais vil cedência mercantil ao &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;refilmar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;, take por take, numa precisão germânica, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Funny Games &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;em inglês, com outros actores (não tão bons) – um acto desprovido de criatividade com interesse exclusivamente mercantil. Seria pois de esperar que o passo seguinte fosse uma entrada na indústria americana. É por isso, com agradável surpresa, que se recebe esta inversão da lógica. Um filme duro, a preto-e-branco e em alemão. E ironicamente, depois de três filmes francófonos, é com um filme germânico que Haneke ganha a Palma de ouro em Cannes. Merecidíssima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;2. Religião&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A revolta da criança (de seis anos?), o filho do médico, quando, em conversa com a irmã, se apercebe da inevitabilidade e irreversibilidade da morte. é a mais profunda ligação a Dreyer. Um Dreyer sem retorno. Deixa-nos universalmente e desesperadamente órfãos. E até órfãos de Deus. Ao contrário do que acontece em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A Palavra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;, em que a religião é libertadora, ou em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ondas de Paixão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;, em que Deus maliciosamente existe, aqui a religião é, pura e simplesmente, símbolo de opressão. A ferocidade cristã, os preceitos tolos, ajudam a construir o terror que se exerce, acima de tudo, sobre as crianças. O laço branco que o reverendo ata no braço do filho para lhe lembrar da importância da pureza, em vez de o prender aos Céus, para não cair em tentação, despoja-o da vida. Vive-se a religião do temor, num mundo de fachada, que nem os luteranos, com a sua leitura mais individualista e livre da Bíblia, se livraram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;3. Personagens&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A teia de personagens é complexa e merecia um organigrama para a desvendar, o filme tem a riqueza de um clássico da literatura russa. Todas as personagens são esculpidas ao pormenor. Nada é absolutamente linear, o mal absoluto não existe e o que impera é o mal-social. Mesmo a mais vil das figuras tem traços humanos, que nos incomodam e preferimos não ver. Porque é muito mais fácil ver o filme a preto-e-branco. O conflito entre o mal e o bem, entre a culpa e o remorso, existe de forma deturpada. Nada é liso, todas as personagens, perfeitamente definidas e por isso perfeitas, encontram as suas contradições sem com isso perderem coerência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;4. Luta de classes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;No meio desta avassaladora opressão social há uma ideia implícita ou paralela de luta de classes, expressa através do acto vândalo, vingativo, do filho do lavrador, que destrói o campo de couves, mas presente de forma menos evidente ao longo de todo o filme. Curiosa a diferença de comportamentos entre os barões reinantes e o resto das personagens. No final do filme parecem saídos de uma aristocracia à moda de Tolstói, com problemas contemporâneos e uma conversa moderna, sinal da mudança de era.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;5. Policial&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;O filme tem tantos níveis de leitura e até um mais superficial. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;O Laço Branco &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;também é um policial envolto em mistério. Quem cometeu aqueles horríveis crimes? Há uma intriga que acompanha o filme do princípio ao fim. Um enigma que poderá ser desvendado pelo espectador no final. Ou não. Aliás, o filme começa com um crime e talvez acabe com outro. Ao espectador é dado o espaço para integrar o jogo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;6. Entre Guerras &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ou acaba com o mais significativo crime de todos. O Arquiduque Francisco Fernando foi assassinado em Sarajevo e começou a primeira guerra mundial. A partir daí tudo se dissipa. A culpa morre solteira E o mundo nunca mais foi o mesmo. Muito menos a Alemanha. Perdeu a guerra, foi castigada em Versailles e instaurou-se o regime nazi. Mas o Mal já lá estava. No filme nós vemo-lo crescer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-8178461307900905111?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/8178461307900905111/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=8178461307900905111' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/8178461307900905111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/8178461307900905111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/e-livrai-nos-do-mal.html' title='…e livrai-nos do mal'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S03CPAUe_UI/AAAAAAAAA5Q/78QDK5A0dQE/s72-c/olhazul5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-347925117268915822</id><published>2010-01-12T10:22:00.000Z</published><updated>2010-01-12T10:22:00.557Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>Ir Para Fora Lá Dentro</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Um Profeta, de Jacques Audiard&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317301584927084802" style="WIDTH: 80px; CURSOR: hand; HEIGHT: 17px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnoUzUQI/AAAAAAAAAKg/zrNkEafH6eo/s200/olhamar3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3IkmSjOra20&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3IkmSjOra20&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os filmes são histórias de alguém que cresce. &lt;em&gt;Um Profeta&lt;/em&gt;, de Jacques Audiard é a história de alguém que cresce, apesar dos tectos serem tão baixos que tem de andar curvado, e as paredes tão afuniladas, que, por vezes, tem de passar de lado. Porque o herói desta história, um magrebino pós adolescente, tem de crescer dentro da prisão, onde os movimentos são tolhidos, e os passos contados. Ele cresce à mesma, mas fica assim uma espécie de Kasper Hauser, apenas conectado com o exíguo mundo em que o instalam e apenas adaptado à lógica, à linguagem e às leis do estabelecimento prisional onde o encerram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E digamos que este prisioneiro cresce, e cresce bem. Aproveita todos os buracos para estender as pernas, todos os túneis para se engalfinhar, todas as tarefas para aprender a cartilha. A cartilha de um gangster. Porque desde os primeiros minutos deste filme hiper-realista, temos uma certeza: assistimos ao nascimento de mafioso. Vêmo-lo a dar-se à luz, vêmo-lo a caminhar os primeiros passos do crime – e não haja dúvida de que para isso está na escola certa: uma prisão francesa com condições penosamente terceiro-mundistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de &lt;em&gt;A Turma&lt;/em&gt;, é a vez de mais um filme francês denunciar uma outra realidade institucional, em que as regras do jogo só se entendem lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um Profeta&lt;/em&gt; é também uma história de ascenção social. Malik começa como o mais reles e desprezado recluso da aldeia prisional. Mas vai vendo, olhando, observando, aprendendo, passa a prisioneiro de segunda classe, daí a nada já circula nas carruagens de primeira, ainda que como escravo servidor dos mafiosos do topo da cadeia alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais interessante no filme é assistir a esta lenta progressão, com os ruídos, as vociferações, os latidos humanos, os uivos do tédio, os tráficos, os rituais, as lições, as mais bizarras regras do jogo em fundo. E também os sonhos, os fantasmas, as alucinações que contrastam com o realismo da acção, e no entanto, se encaixam como uma peça de Lego nos muros desta cadeia. Em que o chão de uns é o tecto de outro. Mas isso, mostra o filme, pode-se inverter. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O realizador conta que quis encontrar um equivalente em francês para a música de Bob Dylan que diz &lt;em&gt;You Gotta Serve Somebody&lt;/em&gt;, estamos sempre ao serviço de alguém. Não encontrou uma expressão que lhe conviesse. Ficou &lt;em&gt;Um Profeta&lt;/em&gt;, porque essa ascensão ao tecto dos outros se pode antecipar. O filme pode ser lido como um manual de instruções para um pequeno gangster em progresso de carreira. Aliás, as prisões francesas têm das mais altas taxas de reincidência. O herói deste filme é um ser em vias de expansão. Ele tem todos os recursos de adaptabilidade, no sntido darwinista do termo. É um sobrevivente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-347925117268915822?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/347925117268915822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=347925117268915822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/347925117268915822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/347925117268915822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/ir-para-fora-la-dentro.html' title='Ir Para Fora Lá Dentro'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnoUzUQI/AAAAAAAAAKg/zrNkEafH6eo/s72-c/olhamar3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-7076958528423167164</id><published>2010-01-11T19:49:00.004Z</published><updated>2010-01-11T23:28:03.731Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Morreu Eric Rohmer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morreu um dos maiores vultos do cinema francês, Eric Rohmer. Republicamos aqui a crítica ao seu último filme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amores de astrée e céladon, de Eric Rohmer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2B7vzR3cpDg&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2B7vzR3cpDg&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;Ninfas, druidas e pastores. Já não se fazem filmes assim. Aliás, nunca se fizeram. É por isso que Os Amores de Astrée e Céladon, de Eric Rohmer, está condenado a ser mal compreendido. E é mal compreendido por a mensagem ser demasiado simples. O filme é um hino à pureza do amor. Um amor divino, que não é Vénus nem Afrodite. Quando o amor é verdadeiro, o ser amado, nem que seja uma pastora, torna-se Deus. Não é sempre assim? No Festival de Toronto, o filme não foi recebido com apupos porque os canadianos são demasiado educados. Mas nas votações do público, dominavam as cruzes em frente ao um e ao zero.&lt;br /&gt;Compreende-se bem. Os amores de Astrée e Celadon é um autêntico OVNI. Facilmente se odeia. Mas também se pode amar.&lt;br /&gt;Rohmer adaptou um romance de Honoré d'Urfé, um escritor francês do final do século XVI e princípio do século XVII. Numa espécie de antecipação ao neo-classicismo, D'Urfé descreveu uma Gália Imaginária, cheia de mitos, lendas e divindades, com referências à mitologia celta (e indirectamente à grega e romana), onde a influência dos clássicos é claríssima. A ideia de adaptar D'Urfé ao cinema era de Pierre Zucca, cineasta falecido em 1995. Rohmer repescou-a com a sobriedade que a experiência lhe confere, mas também, possivelmente, com a consciência de que, aos 88 anos, depois de ter dado tanto ao cinema, já se pode dar ao luxo de fazer o que bem lhe apetecer. E é fantástico que, para o bem ou para o mal, esta reverência do cinema francês consiga surpreender tudo e todos.&lt;br /&gt;O maior risco do projecto era cair no ridículo. Pior ainda, num ridículo pretensioso. Afinal trata-se da adaptação de um romance pastoril, com pastores bem-falantes trajados à moda do século XVII, que vivem num limbo onde se cruzam com ninfas e druidas e que, em vez de se guerrearem ao estilo do Senhor dos Anéis, tecem, em registo teatral, as mais eruditas considerações sobre o amor. Há uma toada naive, em que os anacronismos são assumidos, ao longo de todo o filme. Na verdade, ao exemplo de alguns clássicos gregos, não há qualquer complexidade na trama que impeça a sua compreensão. O seu maior obstáculo é a forma anacrónica de contar a história. Ou seja, a maioria dos espectadores não tem os códigos para compreender, as razões do capricho de Celadon ou por que motivo este não é reconhecido quando se disfarça de mulher.&lt;br /&gt;O realizador, por vezes, chega a pisar essa linha, que separa o idílico do risível. Apesar de dar a ideia de ser um filme do tempo em que ainda não existiam filmes, torna-se, curiosamente, uma obra explicitamente queer, o que, afinal, até lhe concede traços de modernidade.&lt;br /&gt;A personagem principal, um rapaz com traços femininos, aparece-nos como um travesti, e essa sua condição abre, súbita e surpreendentemente, a parte final do filme para um universo de insinuações gay e lésbicas.&lt;br /&gt;O filme não só expõe algumas reflexões sobre a pureza ou a essência do amor, como levanta questões teológicas, na desconstrução do politeísmo até à idolatria do ser amado, com a edificação de um templo para Astrea. Como que admitindo, se Deus é amor, Deus é a mulher amada.&lt;br /&gt;Os amores de Astrée e Celdon pode não ser uma obra-prima tardia de Rohmer, mas é um filme refrescante na sua extemporaneidade, que merece ser visto com olhos limpos de preconceitos e abertos a novas velhas maneiras de contar histórias. Afi nal, esta coisa do amor não é de hoje nem de ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-7076958528423167164?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/7076958528423167164/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=7076958528423167164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7076958528423167164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7076958528423167164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/morreu-eric-rohmer.html' title='Morreu Eric Rohmer'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-1453409719427322492</id><published>2010-01-11T13:15:00.001Z</published><updated>2010-01-11T13:17:43.045Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De olhos bem abertos'/><title type='text'>De olhos bem abertos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S0skq5sJ5vI/AAAAAAAAA44/q2co7J0LYVw/s1600-h/tabela.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 324px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S0skq5sJ5vI/AAAAAAAAA44/q2co7J0LYVw/s400/tabela.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425470495557019378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-1453409719427322492?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/1453409719427322492/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=1453409719427322492' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1453409719427322492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1453409719427322492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/de-olhos-bem-abertos.html' title='De olhos bem abertos'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S0skq5sJ5vI/AAAAAAAAA44/q2co7J0LYVw/s72-c/tabela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-743322080404153733</id><published>2010-01-08T10:26:00.000Z</published><updated>2010-01-08T10:26:00.440Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontros Imediáticos'/><title type='text'>Da BD ao cinema e vice-versa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S0Z6ARTfFhI/AAAAAAAAA4w/S_1HVCA-sBM/s1600-h/abranches.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 233px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S0Z6ARTfFhI/AAAAAAAAA4w/S_1HVCA-sBM/s320/abranches.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424156946278061586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Encontro imediático com Filipe Abranches&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O que mais conta, por vezes, não é o sítio onde se está, mas sim o caminho feito para lá chegar. Senão vejamos: se esta fosse a história de um jovem, de 25 anos, que tirou o curso de cinema e fez um filme, pouco mais haveria para contar que não o próprio filme. Mas esta é a história de um jovem que tirou o curso de cinema, e depois tornou-se um dos mais conceituados autores de BD e ilustração, e, 15 anos depois, realizou um filme. É caso para dizer, as voltas que a vida dá. Que é como quem diz: às vezes é preciso dar uma grande volta para ir passar ao mesmo sítio. Ou à casa ao lado. Tudo isto são códigos para perceber o universo de Filipe Abranches.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Mas vamos devagar, porque esta história mete outra História. A do curso que começou a tirar. Andou pela Faculdade de Letras ainda durante dois anos. Até que, fruto de uma paixão súbita, se inscreveu no Conservatório de Cinema, à revelia dos pais. «Se contei aos meus pais depois de já lá estar», explica. Na altura, só havia bacharelato. O curso terminou depressa. A prática foi menos entusiasmante. Especializou-se em montagem, no corta e cola que, então, ainda era feito manualmente, mas achou tudo extremamente «estranho, burocrático, tecnológico». Não se deu bem com aquele conceito colectivo da arte. «Andei chateado com o cinema, mesmo ao ponto de deixar de ver filmes, passei a ligar mais ao teatro», conta. Uma grande paixão convertida quase em ódio. Mas Filipe Abranches tinha um amor escondido. Desenha desde que se lembra. E, com o cinema de lado, a BD e a ilustração começou a ganhar força.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A banda desenhada, como o próprio salienta, também tem o seu quê de montagem. Está tudo no papel, só que evita a «ditadura da imagem» imposta pelo cinema. Na BD pode-se sempre voltar atrás. «A BD tem um enorme potencial narrativo, pelo simples facto de haver um quadrado ao lado do outro, o que proporciona uma interactividade superior». Explorou o universo dos quadradinhos em inúmeros livros de sucesso. Começou no Clube da Banda Desenhada, e fez álbuns como &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O Diário de K&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Alô? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ou &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;História de Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Entre prémios e distinções, destaque-se um troféu, na Amadora, a Bolsa de Criação atribuída pelo IPLB em 1998, a Bolse Découverte que lhe deu o Centre Nacional du Livre de France, e a participação como ‘Autor Convidado’, no Salon du Livre de Paris. Hoje a Banda Desenhada vai ficando para segundo plano. «Depois do boom dos anos 90, entrou em grande crise», explica. Por isso, limita-se a encomendas. Melhor está o mercado para os ilustradores, e essa tem sido a sua principal actividade. Trabalha regularmente com o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Expresso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; Foi também coordenador do Mestrado de Ilustração da Escola Superior Artística do porto – Pólo de Guimarães, e lecciona no Departamento de Ilustração/Banda desenhada do Ar.Co.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;E o professor, em 2006, voltou à escola… como aluno. Quando o curso de cinema passou a licenciatura, foi convidado a terminá-lo. Reconciliou-se com a sétima arte. E começou a pensar em fazer um filme em outros moldes. Uma obra de autor – salto permitido pela tecnologia. Surgiu assim a ideia de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Pássaros &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;– a adaptação de uma banda desenhada homónima. Dito e feito. Encontrou um produtor, recebeu o subsídio do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:stockticker&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ICA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:stockticker&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; e, dois anos depois, estavam prontos os sete minutos de filme. Sete minutos de invulgar beleza, a preto sobre o branco, como nos habitou nos seus desenhos. «É um filme de autor até ao final cut», afirma. E não houve nada que não passasse por ele, desde o desenho, frame por frame, até à música, criada pelo próprio, em busca de um som «rarefeito». Entre os talentos escondidos, Abranches toca guitarra. Quem viu gostou. Pelo menos, foi essa a opinião dos júris do Indie Lisboa, que lhe atribuiu o prémio de realização, e do Cinanima, que deu a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Pássaros &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;o Prémio Tobis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;E a verdade é que lhe retomou o gosto. Filipe Abranches prepara já o próximo filme. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Sanguetinta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, assim se chama, mistura imagem real e a sinopse promete: um marinheiro e uma fadista acham-se num encontro amoroso, mas são as suas tatuagens animadas que contam as histórias. No seu atelier na Baixa de Lisboa, Filipe Abranches explica o projecto. Já tem um molho de folhas desenhadas, com estudos de personagem, esboços, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;story boards &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;e até alguns frames. Depois olha, para o plano do projecto. Se tudo correr como o previsto, estará pronto lá para 2012… Dura apenas sete minutos…Sete longos minutos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-743322080404153733?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/743322080404153733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=743322080404153733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/743322080404153733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/743322080404153733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/da-bd-ao-cinema-e-vice-versa.html' title='Da BD ao cinema e vice-versa'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S0Z6ARTfFhI/AAAAAAAAA4w/S_1HVCA-sBM/s72-c/abranches.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-3770443150770399869</id><published>2010-01-07T11:43:00.005Z</published><updated>2010-01-07T23:54:55.687Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frames'/><title type='text'>Ainda vai a tempo para um último balanço do ano?</title><content type='html'>Lista dos dez melhores filmes (longas) estrangeiros que estrearam em Portugal em 2009, segundo AMC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/08/quando-o-heroi-e-vilao.html"&gt;1 - INIMIGOS PÚBLICOS, de Michael Mann&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/08/o-ultimo-filme-de-tarantino-de-a-z.html"&gt;2- SACANAS SEM LEI, de Quentim Tarantino&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/03/pedido-de-um-leitor.html"&gt;3- O LEITOR, de Stephen Daldry&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/01/reviver-o-passado-em-beirute.html"&gt;4- VALSA COM BASHIR, de Ari Folman&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;5- A DÚVIDA, de John Patrick Shanley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/03/o-homem-que-rosna.html"&gt;6- GRAN TORINO, de Clint Eastwood&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/02/os-suspeitos-do-costume.html"&gt;7- REVOLUTIONARY ROAD, de Sam Mendes&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/02/nocturno-indiano.html"&gt;8- SLUMDOG MILLIONAIRE, de Danny Boyle&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/os-outros-que-somos-nos.html"&gt;9- ÁGORA, de Alejandro Amenábar&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/os-novos-strumpfs.html"&gt;10- AVATAR, de James Cameron&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E AINDA...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/05/menina-vampiro-precisa-de-amigos.html"&gt;10 (ex-equo) -DEIXA-ME ENTRAR, de Tomas Alfredson&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-3770443150770399869?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/3770443150770399869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=3770443150770399869' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3770443150770399869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3770443150770399869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/ainda-vai-tempo-para-um-ultimo-balanco.html' title='Ainda vai a tempo para um último balanço do ano?'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-1328480087370645965</id><published>2010-01-06T10:35:00.000Z</published><updated>2010-01-06T10:35:00.487Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='4 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Israel não está para brincadeiras</title><content type='html'>&lt;ul&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;$ 9,99, de Tatia Rosenthal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 107px; height: 16px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S0PQctX2FYI/AAAAAAAAA4o/7zloCPeOKAQ/s200/olhazul4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423407567918732674" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/44lh-RvV4NM&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/44lh-RvV4NM&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;Um filme sobre pais e filhos não é necessariamente  um filme para pais e filhos. E este deveria ser apresentado com uma bolinha  vermelha para salientar o facto de não se tratar de mais uma animação  natalícia.&lt;i&gt; $ 9,99&lt;/i&gt; não é um filme para crianças. O que, por si só, é um  fenómeno raro entre o que por cá se estreia em sala. Mais raro ainda, é que nem  sequer é um filme para adolescentes. Dói onde as animações normalmente não  magoam: no fundo da alma.&lt;/p&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Enfim, o Médio Oriente já nos tem habituado a olhar  o futuro sem contemplações animadas. Dali veio&lt;i&gt; Persepolis&lt;/i&gt;, de Marjane  Satrapi. E de Israel estreou-se o ano passado&lt;i&gt; Valsa com Bashir&lt;/i&gt;, de Ari  Folman, uma incomodativa obra sobre a guerra e os seus fantasmas.&lt;i&gt; $ 9,99&lt;/i&gt;  é uma espécie de reverso da medalha: e o que se passa na paz. Pois é o filme da  grande depressão do Ocidente, da incomunicabilidade da sociedade contemporânea,  dos desajustes sociais, do fim do mundo, dessa imensa solidão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Não nos deixemos distrair pela ambiguidade  geográfica. O filme é uma co-produção israelo-australiana (vá-se lá saber como  aconteceu tal coisa) e supostamente passa-se em Sidney. Contudo a realizadora,  Tatia Rosenthal, e o argumentista/autor dos contos que originaram o filme, Etgar  Keret, são ambos israelitas. Ao contrário do que acontece com&lt;i&gt;  Pers&lt;/i&gt;&lt;i&gt;e&lt;/i&gt;&lt;i&gt;polis&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; Valsa com Bashir&lt;/i&gt; e a esmagadora maioria do  que se estreia,&lt;i&gt; $ 9,99&lt;/i&gt; é uma animação de volumes em&lt;i&gt;  stop-motion&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;A cena inicial, anterior ao genérico, dá o tom ao  filme. É uma pequena cena de encontro de solidões, um dialogo surdo, que  subitamente revela uma aspereza mortal, mantendo sempre inteligência no humor.  Se esta cena inicial fosse uma curta-metragem receberia prémios em alguns  festivais da especialidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Num mundo tão agreste não admira que a personagem  principal, ou melhor, aquela com a qual mais facilmente nos identificamos,  consuma  furiosamente livros de auto-ajuda. Também há um anjo rezingão, de  humor  corrosivo, que por cima da pergunta: Deus existe?, levanta uma outra: e  se Deus for mau?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Num mundo destes até os anjos se deprimem, e por  isso não voam, os homens transformam-se literalmente em objectos, à mercê dos  caprichos de uma mulher bonita, e a ausência de comunicação obriga a criação de  amigos imaginários. Tudo isto à volta de um prédio que gravita, por acaso em  Sidney, mas que poderia ser de qualquer cidade infeliz do ocidente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;A sociedade fica desossada tal como a mais vazia das  personagens, mas nem todas as asas se fecham, há um imperativo moral que perdura  e faz com que o filme termine em esperança, para isso há que reinventar  mecanismos de evasão, recuperar a vida na velhice, fumar um charro, aprender a  nadar como os golfinhos.&lt;i&gt; $ 9,99&lt;/i&gt; passou no Monstra de 2008 e agora,  felizmente, chega às salas. Sem a terceira dimensão... mas com todas as  outras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-1328480087370645965?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/1328480087370645965/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=1328480087370645965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1328480087370645965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1328480087370645965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/israel-nao-esta-para-brincadeiras.html' title='Israel não está para brincadeiras'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/S0PQctX2FYI/AAAAAAAAA4o/7zloCPeOKAQ/s72-c/olhazul4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-6170038011466966967</id><published>2010-01-05T10:30:00.000Z</published><updated>2010-01-05T10:30:00.939Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>O deus das pequenas coisas</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;O Sítio das Coisas Selvagens, de Spike Jonze&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317301584927084802" style="WIDTH: 80px; CURSOR: hand; HEIGHT: 17px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnoUzUQI/AAAAAAAAAKg/zrNkEafH6eo/s200/olhamar3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Gkc-z0UhBko&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Gkc-z0UhBko&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No novo filme de Spike Jonze abre-se um portal directamente para dentro da cabeça de um miúdo de nove anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma parte no documentário As Praias de Agnés em que a realizadora francesa - a propósito de uma senhora tão octogenária quanto ela, mas com a memória algo fracturada - reivindica o direito a divagar. Aliás, o seu último filme é um bocado isto: uma digressão pelas curvas e outras circunvalações da mente. O direito a divagar, a ser estupendamente incoerente, delirantemente imponderado, inconsequentemente derivativo. Um misto entre liberdade e insubmissão a que só temos direito, com toda a legitimidade possível, duas vezes na vida: Quando se tem muito passado por detrás, como é o caso de Agnés; Ou quando se tem muito futuro pela frente, como é o caso do pequeno Max, do filme O Sítio das Coisas Selvagens (estreia-se dia 4 de Janeiro), realizado pelo também indomesticado Spike Jonze. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Baseado no minimalista e muito bem ilustrado livro, de 1963, que se tornou num clássico dentro do universo infantil anglo-saxónico – Where de the Wild Things Are, de Maurice Sendak o filme expande a história de um menino vestido de lobo muito indisciplinado, que faz uma birra, é mandado para o quarto e evade-se num barco para um mundo cheio de monstros e coisas selvagens. Depois passa-lhe a birra, regressa e come o jantar. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem pensa que este é um filme para crianças, engana-se. Quem pensa que este é um filme para adultos, engana-se também. E quem ainda estranha que, depois dos magníficos guiões de Charlie Kaufman, em Queres ser John Malkovitch? (1999) ou Inadaptado (2002), Spike Sonze tenha transitado para um clássico infantil, bem pode entranhar: O Sítio das Coisas Selvagens é um item perfeitamente lógico na filmografia de Jonze. O que lhe interessa, mais uma vez, é imergir em universos paralelos e alternativos, saltar para dentro de tocas de coelho branco, onde vigora os mais absurdos códigos legislativos. Seja dentro da cabeça de John Malkovitch, seja dentro desta ilha habitada por monstros esquisitos e selvagens. No delirante filme de 1999, um grupo descobre, num meio-andar onde só se anda curvado, um portal que vai ter directamente à cabeça do actor Malkovitch. Aqui, Jonze desvenda o que vai na cabeça de um miúdo de oito anos. O que é igualmente fascinante. Porque dentro da cabeça de um miúdo de nove anos existe a nossa última ração de saudável incoerência e de indomável selvajaria. É uma espécie de liberdade condicional, vai durar pouco, não tarda nada já estamos socialmente aptos e formatados. Já só poderemos voltar a ser um bocadinho loucos lá para os setenta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra do nunca&lt;br /&gt;O filme abre com uma sequência, cheia de música e ritmo, em que Max vestido de lobo (numa interpretação comovente de um outro Max actor: Max Records) persegue o cão da família pela casa numa turbulência alucinante. Ele é um miúdo. Pleno de energia, desassossegado e bi-polar. Passa da alegria eufórica ao desgosto lancinante, para esquecer de tudo logo a seguir. Tem ataques de fúria e de absoluta felicidade. Tão depressa está às gargalhadas numa luta de bolas de neve, como a seguir solta lágrimas, porque os meninos mais velhos, amigos da irmã adolescente, lhe destroem o buraco na neve. Um miúdo, enfim. Solitário, como todos os outros da sua idade que vivem num mundo de adultos, onde há o aquecimento global e mães que estão a preparar o jantar, em vez de ir conviver com os filhos para debaixo de um forte improvisado no quarto, com os outros bonecos de peluche. Max quer atenção, irrita-se com a mãe, está descontrolado e parte para este mundo onde os seres são monstruosos e ainda selvagens (leia-se: muito mais interessantes). Aqui, nesta ilha inexistente, os habitantes anseiam por um rei para os (des)governar. Mas também eles terão de aprender a controlar as suas emoções. Estes monstros estão mais preocupados com brincadeiras altamente destrutivas, em pregar partidas, atirar-se uns para cima dos outros, rebolar-se nas descidas, sujar-se na terra. Preocupam-se com paus, e buracos, e bolas de lama. E em construir fortes, onde só pode entrar «as pessoas de que gostam». &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Também há mágoas aqui, também se sofre. Sonze povoa esta ilha alternativa de ecos da primeira parte do filme, como réplicas distorcidas de um sonho. Max e os seus monstruosos e fofinhos amigos partem para guerras, dedicam-se a brincadeiras como se elas fossem a coisa mais urgente do mundo, mas no minuto seguinte, já mudaram de jogo e de amigos. Porque são saudavelmente incoerentes e imprevisíveis. Porque podem. Porque são miúdos. Sniffff...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-6170038011466966967?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/6170038011466966967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=6170038011466966967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/6170038011466966967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/6170038011466966967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/o-deus-das-pequenas-coisas.html' title='O deus das pequenas coisas'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnoUzUQI/AAAAAAAAAKg/zrNkEafH6eo/s72-c/olhamar3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-7890287848270408086</id><published>2010-01-04T14:29:00.000Z</published><updated>2010-01-04T14:29:17.264Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frames'/><title type='text'>Os melhores filmes de 2009 (MH)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Apenas filmes estreados em sala em Portugal. Aqui vai a lista...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gN-67B8tI9E&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gN-67B8tI9E&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/03/o-homem-que-rosna.html"&gt;Gran Torino, de Clint Eastwood&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/05/menina-vampiro-precisa-de-amigos.html"&gt;Deixa-me entrar, de Tomas Alfredson&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/idade-das-borbulhas.html"&gt;Afterschool, de António Campos&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4 O Casamento de Rachel, de Jonathan Demme&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5 &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/07/apocalipse-sentimental.html"&gt;Duplo Amor, de James Gray&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/06/o-miudo-o-filho-e-o-rapaz.html"&gt; Histórias de Caçadeira, de Jeff Nichols&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/09/o-cinema-vinga-se-da-historia.html"&gt; Sacanas sem Lei, de Quentin Tarantino&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/02/os-suspeitos-do-costume.html"&gt; Revolutionary Road, de Sam Mendes&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9 &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/03/pedido-de-um-leitor.html"&gt;O Leitor, de Stephen Daldry&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;10 &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/04/as-mulheres-sem-cabeca.html"&gt;Histórias de Cabaret, de Abel Ferrara&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-7890287848270408086?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/7890287848270408086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=7890287848270408086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7890287848270408086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7890287848270408086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/01/os-melhores-filmes-de-2009-mh.html' title='Os melhores filmes de 2009 (MH)'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-8309655008025023997</id><published>2009-12-30T10:33:00.002Z</published><updated>2009-12-30T10:33:00.191Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>Águas passadas</title><content type='html'>Águas passadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Deixa Chover, de Agnès Jaoui &lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317301584927084802" style="WIDTH: 80px; CURSOR: hand; HEIGHT: 17px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnoUzUQI/AAAAAAAAAKg/zrNkEafH6eo/s200/olhamar3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6TfMV4h16lU&amp;amp;hl=en_GB&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6TfMV4h16lU&amp;amp;hl=en_GB&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São filmes como Deixa Chover que nos fazem acreditar que existe vida para além das grandes produções americanas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o silêncio ocupa espaço, e tudo parece denso e viscoso... Quando já não há nada para dizer... Quando parece que o mundo inteiro se uniu para nos tramar... Nem tudo está perdido: ainda resta o estado do tempo (ou o das estradas) para culpar e caluniar e maldizer e descarregar em cima dele. O tempo tem as costas largas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Deixa Chover&lt;/em&gt; (agora em cartaz), o novo filme da actriz/argumentista/realizadora/cantora francesa Agnès Jaouiu, as personagens femininas passam a vida a injuriar a meteorologia: porque está frio, porque chove, porque está desagradável... E esfregam os ombros, queixam-se da intempérie, arrepiam-se com os ventos hostis. A realizadora que, recentemente, passou por Portugal a apresentar o seu filme, durante a 10ª Festa do Cinema Francês, explicou à VISÃO que, enquanto escrevia o guião, com o seu companheiro de aventuras cinematográficas e de vida (o também actor e co-argumentista Jean-Pierre Bacri), calhou ouvir a música L’Orage, de George Bressens. Cujo primeiro verso diz justamente «Fala-me da chuva e não do bom tempo». «As pessoas, mesmo as mais racionais, têm tendência para atribuir culpas ao tempo, quando estão deprimidas», comenta. Como se os grandes deuses do clima lançassem lá de cima a sua fúria para perseguir pessoalmente aqueles que já se sentem miseráveis cá em baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de &lt;em&gt;O Gosto dos Outros &lt;/em&gt;(2000) e de &lt;em&gt;Olhem para Mim&lt;/em&gt; (2004), a cineasta reaparece com uma comédia amarga de uma simplicidade aparente. Agathe Villanova (a própria Jaoui), uma escritora de sucesso parisiense, activista feminista, recém ingressada na política regressa à terra-natal, por dez dias, para participar numa convenção do partido que a elegerá, em virtude das quotas para mulheres. Volta a casa da mãe, morta há um ano, onde vive a irmã e uma velha criada argelina. Entretanto, o filho da empregada (Jamel Debbouze), recepcionista num hotel menor, quer realizar um documentário sobre Agathe, com um seu colega mais experiente - e aqui entra em cena o fantástico Jean-Pierre Bacri que desempenha a mais incrível personagem. Ele é um falhado. Falhou na profissão, falhou no casamento, na relação com o filho, na relação com a amante. Ele é desajeitado, embaraça os restantes com os seus ridículos malogros, está sempre a perder os óculos, a esquecer-se da bateria da câmara, estaciona o carro no lugar errado. E no entanto, é um optimista delirante, todos nós conhecemos pessoas assim, e geralmente não gostamos de as ter por perto. Jaoui volta ao seu tema de sempre: a capacidade de se meter na pele dos outros. E o desconforto que essa transmutação pode causar. Porque metermo-nos na pele do outro é sempre um confronto connosco próprios. E com os nossos falhanços pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A deputada e escritora de sucesso é uma falhada sentimental. O filho da empregada aspira a realizador, mas não foi além de recepcionista. A irmã carrega sobre si o ressentimento fraternal. Durante os dez dias em que decorre a história, todos estes falhanços se vão revelando, descosendo e enredando, num guião bem urdido e subtil. Quando cá esteve, a realizadora explicou que talvez seja esta a marca de um filme europeu: não se pode resumir em duas linhas como os guiões americanos. Porque há túneis, portas secretas que tocam as pessoas noutros nervos. Agnès Jaoui é, ela própria, uma figura singular, esforça-se por falar português numa peculiar salsada entre o espanhol e o sotaque brasileiro. Adora línguas, confessa. Viveu três meses no Brasil, durante o processo de adopção de dois meninos, adora cantar bossa-nova e fado, achou a exposição da Amália «muito legal». E perante a audiência, na ante-estreia, entoa: «Quando a tristeza me invade...» E a plateia riposta: «Canto o fado...» Jaoui exulta. «Eu estava ‘em ganas’ para vos ouvir cantar».&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-8309655008025023997?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/8309655008025023997/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=8309655008025023997' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/8309655008025023997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/8309655008025023997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/aguas-passadas.html' title='Águas passadas'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZnoUzUQI/AAAAAAAAAKg/zrNkEafH6eo/s72-c/olhamar3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-4871426104649413649</id><published>2009-12-29T10:35:00.001Z</published><updated>2009-12-29T10:35:00.080Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2 estrelas'/><title type='text'>O futuro noutra dimensão</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Avatar, de James Cameron&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 53px; height: 17px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/Szafz6qpo8I/AAAAAAAAA4g/tN96XjjvH2s/s200/olhazul2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419694915857261506" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/d1_JBMrrYw8&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/d1_JBMrrYw8&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Provavelmente, é o filme mais aguardado do ano,  devido à sua desenvoltura técnica e é tido como o mais sério teste à tecnologia  3 D. Mas, apesar de tudo, trata-se de cinema, e deve ser apreciado como tal. Ou  será que aqui deve entrar no domínio de alguma outra arte, talvez a pirotecnia.  Não,&lt;i&gt; Avatar&lt;/i&gt; é um filme, que se inscreve no domínio do entretenimento mais  puro à americana, mas não deixa de ser um filme.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Para já há a novidade (ainda é novidade apesar das  primeiras experiências 3D terem sido feitas nos anos 60): é a primeira vez que  um grande nome de Hollywood, James Cameron (&lt;i&gt;Titanic&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; Exterminador  Implacável&lt;/i&gt;…), investe na tecnologia. Até agora, as cada vez mais recorrentes  experiências do meio, têm sido feitas, essencialmente, no domínio da animação,  terror e concerto-filmado. Avatar ficará na história, independentemente do seu  interesse como objecto artístico, como a primeira grande aposta de Holywood no  3D. E a esse nível, para já, não temos grandes termos de comparação. É seguro,  no entanto, que melhores filmes virão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;De momento, um objectivo está conseguido. Com o 3D o  cinema recupera a sua dimensão de espectáculo único e irrepetível (sol de pouca  dura?), que só pode ser plenamente usufruído numa sala própria para o efeito,  afastando assim alguns fantasmas, como o levantado por Michelangelo Antonioni,  que adivinhava a convergência de cinema e televisão para um único meio (com a  diminuição dos ecrãs do primeiro e o aumento exponencial do segundo). O simples  acto de colocar os óculos para ver um filme provoca uma expectativa emocional e  uma predisposição para o deslumbramento. Há uma mudança na acção de ver um  filme. Simultaneamente, o facto de ser novidade, pode criar algumas barreiras ao  envolvimento, há um exibicionismo técnico que por vezes se sobrepõe ao  chamamento narrativo, que faz com que, mais dificilmente, as pessoas se esqueçam  que estão numa sala de cinema. Nesse sentido o 2D é mais realista. A referência  que temos para alguns planos de Avatar são aquelas imagens hologrâmicas que se  vendem de Nossa Senhor de Fátima ou de Jesus Cristo a abrir e fechar os  olhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;A tridimensionalidade de&lt;i&gt; Avatar&lt;/i&gt; é  desenvolvida de forma prodigiosa, embora pareça claro que a tecnologia, caso  vingue, ainda tem muito que se apurar. Se não fosse este relevantíssimo pormenor  de ser filmado em 3D,&lt;i&gt; Avatar&lt;/i&gt; dificilmente teria o mesmo sucesso que  outras obras de Cameron. Embora, nem por isso, seja um objecto desprezível. A  verdade é que, enquanto cinema de ficção científica ou aventura, muitas outras  obras, sem recorrer às três dimensões, conseguem provocar emoções mais fortes.  Mesmo ao nível do cinema-montanha-russa. Qualquer filme do género de Steven  Spielberg é superior a isto. Qualquer&lt;i&gt; Indiana Jones&lt;/i&gt;&lt;i&gt;, Senhor dos  Anéis&lt;/i&gt; ou&lt;i&gt; Parque Jurássico&lt;/i&gt; funciona melhor enquanto espectáculo de  entretenimento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Fora disso,&lt;i&gt; Avatar&lt;/i&gt; é um filme com muitas  debilidades, na sua obsessão por obedecer aos parâmetros mainstream. São frágeis  os diálogos, sobretudo as deixas de Sam Worthington, que está sempre a mandar  piadinhas à Bruce Willis, mas como metade da graça. A história é de uma  previsibilidade enfadonha e uma moral belicista americana.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Em&lt;i&gt; Planeta 51&lt;/i&gt;, um filme de animação  espanhol-americano recentemente estreado, um astronauta aterra num planeta  distante que, para seu espanto e susto, está habitado por criaturas em tudo  iguais aos terráqueos, só que são verdes e vivem nos anos 60. Em&lt;i&gt; Avatar&lt;/i&gt;  passa-se algo de parecido, as criaturas alienígenas somos nós, entes de nos  tornarmos no monstro de nós próprios. Aqui, a expressão Novo Mundo, usada pelos  descobridores dos séculos XV e XVI para descrever as Américas, ganha expressão  literal. O planeta Pandora é habitado por… índios. E o Homem, perante o  desconhecido, prepara-se para cometer os meus erros: não aceita o outro e por  isso destrói-o. Há uma mensagem ecológica, bastante actual, subjacente à  narrativa. O Homem destrói tudo o que é belo. Pena é que as personagens,  fardadas de estereótipos, raramente tenham duas dimensões, quanto mais três. Os  próprios índios e animais alienígenas são pouco imaginativos no design.  Mantém-se uma ideia westerniana de domar os cavalos e, a melhor solução, é a  trança que os alienígenas possuem e serve de elo de ligação à  natureza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Depois de&lt;i&gt; Avatar&lt;/i&gt;, outros filmes em 3D virão,  mesmo sabendo que vozes autorizadas, como Francis Ford Coppola e David  Cronenberg afirmem que o futuro não é por aqui. Mas, então, por onde  será?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-4871426104649413649?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/4871426104649413649/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=4871426104649413649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4871426104649413649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4871426104649413649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/o-futuro-noutra-dimensao.html' title='O futuro noutra dimensão'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/Szafz6qpo8I/AAAAAAAAA4g/tN96XjjvH2s/s72-c/olhazul2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-9193881292294299226</id><published>2009-12-28T10:40:00.000Z</published><updated>2009-12-28T10:40:00.421Z</updated><title type='text'>Os melhores filmes portugueses de 2009</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ana Margarida de Carvalho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 - &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/04/ainda-se-morre-de-amor.html"&gt;Um Amor de Perdição, de Mário Barroso&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 -&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/11/arte-de-pedro-costa.html"&gt; Ne Change Rien, de Pedro Costa&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 - &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/10/morrer-dormir-dormir-sonhar-talvez.html"&gt;Morrer como um Homem, de José Pedro Rodrigues&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4 -&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/05/paisagem-emocional.html"&gt; A Zona, de Sandro Aguilar&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5 - &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/05/casas-de-sonho.html"&gt;As Operações SAAL, de João Dias&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Manuel Halpern&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 - &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/11/arte-de-pedro-costa.html"&gt;Ne Change Rien, de Pedro Costa&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 - &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/05/paisagem-emocional.html"&gt;A Zona, de Sandro Aguilar&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 -&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/10/viver-como-uma-mulher.html"&gt; Morrer como um Homem, de José Pedro Rodrigues&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4 - &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/04/ainda-se-morre-de-amor.html"&gt;Um Amor de Perdição, de Mário Barroso&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5 - &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/11/sai-pra-rua.html"&gt;Ruas da Amargura, de Rui Simões&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inquérito Final Cut&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 - &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/11/arte-de-pedro-costa.html"&gt;Ne Change Rien, de Pedro Costa&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 - &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/05/paisagem-emocional.html"&gt;A Zona, de Sandro Aguilar&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 -&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/10/viver-como-uma-mulher.html"&gt; &lt;/a&gt;&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/04/ainda-se-morre-de-amor.html"&gt;Um Amor de Perdição, de Mário Barroso&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/04/ainda-se-morre-de-amor.html"&gt;&lt;/a&gt;4- &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/10/viver-como-uma-mulher.html"&gt;Morrer como um Homem, de José Pedro Rodrigues&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;5 - &lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/01/faca-na-liga.html"&gt;Veneno Cura, de Raquel Freire&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/01/faca-na-liga.html" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;Só contámos com longas metragens estreadas em sala, em Portugal, durante o ano de 2009&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/01/faca-na-liga.html"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-9193881292294299226?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/9193881292294299226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=9193881292294299226' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/9193881292294299226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/9193881292294299226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/os-melhores-filmes-portugueses-de-2009.html' title='Os melhores filmes portugueses de 2009'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-1291029888033174545</id><published>2009-12-23T13:23:00.002Z</published><updated>2009-12-23T13:33:31.683Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='videovigilancia'/><title type='text'>A melhor canção natalícia do mundo</title><content type='html'>5 noites, 5 filmes e uma canção natalícia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FINAL CUT apresenta-lhe um calendário com os melhores DVD para ver nestes dias ensanduichados entre as festas do Natal e do fim de ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/U0kJHQpvgB8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/U0kJHQpvgB8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 26&lt;br /&gt;PONYO À BEIRA-MAR&lt;br /&gt;de Hayao Miyazaki&lt;br /&gt;Castelo Lopes&lt;br /&gt;No rescaldo do Natal, com papéis de embrulho ainda pelo chão, e o cheiro a sonhos ainda pelo ar, sugere-se um filme (também ainda) de comunhão familiar. O filme é para maiores de 6 anos, mas tem a garantia de deslumbrar adultos. A versão nipónica da A Pequena Sereia, de Hans C. Andersen, dá-lhe as tréguas natalícias de permanecer fora deste mundo por 100 minutos de imersão total na animação sem arestas do mestre Hayao Miyazaki. Depois de O Castelo Andante, é a vez de uma história, cheia de mar e fantasia, de um menino que encontra na praia um peixe vermelho preso num frasco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 27&lt;br /&gt;ANDANDO&lt;br /&gt;de Hirokazu Kore-eda&lt;br /&gt;Atalanta&lt;br /&gt;Quem disse que as famílias normais não tinham nada de especial? Talvez um dos melhores filmes que esteve em sala durante este ano – quem o perdeu pode aproveitar para o ver... em família. Do mesmo realizador de Ninguém Sabe (com o qual partilha, aliás, uma actriz), Andando acompanha 24 horas da vida de uma família japonesa reunida em casas dos avós, que, nestas alturas de encontro, é igual a todas as outras, com seus ressentimentos, segredos e memórias. Dois avós, dois filhos, três netos, uma nora e um genro, cujas relações se movem com pinças, ou com pauzinhos de comer, já que neste encontro se misturam, com uma subtileza rara, sentimentos e gastronomia. E borboletas amarelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 28&lt;br /&gt;SÉRAPHINE&lt;br /&gt;de Martin Provost&lt;br /&gt;Atalanta&lt;br /&gt;O filme que arrebatou os césares do cinema francês deste ano tem o imenso mérito de nos apresentar uma figura, cinematograficamente muito poderosa, da história da arte. Entre a primeira guerra e a depressão económica, na França rural, uma mulher meio esgrouviada esfrega o chão dos outros com as suas mãos grossas. À noite, no seu quarto sórdido, enquanto entoa cânticos religiosos, pinta telas delicadas, com as suas mãos finas. A actriz belga Yolande Moreau faz aqui uma excelente composição da personagem de uma pobre louca que ousou afirmar-se como artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 29&lt;br /&gt;400 ANOS DE MONTY PYTHON&lt;br /&gt;de Monty Python&lt;br /&gt;O ano está quase a acabar, portanto, se teve a sorte de receber (ou a generosidade de oferecer a alguém próximo) esta fantástica caixa, aproveite para se reabastecer de uma boa fornada do melhor humor de todos os tempos. É que vai precisar dele para o próximo ano... A edição comemorativa dos 40 anos dos «fabulosos seis», desde a sua estreia, em 1969, na BBC britânica, contém todos os sketchs dos 45 episódios da série Flying Circus, as duas longas A Vida de Brian e o Cálice Sagrado, o espectáculo que os Monty Phyton deram ao vivo em Hollywood Bowl e ainda um disco de bónus com reportagens inéditas.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 30&lt;br /&gt;O FEITICEIRO DE OZ&lt;br /&gt;de Victor Fleming&lt;br /&gt;Warner Bros&lt;br /&gt;E pronto, fim do prazo para pôr em dia a sua cultura visual. Mais uma obra de sempre para (re)ver em família. Esta edição comemorativa dos 70 anos do filme (estreou-se em 1939), vem equipada com um versão sing-along, para cantar o Somewhere Over the Rainbow, com a Dorothy e os seus três amigos. O ano velho está a ficar para trás, meio enublado, tal como a sequência, no Kansas, a preto e branco. Mais vale ver o futuro nas inigualáveis cores do Technicolor, agora restauradas digitalmente. E, em 2010, não se esqueça: siga sempre pela estrada de tijolos amarelos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-1291029888033174545?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/1291029888033174545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=1291029888033174545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1291029888033174545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1291029888033174545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/melhor-cancao-natalicia-do-mundo.html' title='A melhor canção natalícia do mundo'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-9006733586332386078</id><published>2009-12-22T10:24:00.000Z</published><updated>2009-12-22T10:24:00.097Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='videovigilancia'/><title type='text'>E neste Natal a minha prenda eu quero que seja...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Rohmer contra Rohmer&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bowl-mBK1aA&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bowl-mBK1aA&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este Natal vamos ter Eric Rohmer em dose dupla. Ou mais ainda: são dez os filmes do realizador francês editados pela consoada. Juntam-se os seis da série &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Lendas e Provérbios&lt;/i&gt; ao quatro dos Contos das Estações, e ficamos com uma ideia da grandeza deste realizador singular. A Atalanta já tinha editado, no final do ano passado, os seus &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Contos Morais&lt;/i&gt;, obras essenciais do início de carreira, fundamentais para definir o seu estilo e a sua pertinência enquanto voz da Nouvelle Vague. Agora sai este conjunto de seis filmes, com uma unidade temática, a que Rohmer dedicou praticamente toda a década de 80. A cada filme corresponde um provérbio. A série começa, logo em 1980, com &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;A Mulher do Aviador&lt;/i&gt;, um história simples de desencontros amorosos, em que passado irrompe no presente de forma misteriosa. Passa para &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Um Belo Casamento&lt;/i&gt;, com contornos mais próximos de um drama psicológico, centrado nas contradições amorosas de Sabine (interpretada por Béatrice Romand). A obra maior da série talvez seja &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Pauline na Praia&lt;/i&gt;, que ganhou o Prémio da Critica no Festival de Berlim. A história de uma jovem, de 15 anos, que aprende, cruelmente, a ser adulta. Em &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Noites de Lua Cheia&lt;/i&gt;, destaca-se a interpretação magnífica de Pascale Ogier, porventura a melhor da sua carreira, que lhe valeu um prémio em Veneza. O Leão de Ouro foi entregue ao filme seguinte, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;O Raio Verde&lt;/i&gt;, considerado uma das obras primas de Rohmer. A série termina com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;O Amigo da Minha Amiga,&lt;/i&gt; que, como o nome indica, fala de duas mulheres apaixonadas pelo mesmo homem. Esta caixa, à venda exlusivamente na FNAC, inclui ainda preciosos extras, como entrevistas ao realizador e alguns actores.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Seguindo a fascinante obra de Eric Rohmer, a Midas edita, em conjunto e em separado, a tetralogia das estações, a que o realizador dedicou grande parte dos anos 90. A época do ano condiciona o espírito e os amores. Novamente, Rohmer foca-se nas relações humanas, nas paixões e desamores, em busca de uma essência amorosa. Assim acontece em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Conto de Primavera&lt;/i&gt;, logo em 1990. No de Inverno, imperam as saudades de um Verão, num filme que ganhou o Prémio da Crítica em Berlim (1992). Eric Rohmer interrompeu a tetralogia com dois outros filmes até que, quatro anos depois de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Conto de Inverno&lt;/i&gt;, mostrou o seu &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Conto de Verão&lt;/i&gt;, que como se pedia fala da volatilidade das paixões. Acaba no Outono, em 1998, para falar do amor numa idade mais avançada, onde as paixões ganham outros contornos. Apaixonante é a obra de Rohmer, realizador que está quase a fazer 90 anos, e continua com uma vitalidade que só não nos impressiona mais, porque temos por cá o exemplo extremo de Oliveira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Varda a ver o mar&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Femininista, activista, cidadã mundo, Agnés Varda é uma mulher entre homens na Nouvelle Vague francesa (apesar de ser belga). Em &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;As Praias de Agnés&lt;/i&gt;, filme que teve um enorme sucesso em Lisboa, estando vários meses em cartaz, faz uma espécie de retrato autobiográfico. E a sua vida é tão rica que, por exemplo, o facto de ter conhecido Jim Morrison ocupa apenas uns segundos na película. Mais importante foi a sua relação com Jacques Demy, seu marido, e grande figura do cinema francês. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;As Praias de Agnés&lt;/i&gt; é agora editado em &lt;st1:stockticker&gt;DVD&lt;/st1:stockticker&gt;, numa edição repleta de extras, incluindo uma entrevista à realizador, que este ano passou por Portugal (o JL também a entrevistou). Entretanto, também foram lançados outros dois filmes marcantes da carreira de Agnés Varda: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Sem Eira nem Beira&lt;/i&gt;, de 1985, com Sandrine Bonnaire; e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Duas Horas na Vida de uma Mulher&lt;/i&gt;, uma espécie de filme-ensaio, numa zona de fronteira de géneros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Um amor de Perdição&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O artigo indefinido não está lá por acaso. Mário Barroso, director de fotografia de parte da obra de Manoel de Oliveira, quis fazer uma versão actualizada da célebre história contada no romance Camilo Castelo Branco. Porque há histórias que se repetem ao longo dos tempos. Então fez &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Um Amor de Perdição&lt;/i&gt;, como quem faz &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Um Romeu e Julieta&lt;/i&gt;, porque na adolescência tudo é eterno e por vezes fatal. Recontextualizou a trama numa Lisboa abastada e revelou um novo e bom actor para o cinema português, Tomás Alves. Além disso, é de destacar a actuação de Catarina Wallenstein, actriz que esteve em grande durante 2008, bem como a dos experientes Rui Morrison, Ana Padrão e Virgílio Castelo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A segunda obra de Mário Barroso, depois de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Milagre Segundo Salomé&lt;/i&gt; (a partir de José Rodrigues Miguéis) é a pré-candidata ao Óscar para o Melhor Filme Estrangeiro por Portugal, mas é pouco provável que chegue a Hollywood. Aliás, seria um feito inédito. Esta edição em &lt;st1:stockticker&gt;DVD&lt;/st1:stockticker&gt; contém dois discos. O primeiro com o filme, e o outro cheio de extras, incluindo entrevistas ao realizador e aos actores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Coisas para rir&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O humor em Portugal nunca mais foi o mesmo desde que o quarteto Gato Fedorento fez a sua revolução na televisão portuguesa. Com uma hábil gestão de carreira, o grupo opta por longos intervalos. Após o fim da série &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Esmiuçar os Sufrágios&lt;/i&gt;, suspenderam por tempo indefinido o seu regresso à televisão. Durante este jejum, a privação do seu humor pode ser compensada com recurso a &lt;st1:stockticker&gt;DVD&lt;/st1:stockticker&gt;. Como esta caixa de cinco discos, dedicada à série Zé Carlos. Estão aqui todos os episódios que passaram na &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;SIC&lt;/i&gt;, num programa com um formato parecido com &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Diz que é uma espécie de magazine&lt;/i&gt;, em que os humoristas se servem da actualidade, recorrendo frequentemente a imitações. A caixa inclui um precioso bónus: a &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Série Barbosa&lt;/i&gt;, que passou na &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;SIC Radical&lt;/i&gt;, que inclui alguns dos melhores &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;sketches&lt;/i&gt; do grupo. Ao contrario do que acontece posteriormente, estes &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;sketches&lt;/i&gt; adquirem uma dimensão intemporal, porque não estão presos a acontecimentos concretos. É aqui que aparece o famoso ‘isso vai dar uma ganda volta’. Outro extra é a gala de fim de ano de 2008, em que o Gato Fedorento celebrou a passagem para 2010. Um anacronismo que agora faz todo o sentido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Num género mais buçal, é a série &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Um Mundo Catita&lt;/i&gt;, que passou na &lt;st1:stockticker&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;RTP&lt;/i&gt;&lt;/st1:stockticker&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;2&lt;/i&gt;. Contrariando a onda de sketches, proposta pelos Gato Fedorento, Contemporâneos, entre outros, a trupe de Manuel João Vieira propõe uma série ficcional humorística, em seis episódios. Quem gosta e se sente familiarizado com o universo dos Ena Pá 2000 e Irmãos Catita não ficará desiludido com estes &lt;st1:stockticker&gt;DVD&lt;/st1:stockticker&gt;. O próprio Manuel João Vieira é o protagonista desta história onde, entre outros, aparece Gimba. O argumento é de Filipe Melo e João Leitão. Como extras: entrevistas e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;making of&lt;/i&gt;. E, imagine-se, tem legendas em sueco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E agora para algo completamente diferente. Se há humor que nunca perde a actualidade é o dos Monty Python. Talvez daí a lógica do título desta edição comemorativa: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;400 anos de Monty Python&lt;/i&gt; (não é gralha, são mesmo 400). Uma edição luxuosíssima, que inclui a série completa &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Flying Circus&lt;/i&gt;, o filme &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Monty Python e o Cálice Sagrado&lt;/i&gt;, numa edição especial de dois discos; &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;A Vida de Brian&lt;/i&gt;, também em dois discos; o espectáculo ao vivo no Hollywood Ball; e ainda um &lt;st1:stockticker&gt;DVD&lt;/st1:stockticker&gt; só com reportagens inéditas. De rir e chorar por mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Clássicos celebrados&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O fim do ano é tempo de reedições especiais de grandes clássicos do cinema. É o caso de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Branca de Neve e os Sete Anões&lt;/i&gt;, o clássico dos clássicos das animações da Disney, de 1937, que agora surge numa edição restaurada, que inclui um livro e extras jogos, telediscos ou o famoso tema &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Eu Vou&lt;/i&gt; em versão karaoke. Igualmente mágico é o universo de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;O Feiticiero de Oz&lt;/i&gt;, que este ano chega ao 70.º aniversário. O filme é reeditado numa versão restaurada que inclui um &lt;st1:stockticker&gt;DVD&lt;/st1:stockticker&gt; só com extras, com documentários variados ou uma &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Juke Box&lt;/i&gt; com mais de seis horas de música, a propósito do filme. Também &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;E Tudo o Vento Levou&lt;/i&gt;, o grande épico americano, comemora os seus 70 anos como uma edição especial em quatro &lt;st1:stockticker&gt;DVD&lt;/st1:stockticker&gt;. Como se calcula são imensos os extras: um &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;making of&lt;/i&gt;, apresentado por Cristopher Plummer, uma curta-metragem sobre o velho sul, um documentário inédito de Melanie Remembers, e filmes biográficos de Clark Gable e Vivien Leigh. Baastante mais recente é &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Easy Rider&lt;/i&gt;, que há 40 anos chegou às salas. O clássicos dos filmes de motoqueiros, escrito por Denis Hopper e Peter Fonda (realizado pelo primeiro). Entre outros méritos, este filme despertou a atenção sobre um jovem actor chamado Jack Nicholson. Esta edição, em dois discos, inclui os comentários ao filme de Denis Hopper e o making of.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Artes e Artistas&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;São seis os documentários que se juntam nesta colecção, todos eles sobre artistas e realizados por autores portugueses. A maioria passou em sala, no Doc Lisboa. É o caso de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;O meu amigo Mike ao trabalho&lt;/i&gt;, realizado por Fernando Lopes, sobre Michael Biberstein. Bruno de Almeida realiza &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;6=0 Homeostética&lt;/i&gt;, sobre um dos mais importantes movimentos artísticos portugueses dos anos 80. Joana Cunha Ferreira visita o universo de Joana Vasconcelos. A pintura de Helena Almeida é retratada por Joana Ascensão. E Jorge Silva Melo apresenta dois filmes: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Gravura, esta mútua aprendizagem&lt;/i&gt;, e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Nikias Skapinakis, O Teatro dos Outros&lt;/i&gt;. São produções e edições da Midas de inequívoco valor documental e cultural.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-9006733586332386078?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/9006733586332386078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=9006733586332386078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/9006733586332386078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/9006733586332386078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/e-neste-natal-minha-prenda-eu-quero-que.html' title='E neste Natal a minha prenda eu quero que seja...'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-1012275933051502425</id><published>2009-12-21T12:02:00.002Z</published><updated>2009-12-21T13:52:37.564Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frames'/><title type='text'>Os melhores filmes portugueses da década</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qjffT70QWjc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qjffT70QWjc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NO QUARTO DE VANDA&lt;/strong&gt;, de Pedro Costa, 2000&lt;br /&gt;O cinema do país e do mundo não voltou a ser o mesmo depois do olhar quase alienígena deste realizador único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O DELFIM&lt;/strong&gt;, de Fernando Lopes, 2002 A obra-prima de José Cardoso Pires e o Portugal bolorento de Salazar, no melhor filme do realizador, depois de Belarmino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;QUARESMA&lt;/strong&gt;, de Álvaro Morais, 2003&lt;br /&gt;Último filme do realizador, antes de morrer, «uma odisseia em circuito fechado», esteve presente na Quinzena dos Realizadores, em Cannes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VAI E VEM&lt;/strong&gt;, de João César Monteiro, 2003&lt;br /&gt;O derradeiro auto-retrato burlesco e inclassificável daquele que é considerado um dos melhores realizadores portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOITE ESCURA&lt;/strong&gt;, de João Canijo, 2004&lt;br /&gt;Eurípedes num bar de alterne na província. Uma obra maior, a primeira de uma triologia que o realizador ainda completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ALICE&lt;/strong&gt;, de Marco Martins, 2005&lt;br /&gt;Uma primeira e muito celebrada longa com uma coerência estética azul-cinza e as interpretações memoráveis de Nuno Lopes e Beatriz Batarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TRANSE&lt;/strong&gt;, de Teresa Villaverde, 2006&lt;br /&gt;O martírio além fronteiras de uma mulher traficada, vestida e despida por Ana Moreira, que encontrou neste filme o seu expoente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO&lt;/strong&gt;, de Miguel Gomes, 2008&lt;br /&gt;O filme-fenómeno e completamente híbrido que fez um percurso invejável pelos festivais de todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GOODNIGHT IRENE&lt;/strong&gt;, de Paolo Marinou-Blanco, 2008&lt;br /&gt;Uma história de amizade, com os diálogos mais bem escritos dos últimos tempos, óptimos momentos musicais e visuais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UM AMOR DE PERDIÇÃO&lt;/strong&gt;, de Mário Barroso, 2009&lt;br /&gt;A conversão do drama passional do romantismo num filme de acção do século XXI, cheio de cenas muito bem pensadas e estetitizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-1012275933051502425?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/1012275933051502425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=1012275933051502425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1012275933051502425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1012275933051502425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/os-melhores-filmes-portugueses-da.html' title='Os melhores filmes portugueses da década'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-1264104337243292278</id><published>2009-12-18T10:52:00.000Z</published><updated>2009-12-18T10:52:00.055Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='4 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>Uma Deusa chamada Ciência</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ágora, de Alejandro Almenábar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 107px; height: 16px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SylywLzXs8I/AAAAAAAAA4Y/icJ3EjNzAPM/s200/olhazul4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415986199017272258" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u50zEun07b4&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/u50zEun07b4&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Arial, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;No terraço do seu palácio, a bela filósofa Hipátia ajoelha-se, ergue os olhos para as estrelas, e medita, como quem reza. Só que a sua religião é a ciência e o seu Deus o universo. Em &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ágora&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, a super-produção realizada pelo espanhol Alejandro Almenábar, existe em pano de fundo uma guerra religiosa, entre o Olimpo dos Deuses Romanos e o Cristianismo, em que este último, optando por uma luta armada, e apoiado no imperador Teodósio, sai vencedor. Mas a verdadeira e eterna luta dá-se entre religião e ciência. A ciência acaba vilmente derrotada com consequências terríveis para a História. O assassínio de Hipátia, pelos monges Parabalani, braços armados da Igreja, por apedrejamento (assim como Jesus Cristo impediu os fariseus de fazer a Maria Madalena), simboliza na prática a entrada no obscurantismo medieval. A subida do Cristianismo ao poder concretizou-se numa infinita derrota da ciência, e num atraso civilizacional de dez séculos. Durante a Idade Média cristã a ciência foi confundida com bruxaria e a dúvida um pecado mortal, devidamente curado com o fogo da inquisição. Bom exemplo desse atraso civilizacional é a teoria heliocêntrica avançada por Ptolomeu e apenas recuperada por Copérnico e Galileu nos séc. XVI e XVII (Almenábar adivinha que Hipátia, ela própria, teria chegado por si só à teoria do movimento de translação descrevendo uma ogiva e não um círculo perfeito). Nada disto é propriamente novidade, tal como não é nenhuma descoberta extraordinária que a Bíblia, o Antigo Testamento, é um «manual de maus costumes», que, várias vezes ao longo da História, serviu de pretexto para a barbárie. Contudo, as palavras de Saramago, surpreendentemente, ainda hoje criaram polémica, como se de uma blasfémia se tratasse. Também não é nenhuma blasfémia (nem novidade) elucidar, com factos, que em nome de Cristo se cometeram os mais horrendos crimes da História, superiores em quantidade e qualidade ao do nazismo e estalinismo juntos. Talvez seja essa ideia, apresentada de forma tão clara e inequívoca em &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ágora&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, que levou Saramago a dizer: «É uma obra-prima, talvez demasiado grande para caber na cabeça de algumas pessoas». Esse risco de incompreensão e polémica, por estranho que possa parecer, realmente existe. A nossa sociedade está mais próxima da Roma Antiga (ou Alexandria) do que da Idade Média, contudo algumas mentes fundidas pela religião, ainda demonstram um enorme receio do conhecimento, devido a exemplos repetidos ao longo da História, em que o homem desmascarou os deuses, que é como quem diz, percebeu que havia uma explicação científica para a trovoada, e até a conseguiu prever, desmoronando a ideia de que os deuses estão zangados. Hoje os deuses ainda se manifestam quando há algo que a ciência não explica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Tudo isto a propósito de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ágora&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; que, como por aqui se vê, vive muito para além da sala de cinema. A película em si é suficientemente grandiosa para merecer vários Óscares. Talvez não tanto para os actores, mas sem dúvida para o argumento, guarda-roupa, etc. Um épico, à moda antiga, que coloca questões maiores. Situa-se na Alexandria do século IV, no declínio do Império Romano, que começou pela sua cisão e acaba com a adopção do cristianismo, como religião oficial, pelo imperador Constantino (o verdadeiro fim dá-se quando Maomé II toma Constantinopla).&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;É inteligente a forma como Almenábar desenha esta história, centrando-se na mítica figura de Hepátia. Faz com que de início todas as principais personagens se juntem, em nome da ciência. A ciência prevalece até que a religião os separe. Separa-os mas mantém-nos como irmãos, a Oreste, futuro centurião falsamente (?) convertido ao cristianismo e Synesius, o bispo de Ptolemais, apresentado como uma facção moderada, que se opõe a Cirilo (hoje santo da Igreja), que acabou por ser o dominador. Pelo meio há também Davus, o sábio escravo de Hipátia, apaixonado pela sua ama, que serve de ponte entre os dois mundos. Viaja da ciência à religião, do amor ao ódio, de protegido de Hipátia a soldado dos monges Paralabani. Ele serve também para o final mais impressionante fazendo com que a filósofa só seja lapidada depois de morta.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A morte de hipátia deu que falar. Com ela morreu uma História diferente, de maior igualdade entre os sexos e de tempos mais modernos, em que o conhecimento era a base de uma civilização. Foi a nossa civilização, a cristã, que destruiu a outra, que era mais sábia e avançada. Destruímos as dúvidas e instaurámos os medos. Há um momento, em que o bispo Synesius tenta converter a deusa da ciência. Só que Hipátia resiste, transformando-se no primeiro mártir da ciência. Resiste na convicção da dúvida, dizendo: «Eu posso duvidar e tu não». Só há liberdade quando se duvida. A Ciência e a Religião continuam em conflito. Mas, até ver, no mundo ocidental, a Ciência está a levar a melhor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-1264104337243292278?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/1264104337243292278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=1264104337243292278' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1264104337243292278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1264104337243292278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/uma-deusa-chamada-ciencia.html' title='Uma Deusa chamada Ciência'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SylywLzXs8I/AAAAAAAAA4Y/icJ3EjNzAPM/s72-c/olhazul4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-6839607584544063936</id><published>2009-12-17T02:41:00.006Z</published><updated>2009-12-17T23:02:42.215Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='4 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>Os novos Strumpfs</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;Avatar, de James Cameron&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317301583239508386" style="WIDTH: 107px; CURSOR: hand; HEIGHT: 16px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZniCc8aI/AAAAAAAAAKo/irNtCnP4j5Y/s200/olhamar4.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cRdxXPV9GNQ&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cRdxXPV9GNQ&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensavam que já tinham visto tudo? Então, pensem outra vez.&lt;br /&gt;Por mais que a brigada dos desmancha-prazeres esteja, há meses, a afiar garras e argumentos, a verdade é que &lt;em&gt;Avatar&lt;/em&gt;, do campeão dos blockbusters James Cameron, produziu um efeito camoniano (ó heresia, ó nódoa poluente...) na indústria cinematográfica : acrescentou mais mundos ao mundo... Neste momento, ele é mesmo «the king of the world».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mundo para o qual nos convida Cameron, em &lt;em&gt;Avatar&lt;/em&gt;, é de tal maneira deslumbrante, que ao fim dos primeiros e muitos explicativos 10 minutos, já estamos todos com as malas aviadas (óculos 3D incluídos) para partir. Mais uma vez, 12 anos depois de &lt;em&gt;Titanic&lt;/em&gt;, James Cameron conseguiu galgar um degrau. Passámos, no sentido «vídeogâmico» do termo, ao último nível. A partir de agora, &lt;em&gt;Avatar&lt;/em&gt; funcionará como um marco, que trará o efeito de arrastamento dos outros estúdios. A partir de agora, das duas uma: ou se consegue fazer um filme de ficção científica que chegue aos calcanhares técnicos e iconográficos de Avatar, ou mais vale assumir o minimalismo independentista. Aliás, depois de assistir aos 160 minutos (que nem se sentem passar) de um filme tão ultra-saturado de estímulos visuais e técnicos, com um grau de realismo e pormenor impressionantes, a vontade que dá a seguir é fecharmo-nos, outra vez, numa sala de cinema a assistir a um filme do Lars Von Trier. Para desintoxicar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais interessante é que, ao contrário do que se anda para aí há meses a propagar, o 3D não faz parte da essência deste filme. O filme resultaria à mesma em duas dimensões – aliás em muitas salas de cinema, não equipadas com o sistema, vai ser assim. As três dimensões são apenas mais um pormenor, entre os muitos que abundam neste filme. E é, em parte, por causa disto que Avatar se torna hipnoticamente envolvente. O grau de pormenor é desarmante. Ao nível da fauna e da flora da mais extraordinária floresta tropical numa galáxia distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos no planeta Pandora – e a partir daqui sabemos que muitas caixas se vão abrir dentro de caixas. Saltam demónios, é claro. Entramos numa história de ficção científica do século XXI, mas também num conto de fadas, numa floresta encantada, onde há criaturas fantásticas, dragões, lobos maus e raivosos, dinossauros voadores, insectos insólitos, pirilampos extravagantes, e as mais extraordinárias medusas que flutuam pelo ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo nos remete para a Idade Média mágica do Senhor dos Anéis. Há muito que a ficção científica futuriza o passado. Aliás, as criaturas que tecnicamente mais se assemelhavam às que vemos em Avatar, encontrámo-las nos filmes de Peter Jackson, como o Gollun, ou o King Kong, só que aqui muito mais cheias de vida, tão ou mais flesh and blood do que os actores reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um marine americano e paraplégico (Sam Worthington) desperta de um sono criogénico de seis anos, depois de uma viagem de não-sei-quantos anos-luz até este Planeta Pandora. Vai incorporar uma missão na pele do seu irmão gémeo morto, um cientista, por ter o mesmo ADN. E esta premissa é de uma enorme conveniência de guião, porque o nosso herói, Jake Sully, como é soldado, não percebe nada da missão científica para a qual é chamado- e então temos a tal sessão explicativa inicial. A ideia é estabelecer contacto com uma tribo de nativos, relativamente primitiva, que tem o seu acampamento montado em redor de uma árvore sagrada - que estabelece contacto com as almas dos seus antepassados e com as raízes da natureza, etc – estrategicamente implantada numa jazida de combustível precioso para os terráqueos resolverem o seu problema de escassez na Terra. Aqui está o lado ecológico de uma ficção científica à século XXI – o mais motivador para as expedições espaciais passou a ser a procura de soluções energéticas (já no recentíssimo &lt;em&gt;Moon&lt;/em&gt; também era assim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tribo, apesar de não possuir armas, usa arco e flecha, tem os pés bem assentes naquela terra. E aqui temos o lado Pocahontas do filme, com um assumido e algo ingénuo sentido do bom selvagem, em contacto com a mãe natureza e com o equilíbrio ecológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cumprir a sua missão, o soldado tem de se meter dentro do seu Avatar. Um híbrido, meio humano, meio nativo, que se irá tentar infiltrar na tribo e ganhar a sua confiança. A equipa é gerida por uma cientista fumadora (Sigourney Weaver), fascinada pela botânica e pelas tribo de nativos, mas tem a oposição do vilão e militar Stephen Lang (que já tínhamos visto hà pouco tempo em Inimigos Públicos), que basicamente quer arrasar com aquilo tudo e ir direito às jazidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nativos são as mais extraordinárias criaturas, Strumpfs na cor azul da pele, Jar Jar Binks do Star Wars na forma pedestre e ondulante de caminhar, olhos amarelos num misto entre o crocodilo e o felino, uma trança de índio atrás, e uma grande cauda. O mais interessante é que estas mistas e fascinantemente insólitas criaturas até conseguem ser sexys e protagonizar o romance sentimental da história. E aqui vai o lado Titanic do filme. Agora sem o factor Di Caprio nem Celine Dion (felizmente no último caso): sem os quais talvez não se repita o record de bilheteiras de sempre atingido por aquela história de amor naufragante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só no lado sentimental que a história nos remete para o Titanic, talvez também a influência da experiência subaquática de Cameron na preparação daquele filme tenha contribuído para este tom submerso e aquoso daquela maravilhosa floresta tropical. A sensação é a de estarmos dentro de um daqueles quadros holográficos (ou mais ou menos isso) que se encontram nos restaurantes chineses. E de uma certa falta de gravidade, sobretudo nas impactantes e já célebres no youtube montanhas suspensas, com quedas de água que se precipitam no vazio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reencontramo-nos com a magia guerreira da terra média dos Senhor dos Anéis, com as contendas a bordo das naves (para além de Weaver ) do melhor dos Aliens, realizado por Cameron, com a lógica dos Westerns ao contrário (em que os índios é que são os bons e o imperialismo norte-americano é, historicamente, nefasto), e até encontramos elementos de Danças com Lobos, quando Jake Sully, se passa para o outro lado, e lidera, montado num dragão alado, a resistência dos nativos oprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também há o lado Tarzan, em que os nativos dormem pendurados nas árvores, e se passeiam por lianas, e têm uma relação cúmplice e cooperativa com os animais da selva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também há o lado Star Wars, quase que apetece dizer: «que a força esteja convosco», contra os malditos e eco-excluídos, alarves terráqueos e americanos, mas depois transita-se para uma espécie de referência à Apocalipse Now, quando uns helicópteros futuristas lançam chamas sobre a floresta, tal como os outros lançavam napalm- mas sem Cavalgada das Valquírias nem Marlon Brando... Nem Doors.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, também um lado muito Rei leão, quando toda a tribo se junta numa cadeia ululante de congregação de cantos e de energias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o lado mais sedutor do filme reside na sua faceta &lt;em&gt;Alice do Outro Lado do Espelho&lt;/em&gt;. Jake tem duas existências: a da realidade, e a do sonho. Dois corpos: a de humano deficiente, e a de Avatar, cheio de potencial físico. E duas lealdades: perante a ecologia, a sua apaixonada nativa e os intentos ambientalistas dos cientistas. Ou perante os da sua raça, os interesses económicos das empresas americanas e da hierarquia militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste filme, os mauzões, os invasores, cruéis, insensíveis, completamente indiferentes às tradições e estabilidade dos donos da terra, somos nós, habitantes da terra civilizada, como no passado. Ou em certos presentes. O herói Sully só teve a imensa e grata oportunidade de se colocar na (azul) pele do outro. E mais do que isso: de olhar o mundo através dos olhos dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem é evidentemente pacifista, ecologista e anti-imperialista (talvez até um pouco ingénua), perfeitamente adequada à lógica do contemporâneo, apesar de o guião da história, inteiramente saído da imaginação de Cameron, já andar na sua cabeça, antes do 11 de Setembro. Os diálogos são consentâneos com o filme de género de aventura (aqui miscigenado coma ficção científica), não há momentos mortos, tudo corre a um ritmo alucinante e encadeado com uma música sublimadora de emoções, e o casamento entr os meros efeitos de piroctecnia visual, em que nem se distingue onde começa e acaba a animação digital, é perfeito. Aliás Cameron acalentava esta ideia há mais de 14 anos, mas teve de esperar que a técnica evoluísse (e ele próprio acelerou o seu fomento) para lhe servir de suporte. Este tornou-se no filme tecnicamente mais ambicioso e mais caro de sempre. O que acirra sempre os detractores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim já toda a gente sabe: o povo unido jamais será vencido (sobretudo se a estes se unir também o reino animal), e quando se abre as Pandoras, no meio de tantos demónios e imperfeições, também há-de sair a esperança.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-6839607584544063936?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/6839607584544063936/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=6839607584544063936' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/6839607584544063936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/6839607584544063936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/os-novos-strumpfs.html' title='Os novos Strumpfs'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZniCc8aI/AAAAAAAAAKo/irNtCnP4j5Y/s72-c/olhamar4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-2643600535241470462</id><published>2009-12-16T10:52:00.000Z</published><updated>2009-12-16T10:52:00.649Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='5 Estrelas'/><title type='text'>A idade das borbulhas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Uns Belos Rapazes&lt;/i&gt;, de Riad Sattouf&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 81px; height: 16px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SygdUEdGaUI/AAAAAAAAA4Q/w_f49t-v2NE/s200/olhazul3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415610782543407426" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Afterschool&lt;/i&gt;, de António Campos&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 17px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SygcwXFea8I/AAAAAAAAA4I/BtGMrf9PE18/s200/olhazul5.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415610169069300674" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/adY03AiyQpo&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/adY03AiyQpo&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando nada bate certo, o corpo não joga com o espírito, os movimentos se descoordenam e o sexo é uma descoberta em forma de obsessão. A adolescência é o tema de dois filmes que se estreiam em simultâneo nas salas portuguesas. Ambos primeiras obras de jovens realizadores, nomes a fixar no panorama do cinema independente. &lt;i&gt;Uns Belos Rapazes &lt;/i&gt;é realizado pelo francês Riad Sattouf, cujo nome não esconde a origem árabe (nascido em Paris), e esteve em competição no último Estoril Film Festival, sem ganhar qualquer prémio. &lt;i&gt;Afterschool&lt;/i&gt; é do novíssimo (apenas 25 anos) realizador americano António Campos, cujo nome não esconde a origem latina (portuguesa?), e deu que falar no DocLisboa 2008, apesar de não se tratar de um documentário. As perspectivas são diametralmente opostas. Partindo do mesmo tema, os filmes estão tão distantes como Paris de Nova Iorque.&lt;/div&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O primeiro é uma comédia francesa dos tempos modernos, bem desenhada, com bons momentos de humor, e uma actuação fabulosa de Vincent Lacoste. O segundo é um deprimente drama norte-americano, filme de autor, que tem a habilidade de construir uma semântica interna original. O primeiro decorre numa multi-étnica escola secundária parisiense da classe média ou média-baixa. O segundo, num colégio interno americano, frequentado por filhos de famílias abastadas. O primeiro é indagador, o segundo doentio. O primeiro tem borbulhas, o segundo está cheio de acne. O primeiro é um bom filme de Natal, o segundo uma das melhores obras estreadas em Portugal em 2009.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas comecemos por &lt;i&gt;Uns Belos Rapazes&lt;/i&gt;, a comédia francesa que vai bem mais longe do que nos fazer rir. Faz um retrato preciso de uma idade por natureza misteriosa, em que as grandes descobertas são feitas. Ao ponto que o filme poderia ser apresentado nas escolas, ao abrigo do programa de Educação Sexual (&lt;i&gt;Afterschool &lt;/i&gt;seria interdito). O que subsiste, acima de tudo, é uma curiosidade ilimitada, que faz com que os rapazes (a perspectiva masculina impera) descubram os seus corpos e procurem o sexo oposto, sobretudo em revistas e vídeos. Paradoxalmente, quando uma rapariga real, possível, da sua idade, se aproxima, estes mesmos rapazes tremem, como se de uma ameaça se tratasse. Por algum motivo lhes chamamos a idade do armário, em que o parecer se sobrepõe ao ser, e a imaginação à realidade. São anos de enormes borbulhas no rosto, que nunca mais passam. E as borbulhas são ampliadas em angústias. Mas logo depois se desfazem entre beijos longuíssimos de língua irrequieta, que integram a exploração do corpo. Épocas de excessos e de preliminares, em que uma amizade vale mil amores e a vida se descobre em grupo. Dá para entender os gestos desajeitados da adolescência, naturalmente imberbe, mas sempre em busca de uma lógica para o amor. Uma idade em que tudo é imensamente intenso e quase fatal, mas simultaneamente volátil, numa quase aleatoriedade de sentimentos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em &lt;i&gt;Uns Belos Rapazes&lt;/i&gt;, o sexo domina o texto e o subtexto, tal como em &lt;i&gt;Afterschool&lt;/i&gt;, diga-se. Só que no filme de António Campos o &lt;i&gt;fanatismo&lt;/i&gt; sexual, o que vai na mente de um miúdo, é dado de forma sublime e persistente no subtexto, através de enquadramentos pouco convencionais. Há uma cena fabulosa, na mesa do refeitório, em que em pano de fundo só passam estudantes decapitadas pelo enquadramento, de forma a salientar os seus seios. Noutras cenas, o mesmo jogo é feito através das pernas. Que serve também de antevisão do que está para acontecer. Mamas e pernas dominam o cenário. Mamas e pernas e mamas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há também uma inteligente ligação aos &lt;i&gt;webvideos&lt;/i&gt;, do género do Youtube, apresentados em sequência logo no início do filme, perspicazmente mostrando a confusão mental, ou o aleatório de emoções a que nos sujeita a sociedade tecnológica-visual: tão depressa aparece um gato a tocar piano, como o enforcamento de Saddam, e termina numa cena obscenamente pornográfica, como que afirmando: tudo isto é pornografia, tudo isto é &lt;i&gt;voyeurismo&lt;/i&gt;, tudo isto é obscenidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há vasos comunicantes. Uma aproximação clara ao universo de Bret Easton Ellis, com os seus traços de &lt;i&gt;Elephant&lt;/i&gt; bebé (Gus Van Sant). Mas a única homenagem e citação clara é ao documentarista&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Frederick Wiseman (&lt;i&gt;Juvenil Court&lt;/i&gt;). No filme, o professor Wiseman é o instrutor de vídeo, que lhe encomenda um filme de homenagem às falecidas gémeas. Tudo o resto é António Campos, um jovem realizador que soube inventar um novo cinema, mostrando-se como um nome a ter em conta na cena independente norte-americana. Quanto ao jovens... Comparados com estes betinhos norte-americanos, os ‘marginais’ franceses parecem flores de estufa. Enquanto o filme francês mostra uma adolescência saudavelmente perversa, o americano deixa-nos depauperados, com um universo perversamente demente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-2643600535241470462?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/2643600535241470462/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=2643600535241470462' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/2643600535241470462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/2643600535241470462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/idade-das-borbulhas.html' title='A idade das borbulhas'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SygdUEdGaUI/AAAAAAAAA4Q/w_f49t-v2NE/s72-c/olhazul3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-7970380825163267410</id><published>2009-12-15T14:00:00.002Z</published><updated>2009-12-15T19:31:56.201Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frames'/><title type='text'>Cinema non-stop no King e Monumental</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Passar a madrugada a ver filmes do Bruce La Bruce ou do Sylvester Stalone é a excêntrica proposta da Medeia para comemorar com o público o seu 20.º aniversário, lembrando o estilo das noites brancas das ‘festas’ do Quarteto. Entre a meia-noite de sexta-feira, 18 de Dezembro, e as cinco da manhã de segunda-feira, 21, vai haver, praticamente, um contínuo de filmes, nos cinemas King e Monumental, em Lisboa. O programa está longe de ser dedicado à pancadaria, grandes filmes poderão ser vistos, fazendo jus ao papel único que a empresa de Paulo Branco tem tido na exibição de cinema independente. Ao todo, são nove as ante-estreias. Em destaque, O Laço Branco, de Michael Haneke (Monumental, 20, às 16 e 30), que recebeu a Palma de Ouro em Cannes. Um Profeta, de Jacques Audiard, vencedor do Prémio do Júri do mesmo festival (King, 19, às 21 e 15). A última obra de Inês Oliveira, Cinerama, passa dia 20, às 21.30, no King. À mesma hora, no monumental, O Sítio das Coisas Selvagens, de Spike Jonze. Mais ante-estreias no domingo: Cinza e Sangue, de Fanny Ardant, no King, às 19 horas; e, no Monumental, Non Ma Fille, Tu n’ira pas Danser, de Cristophe Honoré (às 19 e 15), Vincere, de Marco Bellochio (às 19 e 30), e Les Herbes Folles, de Alain Resnais (às 22 e 30). Joaquim Pinto é homenageado pelo seu trabalho enquanto realizador, técnico e produtor, com uma retrospectiva que inclui as suas curtas-metragens e documentários. Quatro realizadores portugueses têm direito a programas especiais: Bruno Almeida, Rodrigo Areias, Rita Azevedo Gomes e Joana Areal. E passam outros grandes filmes. Sábado no King: O Rei das Rosas, de Werner Shroeter (às 14), Zéfiro, de José Álvaro Morais (19.15), ou Noites de Lua Cheia, de Eric Rohmer (às 12.15). E no domingo: Recordações da Casa Amarela (às 14); Longe, de André Techiné (às 18 e 30), O Raio Verde, de Eric Rohmer (às 12.00), ou As Férias do Senhor Hulot, de Jacques Tati (este último no Monumental, às14 e 30, todos os outros no King).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-7970380825163267410?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/7970380825163267410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=7970380825163267410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7970380825163267410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7970380825163267410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/cinema-non-stop-no-king-e-monumental.html' title='Cinema non-stop no King e Monumental'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-5325760534625658670</id><published>2009-12-14T13:22:00.002Z</published><updated>2009-12-14T13:23:11.730Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De olhos bem abertos'/><title type='text'>De olhos bem abertos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SyY8MjbRI4I/AAAAAAAAA3Y/-QSrwxraUys/s1600-h/tabla.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 307px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SyY8MjbRI4I/AAAAAAAAA3Y/-QSrwxraUys/s400/tabla.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415081788325307266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-5325760534625658670?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/5325760534625658670/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=5325760534625658670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/5325760534625658670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/5325760534625658670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/de-olhos-bem-abertos.html' title='De olhos bem abertos'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SyY8MjbRI4I/AAAAAAAAA3Y/-QSrwxraUys/s72-c/tabla.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-3439937749432765085</id><published>2009-12-11T09:30:00.002Z</published><updated>2009-12-11T11:15:36.386Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='4 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>O que eles vêem (quando você não está a olhar)?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Afterschool&lt;/strong&gt;, de António Campos &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317301583239508386" style="WIDTH: 107px; CURSOR: hand; HEIGHT: 16px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZniCc8aI/AAAAAAAAAKo/irNtCnP4j5Y/s200/olhamar4.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zpPhBbsQ8u8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zpPhBbsQ8u8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Gatinhos giros a tocar piano, o Sadam a ser enforcado, vídeos divertidos, um bebé a fazer coisas engraçadas, um atentado no Iraque, miúdas à pancada, quedas de skate em escadas, cenas de pornografia violenta... São estas as imagens em movimento que lhes passam diante dos olhos, no computador, quando nenhum adulto está a supervisionar. Este estranho e gélido objecto cinematográfico do novaiorquino António Campos entra dentro de um liceu de elite nos EUA, de uma forma como os filmes da treta americanos nunca costumam fazer. Aqui não há adolescentes que dizem gracinhas, nem meninas ao gritos, nem piadas tolas... Aliás, todo o filme tem uma luz bem gelada, com planos médios, impiedosos que cortam pedaços dos corpos quando os actores ficam desenquadrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazem os adolescentes, esses seres bizarros e intermédios, quando os pais não estão a ver? Fazem isto. Zapping entre imagens inofensivamente reais e imagens brutalmente reais e nem pestanejam entre umas e outras. Tal como fazem zapping nas conversas da hora do almoço na cantina. Tanto podem ter a conversa mais sexualmente explícita como a seguir já estão a falar do sistema de acumulação de pontos da avaliação e das actividades extra-curriculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme foi apresentado há dois anos na edição do DocLisboa, na secção Riscos e Ensaios, entre uma programação que não só incluía os dois High School de Weiseman, como A Turma, de Laurent Cantet. Afterschool não tem nada de documentário – ou talvez tenha. Na forma absolutamente crua e distanciada como a câmara filma em seu redor- e quanto a isso o filme é notável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adolescentes são esquisitos por definição, estes são meninos de colégio, aparentemente protegidos, acompanhados, cheios de enquadramento, mas, afinal, tão expostos como quaisquer outros dos liceus problemáticos. O filme parte da morte trágica de duas gémeas louras e muito populares (com um ar muito anúncio de shampô à Sophia Coppola). «Permaneçam vigilantes quanto aos perigos lá de fora», avisa-os o director da escola, depois de as gémeas terem aparecido mortas, envenenadas por substâncias tóxicas na cocaína. O professor, não por acaso chamado Weiseman, encomenda um «vídeo-memorial» a uma dupla de alunos, que estão a conhecer o mundo, enquanto se conhecem um ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este lado weisemaniano está presente na paciência felina com que o realizador deixa as coisas acontecerem. Com tempo, com o incómodo do arrastamento, com a subtileza da história a desdobrar-se (ou a descamar-se) e a incomodar cada vez mais. Com a frieza cortante de bisturi de anatomista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é mais ou menos o olhar de quem vê tudo através das lentes. A mesma neutralidade indiferentista da câmara de Campos. Que capta a morte e a emoção sempre de planos distantes, nunca aproximados, sem fazer o habitual campo e contra-campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este o sexo, mentiras e vídeo do século XXI. Ao pé deste, o outro, o do irritante filme de Steven Soderbergh, dos anos 80, podia passar no Canal Panda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja isto que mais choca – tal como nos deixaram de chocar as imagens dos pequenos vídeos da Internet que parecem a fingir. Por isso, o professor fica abatido quando vê o vídeo de homenagem às gémeas feito pelo aluno, por não ter o enquadramento musical apropriado – uma partida que Campos nos prega maldosamente no genérico final. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-3439937749432765085?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/3439937749432765085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=3439937749432765085' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3439937749432765085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3439937749432765085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/o-que-eles-veem-quando-voce-nao-esta.html' title='O que eles vêem (quando você não está a olhar)?'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZniCc8aI/AAAAAAAAAKo/irNtCnP4j5Y/s72-c/olhamar4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-4535661308023726778</id><published>2009-12-10T09:43:00.000Z</published><updated>2009-12-09T23:34:42.617Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='4 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>Os outros que somos nós</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Ágora&lt;/strong&gt;, Alejandro Amenábar&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317301583239508386" style="WIDTH: 107px; CURSOR: hand; HEIGHT: 16px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZniCc8aI/AAAAAAAAAKo/irNtCnP4j5Y/s200/olhamar4.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RbuEhwselE0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RbuEhwselE0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Ágora, uma grandiosa e rara super-produção europeia, conta a história de Hipácia, famosa filósofa da antiguidade que atraiu a ira dos cristãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma mulher que vive numa casa velha e sombria num fim de mundo. É uma dessas casas cheias de ventos e eventos, vultos e assombrações. E ela vive lá, isolada, com os seus dois filhos foto-sensíveis e uns serventes funestos. Rodeia-se de rezas e precauções, porque, acima de tudo, ela teme o desconhecido, o insondado, o irracional, o estranho. Ou seja: os outros. A não ser se esse determinante demonstrativo (como se diz agora) se tornar pronome pessoal. Ou seja: nós próprios. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Entre o multi-premiado filme com que o espanhol Alejandro Amenábar conquistou Hollywood, em 2001 (Os Outros), e o Ágora (estreia-se hoje, dia 10), parece não haver algum vínculo. Nem qualquer pilar de sustentação que permita a engenharia civil de elevar pontes entre as duas obras. Nem o mais volátil e trémulo arame de funâmbulo. Os Outros era um thriller de terror e mistério, com Nicole Kidman no principal papel. Agora é um épico histórico clássico, ao bom estilo convencional e hollywoodesco, com Rachel Weisz no principal papel. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas os filmes anteriores dos realizadores sempre deixam rasto, há comunicações subterrâneas entre eles, estabelecem-se links que se abrem uns sobre os outros. Mas já lá vamos...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ágora é a quinta longa-metragem de Amenábar, depois de Mar Adentro (Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2005), a história do homem (Javier Barden) que queria morrer mas espalhava vida em seu redor. Considerado a maior aposta de sempre do cinema espanhol (o orçamento, 100 por cento nacional, atingiu os 50 milhões de euros), o novo filme de Amenábar foi rodado com um elenco internacional em Malta, ao longo de 15 meses. É falado em inglês, porque como explica o realizador, citando Umberto Eco, «o inglês é o latim do século XXI».&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Através de um reconstituição histórica rigorosíssima, o filme transporta-nos para o século V DC, até Alexandria, que ao tempo, era o centro do universo. Estávamos em vésperas da decadência do império romano, mas Alexandria ainda se iluminava com o farol (uma das maravilhas do mundo) e com a alta concentração de sabedoria, na célebre biblioteca que albergava 500 mil rolos de papiro e sete séculos de erudição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No seu célebre programa Cosmos, dos anos 80, Carl Sagan dizia que se houvesse uma máquina de viajar no tempo era até aqui que escolheria voltar. Porque fora em Alexandria que começou, na realidade, a aventura intelectual do Homem que nos levaria ao Espaço.&lt;br /&gt;A biblioteca era o cérebro e a glória da maior cidade do planeta, um templo do saber, o primeiro instituto de investigação do mundo, onde se estudava tudo: o inteiro cosmos. Por este posto de consciência humana passaram as mentes mais ilustres da antiguidade, cérebros superiores, entre eles, o de uma mulher: Hipácia. A primeira filósofa, astrónoma e matemática conhecida, era professora e guardiã da Biblioteca de Alexandria. Agora conta a história desta filósofa, apanha-a na época em que ela tinha tal prestígio que atraía centenas de discípulos, vindos de longe para a ouvir. E movia-se livremente num mundo de homens. O filme apanha-a em plena cruzada do conhecimento, quando ela tentava decifrar os mais misteriosos enigmas do universo, o movimento de translação da Terra, a órbita elíptica dos planetas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caos e o cosmos&lt;br /&gt;Há então uma mulher que vive numa «casa» velha e ensolarada no centro do mundo. Ela vive com os seus discípulos, o seu pai filósofo, os seus escravos, e toda uma elite ilustre e instruída. Ela ainda não sabe, e anda tão absorta numa construção lógica e matemática do cosmos, que não aprendeu a temer... os outros. Os outros e o seu irracionalismo feroz. Hipácia foi brutalmente assassinada por uma turba de cristãos fanáticos e ignorantes. São arrepiantes os relatos do seu fim, esfolada viva com pedaços de conchas de ostra, trinchada e arrastada pela cidade. Amenábar concede-lhe um final muito mais amenizado e consentâneo com as grandes audiências.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seja como for, o turning point do filme é o mesmo turning point da Humanidade. O dia em que a Biblioteca de Alexandria foi tomada de assalto pelos cristãos em fúria. Estes talibãs do cristianismo gritam «Aleluia!», proferem que «Deus é único» e quilómetros de papiro e sabedoria acumulada de séculos desfazem-se em cinzas. Costuma apontar-se a destruição da Biblioteca de Alexandria e a morte de Hipácia para marcar oficialmente o fim do Helenismo, e o princípio da Idade das Trevas. A Europa decaiu na mediocridade e só voltaria a ver luz, séculos depois, no Renascimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amenábar diz que quis contar «uma história do passado sobre o que está a acontecer no presente». Só que, naquele tempo, os outros, os intolerantes religiosos, os fanáticos, os dogmáticos, os irracionais éramos nós. Tal como aquele thriller de terror que o realizador fez no princípio da década.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda esta dimensão de relativismo histórico é-nos dado através de uns plongés espaciais, do tipo Google Earth. Vemos do alto, as hordas de cristãos enraivecidas, vestidas de negro, como uma formigueiro desgovernado. E vemos também que Hipácia está mais perto do céu e seus abismos, do que aqueles que o evocam a toda a hora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O filme é uma interpelação ao fanatismo de todos os tempos. Quando, como se diz no filme, se «perde o poder da crítica»: «Porque se criticas o mundo criticas a obra do senhor». Por isso, «bem-aventurados os humildes, porque deles será o reino dos céus».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agulha e o camelo&lt;br /&gt;Mas, e passando à questão cinematográfica, também sabemos que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um filme entrar para a categoria das obras-primas. Algo em Agora não pegou - no sentido mais botânico do termo. Apesar da extrema prudência, exactidão e até do convencionalismo excessivamente linear do realizador, falta a este filme uma assinatura pessoal. E talvez humor. A britânica Rachel Weitz não consegue ser uma figura arrebatadora. E é hesitante o triângulo amoroso engendrado pelo guionista, entre Hipácia, Orestes (o prefeito romano recém-convertido ao cristianismo) e o escravo Davus (que acima da sua senhora e talvez de Deus ama a liberdade). Em contrapartida, estão muito bem conseguidas as cenas de apredejamentos sucessivos, as espadeiradas ensanguentadas, as armadilhas e escaramuças entre judeus e cristãos, com o seu «Deus carpinteiro». «O que estão a fazer?», perguntam-lhes. «Caixões para vocês». &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-4535661308023726778?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/4535661308023726778/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=4535661308023726778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4535661308023726778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4535661308023726778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/os-outros-que-somos-nos.html' title='Os outros que somos nós'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ScrZniCc8aI/AAAAAAAAAKo/irNtCnP4j5Y/s72-c/olhamar4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-6102986472749179053</id><published>2009-12-09T13:30:00.000Z</published><updated>2009-12-09T13:30:49.266Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontros Imediáticos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ultra-Sons'/><title type='text'>Esta música dava um filme...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O compositor Alexandre Deslpat, autor de mais que uma centena de bandas sonoras, descreveu cinco das suas últimas criações&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="  font-weight: bold; font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Fantástico Sr. Raposo, de Wes Anderson.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quando comecei a trabalhar com o Wes Anderson não me ocorreu que estava a fazer um filme de animação. Não fiz nada de diferente por causa do género. Mas é verdade que são marionetas. Trabalhar com o Wes é desafiador, porque ambos estamos interessados em fazer coisas diferentes, em correr riscos. Constituí uma espécie de orquestra de marionetas, fazendo a proporção entre o tamanho das personagens e do som. Assim, usei um quinteto de cordas, em vez de uma orquestra. E todas as instrumentações foram construídas segundo o mesmo conceito: banjos, bandolins, instrumentos pequenos… O que faz o som muito diferente. É uma forma de interpretar um filme de animação, sem ser demasiado óbvio.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Um Profeta, de Jacques Audiard&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O filme fala de prisão e violência… A música corre no sentido contrário, nunca é violenta nem pequena, como se estivesse detida nas quatro paredes de uma prisão. Está a abrir um ângulo mais largo, para criar um exterior que não aparece no ecrã. A coisa mais importante que decidimos foi criar o som de um filme western. Por isso é que o filme começa com uma corneta, a solo. Mas não é uma verdadeira banda sonora de western&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Coco avant Chanel, de Anne Fontaine&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É a incrível história de uma mulher, de uma criança abandonada, que não é ninguém, não tem dinheiro nem futuro, e que devido a grande talento e energia torna-se Coco Chanel. Ela tem uma vitalidade incrível. A música, desde o início do filme, joga com isso. Podia ter induzido a tristeza, mas não o fiz. Pus uma pequena batida, que mostra que esta rapariga já tem um metrónomo dentro de si, que a vai levar daquela infância infeliz para uma outra vida. Ao longo de todo o filme, tento transmitir essa ideia de energia interior.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="  font-weight: bold; font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Julie &amp;amp; Júlia, de Norah Ephron&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os filmes são todos diferentes, o que me permite fazer composições distintas. Parte do filme passa-se hoje, outra parte nos anos 50 e 60, em França. Entretive-me a tentar colar estas duas histórias, a encontrar as ligações. Usei uma espécie de Henrii Mancini para os 50. E aligação entre os tempos, foi feita através da ideia de histórias do amor. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="  font-weight: bold; font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cherri, de Stephen Frears&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Um momento muito específico na sociedade francesa, durante a viragem do século, de XIX e XX, em que mulheres que não eram ninguém, podiam tornar-se qualquer coisa. A história de Cherri é intemporal, porque se pode relacionar com várias mulheres de hoje, que têm aquele carisma mágico. Depois dos 45, esse carisma começa a desvanecer-se. O que é incrivelmente triste e injusto para as mulheres. &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cherri&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; é sobre o amor impossível entre uma mulher e um homem muito mais novo. Trabalhámos muito para criar uma melancolia, que não é desesperadamente triste. É apenas a vida como ela é. Tentei criar essa saudade, que ela não mostra, porque está treinada para não a exibir.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-6102986472749179053?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/6102986472749179053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=6102986472749179053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/6102986472749179053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/6102986472749179053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/esta-musica-dava-um-filme.html' title='Esta música dava um filme...'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-4806778659112405351</id><published>2009-12-07T11:11:00.001Z</published><updated>2009-12-07T17:22:15.836Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2 estrelas'/><title type='text'>O estranho mundo de nós-outros</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Planeta 51, de Jorge Blanco&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 53px; height: 17px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/Sxw6q9X0usI/AAAAAAAAA3M/kZDLj7CGtJA/s200/olhazul2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412265361895897794" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="480" height="264"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/x81x6j&amp;amp;related=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.dailymotion.com/swf/x81x6j&amp;amp;related=0" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="264" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um astronauta descobre um planeta distante que julga inabitado. Mas rapidamente se apercebe que por ali vive gente. Gente em tudo similar a ele, em tudo semelhante aos americanos (até no barbecue), só que com a pele verde e a ‘antena’ situada numa outra parte do corpo. Este convite à descoberta do outro, que é em tudo semelhante a nós próprios, parece um bom tema natalício para um filme de animação, que surge como uma carta fora do baralho. É que este Planeta 51 vem mesmo de uma galáxia pouco habituada a intrometer-se, em termos de animação 3D, com os gigantes Disney e Dreamworks. Apesar da produtora incluir participações americanas e inglesas, Planeta 51 é feito a partir de um estúdio de Madrid. A ousadia, no entanto, não lhe deve valer sequer a nomeação para os Óscares.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O início do filme quase poderia ser uma citação do teledisco de Thriller (Michael Jackson), de John Landis, que serve bem o conceito básico e eficaz da película. Depois há um retrato fácil da sociedade alienígena, que pura e simplesmente se baseia na América dos anos 50 ou 60, com direito a um Bob Dylan e tudo. Verdade é que a América de hoje, representada pelo astronauta Chuck, também não é representada de forma totalmente benigna: Chuck é manipulador, arrogante e um pouco bronco, mas no final revela-se um bom tipo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O verdadeiro problema desta surpreendente co-produção espanhola é que, não procurando um estilo europeu (que tem tão boas escolas) e limitando-se a seguir o exemplo norte-americano, mas com menos meios, não se conseguiu livrar do estigma de ser um subproduto. Nunca poderia ser outra coisa. Mesmo quando o argumento não tem arestas para limar.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-4806778659112405351?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/4806778659112405351/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=4806778659112405351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4806778659112405351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4806778659112405351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/os-outros-somos-nos.html' title='O estranho mundo de nós-outros'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/Sxw6q9X0usI/AAAAAAAAA3M/kZDLj7CGtJA/s72-c/olhazul2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-573979626915039090</id><published>2009-12-06T11:54:00.001Z</published><updated>2009-12-10T08:42:16.353Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frames'/><title type='text'>Fllipnote: Madalena Rosmaninho</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;O Final Cut tem a honra de divulgar os filmes vencedores do concurso Flipnote, da Nintendo. Trata-se de um software desenvolvido para a consola DSI (uma consola portátil), com muitas limitações (a superfície para desenhar é muito pequena e inclui apenas três cores). Os filmes a concurso não deveriam exceder um minuto. Um apelo à criatividade...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o primeiro lugar é para... Madalena Rosmaninho...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-7f290a82771795f0" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v20.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D7f290a82771795f0%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329884390%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D26E343281FC50CD9E5AB07104F63D1BB8E3A25A0.2F6C972367ABF92FF60B115FE84EC3497CF4BEB0%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D7f290a82771795f0%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DNL7NyVw72hAa3hAEHEa8TJtahOE&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v20.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D7f290a82771795f0%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329884390%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D26E343281FC50CD9E5AB07104F63D1BB8E3A25A0.2F6C972367ABF92FF60B115FE84EC3497CF4BEB0%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D7f290a82771795f0%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DNL7NyVw72hAa3hAEHEa8TJtahOE&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dois miúdos sustêm durante um minuto a respiração enquanto o carro passa por um túnel. Uma ideia simples e eficaz serve de pretexto para um trabalho esteticamente deslumbrante que faz esquecer as limitações do suporte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-573979626915039090?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/573979626915039090/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=573979626915039090' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/573979626915039090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/573979626915039090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/fllipnote-madalena-rosmarinho.html' title='Fllipnote: Madalena Rosmaninho'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-2836710355719940002</id><published>2009-12-05T11:51:00.001Z</published><updated>2009-12-05T11:51:00.448Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frames'/><title type='text'>Luís Soares</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;O Final Cut tem a honra de divulgar os filmes vencedores do concurso Flipnote, da Nintendo. Trata-se de um software desenvolvido para a consola DSI (uma consola portátil), com muitas limitações (a superfície para desenhar é muito pequena e inclui apenas três cores). Os filmes a concurso não deveriam exceder um minuto. Um apelo à criatividade...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o segundo lugar é para... Luís Soares...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-c05621b3758e24f7" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v5.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dc05621b3758e24f7%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329884391%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D18E32CB04A9176385C2A969571CB5DC09DECDFA8.118F743AF64193A2B55C6A8769947360BC13BE45%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dc05621b3758e24f7%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DKK31fnqlegH__7LfcWz6AFz852c&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v5.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dc05621b3758e24f7%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329884391%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D18E32CB04A9176385C2A969571CB5DC09DECDFA8.118F743AF64193A2B55C6A8769947360BC13BE45%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dc05621b3758e24f7%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DKK31fnqlegH__7LfcWz6AFz852c&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Luís Soares optou por um registo mais próximo do cartoon. Uma história bem contada, com um bom final, e alguns cuidados plásticos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-2836710355719940002?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/2836710355719940002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=2836710355719940002' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/2836710355719940002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/2836710355719940002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/luis-soares.html' title='Luís Soares'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-4720755528242713127</id><published>2009-12-04T10:42:00.001Z</published><updated>2009-12-04T10:42:00.248Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frames'/><title type='text'>Fllipnote: Diana Salaviza</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Final Cut tem a honra de divulgar os filmes vencedores do concurso Flipnote, da Nintendo. Trata-se de um software desenvolvido para a consola DSI (uma consola portátil), com muitas limitações (a superfície para desenhar é muito pequena e inclui apenas três cores). Os filmes a concurso não deveriam exceder um minuto. Um apelo à criatividade...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o terceiro lugar é para... Diana Salaviza...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-36f95fc444eae3b9" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v3.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D36f95fc444eae3b9%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329884391%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D78DB6A640C8F1C0CDCFAA32BD7C91AFB9A174CD6.4A070A0A99F6AFE5EEB7A3ABDE338922FB698CA1%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D36f95fc444eae3b9%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DZtu6oUjwrqTRV2cqFpzC-kdYYVs&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v3.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D36f95fc444eae3b9%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329884391%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D78DB6A640C8F1C0CDCFAA32BD7C91AFB9A174CD6.4A070A0A99F6AFE5EEB7A3ABDE338922FB698CA1%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D36f95fc444eae3b9%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DZtu6oUjwrqTRV2cqFpzC-kdYYVs&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aprecie-se a sincronia a boa utilização do som, numa viagem espacial, tirando partido da capacidade de transformação plástica própria do cinema de animação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-4720755528242713127?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/4720755528242713127/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=4720755528242713127' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4720755528242713127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4720755528242713127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/fllipnote-diana-salaviza.html' title='Fllipnote: Diana Salaviza'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-4608713952537770973</id><published>2009-12-03T13:42:00.000Z</published><updated>2009-12-03T13:42:24.311Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>Pouca-terra pouca-terra</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT;mso-fareast-language: PT;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A nova Vida do Sr O’Horten, de Bent Hame&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/Sxe9gVFcTgI/AAAAAAAAA28/a_1RZmzHOdo/s1600-h/olhazul3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 81px; height: 16px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/Sxe9gVFcTgI/AAAAAAAAA28/a_1RZmzHOdo/s200/olhazul3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411001840422374914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Df9ZG3emiog&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Df9ZG3emiog&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;A Noruega pode parecer tão exótica quanto a Roménia ou a Coreia do Sul. Tudo depende da perspicácia para revelar os pormenores mais excêntricos… enfim, excêntricos para os outros, claro está, elevados internamente a uma pertinência mordaz. Dito assim, até se leva a crer que falamos de uma comédia. Nada disso. Tanto ou tão pouco quanto um filme de Kim Ki Duk ou Corneliu Porumboiu. Ao contrário dos seus vizinhos escandinavos, a Noruega não conta na sua História com uma Bergman, um Dreyer, um Lars Von Trier que seja. Por isso, regra geral, a cinematografia norueguesa, o país com melhor qualidade de vida segundo as estatísticas, permanece misteriosa, assim como aquelas montanhas geladas a que chamam fiordes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Do frio chega esta personagem fascinantes, que irrompe por entre as montanhas de neve, à proa da moderna locomotiva que conduz. Chama-se O’Horten, nome escocês: a Escócia fica apenas a algumas milhas marítimas, e este O’Horten, pela cara se diz, que noutros tempos seria um pescador, que fora ali parar em busca de bacalhaus e outros peixe graúdos que por ali nadam. Nos nossos tempos, é maquinista, profissão idealizada e mostrada como sonho mítico de crianças, tal como astronauta. O’Horten é um maquinista que faz a sua última viagem, de Oslo para Bergen e vice-versa, antes da reforma. É apresentado como homem de poucas palavras que não gosta de dar nas vistas e funcionário competente, ao ponto de ser agraciado com uma locomotiva de prata (uau!).&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O argumento é minimalista, centrado nesta intrigante personagem, cheio de bons momentos, como o contraste claro escuro, a neve e os túneis onde o comboio se esconde. Funciona bem enquanto retrato na busca da essência da condição humana.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Chega-se a desenhar uma aura de crime, que não se concretiza, mas há sobretudo uma noção de invisibilidade, numa sociedade desconfiada e fria, dando ideia que, parte das acções do protagonista, servem apenas para se assegurar da sua própria existência. Bent Hamer, realizador experiente, não resiste ao final moralmente positivo, do encontro consigo próprio e com uma segunda vida feliz. Mas o espírito geral do filme, dentro das suas intermitências, permanece em tom de busca do Norte.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-4608713952537770973?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/4608713952537770973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=4608713952537770973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4608713952537770973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/4608713952537770973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/pouca-terra-pouca-terra.html' title='Pouca-terra pouca-terra'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/Sxe9gVFcTgI/AAAAAAAAA28/a_1RZmzHOdo/s72-c/olhazul3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-7295897983764654394</id><published>2009-12-02T13:59:00.001Z</published><updated>2009-12-02T14:03:36.247Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes Portugueses'/><title type='text'>Juvenil e jovial</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Uma Aventura na Casa Assombrada, de Carlos Coelho da Silva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SxZlsueb4EI/AAAAAAAAA20/-zHoQx6WZE8/s200/olhazul2.jpg" style="text-align: justify;float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 53px; height: 17px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410623821396566082" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Z8mBfcgp2sg&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Z8mBfcgp2sg&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Antes de qualquer outro comentário, fixe-se o pressuposto: Uma Aventura na Casa Assombrada, de Carlos Coelho da Silva, é um filme assumida e deliberadamente dedicado a um público juvenil. Tal como, de resto, acontece com a colecção de livros Uma Aventura, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. À parte disso, o filme não consegue nem pretende sair dessa esfera. Ou seja, é uma película estritamente juvenil, cheia de elementos dedicados à adolescência e pré-adolescência sem nunca ultrapassar este escalão. Que é como quem diz, para um adulto, o filme não tem qualquer interesse.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Não teria de ser assim, muitas animações da Walt Disney e da Dreamworks têm essa capacidade de se transcender, desdobrando-se em vários níveis de leitura, fazendo por agradar tanto a pais quanto a filhos. Mas, a rigor, também não teria de não ser assim: é legítimo que um filme não tenha mais ambições do que restringir o seu âmbito a determinada faixa etária. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Deverá portanto ser propositada a opção do realizador por travellings rápidos e extensos, e rotações de câmara que lembram os jogos de computador. Aliás, é feita a referência a Lara Croft. Assim, como, em determinadas alturas, o ritmo de montagem é tão acelerado que é capaz de entontecer um espectador desprevenido. Todas estas armas de realização, que se justificam atendendo ao público-alvo, são truques fáceis usados vulgarmente na televisão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A construção das personagens, fiel ao livro, é conseguida através da evidencia das seus principais atributos. São estereotipadas quanto baste para que a história, a aventura, ganhe força: a protagonista frágil e forte, bidimensional, com a qual nos podemos identificar; o super-herói; o reguila; o sabichão; as gémeas meias tolas... Inclui vilões à moda dos bons velhos desenhos animados, com adjuvantes estúpidos e incompetentes. Aposta no humor, com algumas boas deixas nos diálogos, e na aventura, satisfatoriamente empolgante para o público em causa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Cinematograficamente, é um objecto pouco interessante. Quando a ambição artística é curta, mais longe não se pode chegar. Mas não deixa de ser salutar esta aposta inédita ou quase em Portugal por um filme dedicado ao publico juvenil. Feito de uma forma competente, aceitável, correcta. Não entra por caminhos ínvios, de deturpação moral, ou de infracções de princípios pedagógicos, que embaracem a actual ministra da Educação. É apenas uma aventura, que vai buscar elementos a várias histórias da dupla de escritoras mais bem sucedida do nosso mercado. Uma aventura com acção, suspense, fantasmas de verdade e outros que nem tanto… com uma implícita vontade de crescer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-7295897983764654394?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/7295897983764654394/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=7295897983764654394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7295897983764654394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/7295897983764654394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/12/juvenil-e-jovial.html' title='Juvenil e jovial'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SxZlsueb4EI/AAAAAAAAA20/-zHoQx6WZE8/s72-c/olhazul2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-1107999280516833188</id><published>2009-11-27T12:16:00.001Z</published><updated>2009-11-27T12:27:48.731Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontros Imediáticos'/><title type='text'>Peter Handke acredita em Anjos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontro imediático com Peter Handke&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DrQKjrHTtjI&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DrQKjrHTtjI&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que veio a Portugal, Peter Handke percorreu o país, de lés a lés, de mochila às costas. Agora, na sua primeira visita ‘oficial’, queixa-se de estar enclausurado num hotel de cinco estrelas em Cascais. Isto apesar da magnífica vista sobre o oceano. O pretexto foi o EFF, onde o escritor esteve a apresentar dois filmes que realizou e outros quantos que escreveu o argumento com e para Wim Wenders. De momento, já não tem asas para o cinema. Dedica-se de corpo e alma à escrita, o país onde decidiu morrer.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;É autor de um dos mais belos guiões da história do cinema, As Asas do Desejo. Acredita em anjos?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peter Handke: Quando escrevi o texto para As Asas do Desejo não acreditava. Mas com a idade passei a acreditar. Acredito em anjos da guarda. Não sei se cada pessoa tem um. Mas sinto que algumas vezes sou protegido por um anjo, que me avisa quando estou a cair. Pede-me que preste atenção a coisas importantes. Ele diz-me: «Abranda, não andes sempre a correr». &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Deve ser muito difícil trabalhar com Wim Wenders, num projecto tão pessoal, artístico e filosófico quanto As Asas do Desejo. Como aconteceu?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, a ideia não foi minha. Não escrevi o guião propriamente dito, apenas alguns textos, monólogos e situações. Ele adaptou-as ao filme. A história surgiu durante a montagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mas acompanhou todo o processo?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas a parte final. De início, não assisti às filmagens. Estava na Áustria, e o Wim Wenders em Berlim. Eu escrevia diariamente. E enviava sonhos e monólogos pelo correio. Muitos deles não foram utilizados. Depois estive lá, em Berlim, durante a montagem. Insisti que a linguagem devia ser a coluna vertebral. Sem ela o filme não teria funcionado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Trabalhou com Wim Wenders em outros filmes. Gostaria de voltar a fazê-lo?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim. Mas estamos numa outra fase. O cinema dele já não é a mesma coisa. Tem outras preocupações. A verdade é que, hoje em dia, se tornou mais difícil o financiamento de um filme. E comigo como argumentista provavelmente não conseguiria recolher dinheiro nenhum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Os seus guiões têm uma forte componente literária. Contudo, é comum pensar-se que os guiões são textos técnicos e frios com o objectivo funcional de proporcionar a realização de um filme. Acha que os guiões podem ser considerados literatura?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É perigoso que um guião se torne literatura. Mas não consigo evitá-lo. Também há demasiada literatura nos guiões de Antonioni. Contudo, ao ver os filmes, apercebemo-nos que esta desaparece. Acho que não é assim tão problemático que o argumento tenha literatura. O realizador pode depois silenciá-la se achar conveniente. Foi o que fez Antonioni e Wim Wenders. Mas Movimento em Falso foi o único guião escrito mesmo para o Wim Wenders. Em A Angústia do Guarda-Redes no Momento do Penalty ele simplesmente adaptou o meu livro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Os seus guiões são literários, mas os seus livros tendem a ser cinematográficos. Em quê que ficamos?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade que, por vezes, enquanto escrevo um romance digo a mim próprio: «Imagina-o como se fosse um filme». Tal ajuda-me a afastar-me, a ter outra perspectiva, a ver melhor. Sou o médico de mim próprio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Quando lhe surge uma ideia, como é que sabe se vai resultar num guião, num romance ou numa peça de teatro?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou um escritor, um contador de histórias. Quando estou a escrever sinto-me em casa. Sempre que fiz guiões não me senti em casa, obrigo-me a ser uma outra coisa, não sou um guionista por natureza. Quando estou a escrever prosa, sozinho, distante de tudo, sinto-me a mim próprio, sinto-me um operário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Porque é que a determinada altura quis realizar os seus próprios filmes. Não se sentia satisfeito com o que faziam dos seus guiões?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei bem porque o fiz. Na altura, em que realizei The Abscence era bastante mais simples para um escritor fazer um filme. Para mim foi mesmo demasiado fácil. Hoje em dia não o faria. Os jovens realizadores precisam de dinheiro para as suas produções, e eu não quero competir com eles. Acho que esses sim, deviam ser apoiados, e não os escritores, como eu. Não seria justo, porque eu não dediquei nem tenciono dedicar a minha vida ao cinema. Para mim foi uma expedição a outro país. Eu era apenas um espectador de cinema. E um escritor transformar-se em realizador é uma espécie de conto de fadas. Esse conto já não dá. O Paul Auster tentou fazer um filme, mas a experiência também resultou mal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Não ficou contente com o resultado dos filmes que fez?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei agradecido, mas não contente. Foi uma experiência muito profunda, apercebi-me de que podia trabalhar com outras pessoas, estar atento a tudo, e acreditei que poderia ser assim. Enquanto filmei, senti-me mais real do que enquanto escrevia. Mas quando o filme acabou, apercebi-me da farsa. Aquela não era a minha vida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-1107999280516833188?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/1107999280516833188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=1107999280516833188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1107999280516833188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1107999280516833188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/11/peter-handke-acredita-em-anjos.html' title='Peter Handke acredita em Anjos'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-1554437872716078318</id><published>2009-11-26T09:30:00.006Z</published><updated>2009-12-01T23:42:30.409Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='4 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentários'/><title type='text'>Quero o meu dinheiro de volta</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Capitalismo: uma história de amor&lt;/strong&gt;, de Michael Moore&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408458066521974962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 107px; CURSOR: hand; HEIGHT: 16px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/Sw6z9M2jaLI/AAAAAAAAA2s/8SARtzgzzjo/s200/Copy+of+olhamar4.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mzdyMilAdcE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mzdyMilAdcE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael a atacar o mal americano pela raiz e Marx a rebolar de riso lá no seu túmulo. Para o capitalismo, com aMoore...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As histórias de amor começam sempre bem, mas só são boas quando acabam mal. Um dia, ela – a América – piscou-lhe o olho. E ele – o capitalismo – retribuiu-lhe o galanteio. O pretendente parecia divertido, dinâmico, cheio de livre iniciativa privada. Tratou logo de eliminar a concorrência, dominar todos os meios de produção e investir num lucro futuro. A América apaixonou-se. Perdidamente. E fez como todos os apaixonados: esqueceu-se de reparar nos defeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo documentário de Michael Moore (Capitalismo: Uma História de Amor estreia-se hoje, 26) apanha este casal na curva descendente do romance. Quando a América começa a perceber que, afinal, o capitalismo não era tão bom partido quanto isso (com a excepção, talvez, de todos os outros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E onde ela via saudável competição e proveito, agora vê ganância desvairada, indiferença, desprezo. O casamento está por um fio. Quase que se anunciou o divórcio, aquando da derrocada da bolsa, em 2008. Enfim... as coisas lá se recompuseram (ironicamente, graças a uma manobra financeira muito pró-socialista), mas já nada foi como dantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter investido contra a violência e as armas (&lt;em&gt;Bowling for Columbine&lt;/em&gt;), contra o burlesco George W. Bush (&lt;em&gt;Fahrenheit 9/11&lt;/em&gt;), contra a ausência de um serviço nacional de saúde (&lt;em&gt;Sicko&lt;/em&gt;), o «mais temido dos realizadores americanos» faz, talvez, o seu mais incómodo documentário, capaz de pôr em polvorosa todos os Joes, the Plumbers do planeta (aquele canalizador, lembram-se?, que ficou famoso durante a campanha de Obama por lhe ter dito que não queria distribuir a sua riqueza com os pobres). Desta vez, ele enfurece a direita histérica mas também a esquerda que se silencia. O que provavelmente mais incomoda os canalizadores deste mundo nem é o facto de Moore ser obamista, ou democrata, ou de dizer que existe um conluio entre Wall Street e o Congresso, ou de denunciar a pandemia da corrupção e a impunidade das altas finanças. O que os incomoda é ele ser um católico praticante – algo raro nos EUA – e mostrar, neste filme, os princípios cristãos a distanciarem-se do capitalismo como o diabo da cruz. Moore não pisa só o território sagrado dos americanos, tira-lhes o chão debaixo dos pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por isso, quando o filme se antestreou, no Festival de Veneza, em Setembro, o realizador foi atirado aos leões. Invocaram que ele era milionário, que capitalizava imenso com filmes anticapitalistas e até que era gordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moore é um agitador profissional, mas, acima de tudo, um cineasta inigualável, que faz documentários-tese, como tantos outros tentaram sem nunca chegarem perto. Recorre ao seus habituais e infalíveis métodos. O ritmo, a música, o humor, os casos humanos, a sua própria voz-off, as entrevistas de rua, os depoimentos, as imagens de época, a montagem energizante, a sua aparição enquanto também protagonista da história, os happenings... Dirige-se de megafone às empresas e bancos salvos, depois do crash, pelos dólares dos contribuintes, a exigir o dinheiro de volta. E cerca Wall Street com aquela fita amarela a dizer Do Not Cross, com que os polícias americanos costumam isolar a zona do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistimos a famílias a serem despejadas por xerifes, quando já não conseguem pagar as prestações e hipotecas, a bairros inteiros com as casas seladas para penhora, a agentes imobiliários que esfregam as mãos com as habitações devolutas e à engenhosa e tétrica estratégia das grandes multinacionais, que efectuam seguros de vida a trabalhadores novos, e, se estes falecem, entram com o haver nas folhas das receitas. Chamam-lhes Dead Peasants, e parece que somos remetidos para a Rússia deprimida do século XIX, quando um sombrio Tchitchikov andava a recolher almas mortas, no célebre romance de Gogol. Moore resgata, ainda, um certo e esquecido discurso de Roosevelt a apelar à justiça social. E, no final, deixa-nos com a Internacional, cantada numa muito cool versão jazz. Como quem diz, revoltem-se, pá.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-1554437872716078318?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/1554437872716078318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=1554437872716078318' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1554437872716078318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1554437872716078318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/11/quero-o-meu-dinheiro-de-volta.html' title='Quero o meu dinheiro de volta'/><author><name>Ana Margarida de Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10807268298815470257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_vbpHOmG4NGs/ShQydrdvxvI/AAAAAAAAALM/W96tcC8NHIE/S220/ela.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/Sw6z9M2jaLI/AAAAAAAAA2s/8SARtzgzzjo/s72-c/Copy+of+olhamar4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-1650408107645781375</id><published>2009-11-25T11:02:00.000Z</published><updated>2009-11-25T11:02:00.592Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De olhos bem abertos'/><title type='text'>De olhos bem abertos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SwvU8ebI0UI/AAAAAAAAA2c/NUd7zaXa-wc/s1600/tabel.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 316px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SwvU8ebI0UI/AAAAAAAAA2c/NUd7zaXa-wc/s400/tabel.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407649913012539714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-1650408107645781375?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/1650408107645781375/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=1650408107645781375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1650408107645781375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/1650408107645781375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/11/de-olhos-bem-abertos.html' title='De olhos bem abertos'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SwvU8ebI0UI/AAAAAAAAA2c/NUd7zaXa-wc/s72-c/tabel.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-3861145863284246908</id><published>2009-11-24T10:28:00.002Z</published><updated>2009-11-24T10:58:52.838Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O gosto dos outros'/><title type='text'>O gosto de Filipe Abranches</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:medium;"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Eclipse (L'Eclisse, 1962) de Michelangelo Antonioni&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Eu estou em Florença, para ver e filmar um eclipse solar. Está um frio inesperado e intenso. O silêncio é diferente de todos os outros silêncios. Luz pálida, diferente de todas as outras luzes. E depois a escuridão. Quietude total. Tudo o que me vem à mente é que durante um eclipse até mesmo os sentimentos provavelmente param.” (Michelangelo Antonioni)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-80bd1bfe979a2dbe" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v13.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D80bd1bfe979a2dbe%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329884391%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4F2236E3AEBD36CE8ADC775BF5BFB7AF0596A5C8.3F5916D89241D38A0440CFBB78873EBFAA2D8DE9%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D80bd1bfe979a2dbe%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DmCIlNsgKfDkUnhwY56eV3qD8urc&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v13.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D80bd1bfe979a2dbe%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329884391%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4F2236E3AEBD36CE8ADC775BF5BFB7AF0596A5C8.3F5916D89241D38A0440CFBB78873EBFAA2D8DE9%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D80bd1bfe979a2dbe%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DmCIlNsgKfDkUnhwY56eV3qD8urc&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Naturezas mortas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Esta sequência nunca me abandonou desde a primeira vez que vi o filme e sei que teve o mesmo efeito noutras pessoas. Reteve-se na minha memória por alguma razão. Provocava-me desconforto e inquietação. Surgiu recentemente a oportunidade de a analisar mais a fundo e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;munido de outras ferramentas teóricas. A cena é uma ilustração da passagem do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;espaço qualquer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; e desconectad&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;o para o vazio. O filme vive muito de uma inventariação de pedaços desconectados do espaço atravessado por Vittoria que se reagrupam no final numa espécie de superfície branca e vazia. Ganha a composição, já referenciada, como processo construtivo de signos. As situações puramente ópticas e sonoras, passam-se no &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;espaço qualquer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, e Deleuze chama-lhes &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;opsignos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;sonsignos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Tínhamos falado das imagens objectivas tidas num processo de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;verificação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (Antonioni verifica o seu tempo). Já não é possível organizar tal tipo de elem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;entos num sistema orgânico e de acções. Só caberão numa concepção geométrica do quadro que estabelece no seu interior relações de medida e distância, sendo a acção o deslocamento das figuras no espaço. Estamos perante &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;um cinema de coordenadas que nos pretende transmitir, nomeadamente a ruptura de um casal, não pela explicação verbal ou narrativa. A última cena é uma verificação de uma ruptura. A ideia com que ficamos é a de um círculo contínuo, fluxo, que desloca essa ruptura para o próprio mundo à beira do colapso. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A questão em Antonioni é: não sofremos do Eros, o próprio Eros está doente. Reforço a importância de um movimento de mundo gerado por elementos imóveis. Há um drama óptico vivido pelos personagens. Di-lo Claude Ollier nos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cahiers&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Sem explicação dramática de uma ruptura, permanente no cinema clássico, o drama torna-se um drama óptico vivido pelo personagem. É o resultado de uma agenda de esvaziamento espacial que se reflecte nos próprios indivíduos. Cria-se para lá de uma ausência do outro, uma ausência de si mesmo. Neste ponto o olhar ganha extrema importância e carece ser revisto. Não é possível esquecer o olhar de Vittoria/Viti, mesmo depois de ver o filme. É algo que fica como “traço” de um personagem na nossa memória. Enquanto escrevo esforço-me por tentar lembr&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ar-me de uma participação de Monica Viti num outro filme que não de Antonioni. Sem sucesso. Talvez porque determinados actores parecem ter sido talhados por determinado criador. Para onde olha Vittoria? Esse traço é transversal a todo o filme, no início da sequência está lá, precisame&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;nte antes de a perdermos. Ela olha a copa da árvores e depois olha como que para um fora de campo onde não há nada. Passamos para o bairro moderno. Parece, no momento em que começam a surgir pessoas anónimas, que esse olhar foi transmitido e que passou a viajar de rosto para rosto, sem destino. Robbe-Grillet é mais radical. Os sons e as cores, o táctil (operado pelo jogo de mãos em Bresson, por exemplo), eram desadequados à &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;verificação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Estariam ainda muito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; ligados estes elementos às emoções e reacções. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Salvaguardava somente as descrições visuais que operem por linhas, superfícies e medidas (Deleuze). Cinema de coordenadas e eminentemente cartográfico. Pensemos em meridianos, latitudes e longitudes. Paira assim um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;olhar imaginário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, como concluem alguns ensaístas, que faz a ligação das partes do espaço partido. O que é fascinante no cinema de Antonioni é estarmos a partilhar de uma leitura de signos de um mundo próprio (sem equivalente no real) ao mesmo tem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;po que os personagens. Daí a sensação de perca e ausência, perante imagens &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;nuas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, que irão afectar tanto espectador como protagonistas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Inércia e tempos mortos? Pois sim, mas que se inscrevem no filme como seus elementos constituintes. O conceito de Natureza Morta encontra aqui certo eco. A imobilidade é a matéria-prima num processo de verificação e observação dos objectos e da natureza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Vimos que esta cena é uma réplica sem protagonistas de outras que se passaram no mesmo local com os respectivos intervenientes. Há aqui uma intencionalidade de limpar todos os códigos narrativos e formais bem como os vestígios do elemento humano. Diálogos, personagens, narrativa explícita é retirada. No entanto alguns elementos de segundo plano, como o autocarro, o homem a cavalo, a enfermeira com o bebé, ou sejam, as evocações e o ”excesso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;” ou as sobras de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; uma narrativa prévia codificada, permanecem. Trata-se de um paralelismo formal que questiona, no meu entender, a próprio natureza do cinema. O homem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;que atravessa a passadeira, com a mão a entrar no plano e a mulher loura que se vira, são disso exemplo como duplos ou fantasmas que nos evocam o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;suspense&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; do cinema clássico. A alternância de uma hierarquia disputada entre primeiros planos e planos de fundo parece ser uma característica deste cineasta. Esta permuta tende no sentido de cada “camada” ou cortina de imagem poder concorrer para o sentido da outra. Normalmente as paisagens reflectem um estado de espírito do protagonista, mais do que uma intensidade psicológica revelada pela expressão ou pose do actor. A sua pose só significa algo enquanto integrada numa certa composição. Apontado como um abstraccionista, Antonioni contrapõe que naqueles sete minutos todos os objectos têm significado. Apenas restam os objectos da aventura, num mundo que devorou os seres vivos. A arqueologia do presente para Deleuze, como este refere. Reforça-se a ideia de que um espaço vazio é um espaço puro, sem atributos, mas não um vácuo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Filipe Abranches é ilustrador, autor de BD e realizador de cinema de animação. O seu primeiro filme, Pássaros, recebeu o Prémio Tobis no Cinanima 2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-3861145863284246908?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/3861145863284246908/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=3861145863284246908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3861145863284246908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/3861145863284246908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/11/o-gosto-de-filipe-abranches.html' title='O gosto de Filipe Abranches'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-252130588708781452</id><published>2009-11-23T11:11:00.001Z</published><updated>2009-11-23T11:11:00.247Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3 estrelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em cartaz'/><title type='text'>'We Want Moore!'</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Capitalismo, uma história de amor, de Michael Moore&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 75px; height: 17px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SwnTqiuObmI/AAAAAAAAA2U/Z10_8P24yBs/s200/olhazul3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407085555463646818" /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1tI1RTAQc2M&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1tI1RTAQc2M&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se calhar é melhor explicar com duas laranjas... Deve ser muito fatigante. Michael Moore dedicou uma carreira a encontrar os argumentos mais claros, mais convincentes, e até por vezes mais demagógicos para convencer o povo americano da sua razão. Mas, apesar do esforço do pregador, a América continua indiferente. Ou talvez não. A eleição de Borak Obama conta? Serão as mudanças subtis ou efectivas? Há pelo menos esperança. Se a eleição de Obama significar uma forte mudança social rumo a uma América mais livre e mais justa, Michael Moore, porventura, perderá o emprego, ou talvez faça finalmente uma ficção ou um documentário sobre a fauna e a flora do Grand Canyon. Para já mantém-se atento. E, desta vez, achou oportuno atacar o mal pela raiz e declarou guerra ao capitalismo. O que é um caminho natural, depois de atingir o armamento, o Presidente Bush e o próprio sistema americano de saúde.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As palavras assustam, e esta guerra anti-capitalista não se apresenta num sentido extremista, num apelo à sovietização da América ou algo assim. Moore tem o cuidado de não levantar esses fantasmas do passado, a que o povo americano é demasiado sensível. Insiste numa outra dialéctica. O oposto do capitalismo é a democracia e não o comunismo. Porque o capitalismo selvagem não permite que uma sociedade seja verdadeiramente democrática.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, se assim é, o que leva o povo a eleger aqueles que o prejudica? A alimentar o monstro com os seus votos? É a cenoura do sonho americano, a hipótese remota que todos têm de fazer parte da percentagem dos milionários. Moore denuncia que o sistema faliu e apela a revolta. Exibe as ilegalidades e afrontas das grandes empresas, da banca, e dos especuladores financeiros. Não usa o termo ‘grande capital’, mas é sobre isso que, no fundo, está a falar, com luvas de napa, para esconder punhos que se fecham.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Usa os termos cuidadosamente, porque se trata de um filme-missão e o seu objectivo máximo é convencer as pessoas a agir. Pelo mesmo motivo mistura a religião, com depoimentos de padres e bispos, que exclamam em uníssono que o capitalismo é pecado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De resto, o filme obedece aos esquemas habituais de Michael Moore, com narração do próprio em off, a mistura de elementos pessoais: desta vez vemos o seu pai e a sua terra natal. A utilização, sempre bem-humorada e pertinente, de cenas de filmes antigos e a criação de happenings. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Considera o apoio do Estado à banca, com o pretexto de salvar a economia, um roubo aos cofres do estado. Assim sendo, pega numa carrinha e vai aos respectivos bancos, com sacos fundos, solicitar a devolução do dinheiro. Mais à frente, cerca a área do senado, com uma daquelas fitas vermelhas, pois afirma ter-se ali cometido umcrime.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desta vez, contudo, há uma diferença crucial: o filme termina com um toque de esperança. Moore mostra exemplos de boas práticas: como uma fábrica que foi tomada pelos trabalhadores e assim, através dessa reivindicação, conseguiram manter os postos de trabalho. Pela primeira vez, fez crer de forma convicta: a revolução é possível, até na América. E ele está lá para isso: “Recuso-me a viver num país assim. E não me vou embora”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7305053793397946858-252130588708781452?l=finalcut-visao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/feeds/252130588708781452/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7305053793397946858&amp;postID=252130588708781452' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/252130588708781452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7305053793397946858/posts/default/252130588708781452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalcut-visao.blogspot.com/2009/11/we-want-moore.html' title='&apos;We Want Moore!&apos;'/><author><name>Manuel Halpern</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08778219102305683930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SbWqDxKYbJI/AAAAAAAAATk/WotvaY9W8SY/S220/fotomh1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SQad7I0LS3E/SwnTqiuObmI/AAAAAAAAA2U/Z10_8P24yBs/s72-c/olhazul3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7305053793397946858.post-2723508006236553594</id><published>2009-11-20T09:45:00.004Z</publ
